Jornal Página 3
Geral
Acordo sobre esgoto entre Camboriú e Balneário não parece promissor
Quinta, 7/2/2019 16:34.

Divulgação.
Para atender Camboriú, Emasa teria que ampliar a estação de tratamento de esgoto.

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(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A tentativa de acordo entre as prefeituras de Camboriú e Balneário Camboriú para dotar a primeira com rede de esgotos deverá percorrer um longo caminho e o desfecho não parece promissor.

Reunião nesta semana entre representantes da Empresa Municipal de Água e Saneamento (de Balneário Camboriú, Emasa) e da Águas de Camboriú, discutiu a integração entre as duas cidades.

Para início de negociação a Águas de Camboriú, que já tem a concessão da água no vizinho município, implantaria a rede de esgotos e a Emasa trataria este esgoto e continuaria captando água bruta e a tratando para abastecer os dois municípios.

A probabilidade de um acordo desse tipo dar certo é pequena porque tem de um lado uma autarquia municipal (a Emasa), cujo objetivo não é o lucro e de outro uma empresa privada, que visa lucro.

Além disso, existem divergências políticas históricas a respeito da água entre as duas cidades o que dificultaria a aprovação das leis necessárias pelas respectivas câmaras de vereadores.

O presidente da Águas de Camboriú, Carlos Roma, disse ontem (6) ao Página 3 que sua empresa tem capacidade econômica para implantar a rede de esgotos em Camboriú, mas é necessário detalhar a proposta, ainda incipiente.

A Águas de Camboriú é forte, pertence ao grupo Aegea que atua no saneamento de 49 cidades brasileiras.

Uma dificuldade para integrar serviços é que a conta não fecha. Hoje a Águas de Camboriú compra água tratada da Emasa por R$ 0,82 o metro cúbico e vende por quase R$ 2,00.

É um excelente negócio para a empresa privada e péssimo para a autarquia por isso a intenção é rever o preço.

Porém, se o preço subir muito, será vantajoso para a Águas de Camboriú construir sua própria estação de tratamento.

O mesmo tende a ocorrer com o esgoto, se o negócio for bom para a Águas de Camboriú, pode ser ruim para a Emasa.

Além disso, em algum momento mais à frente provavelmente as duas cidades disputarão o uso da água da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú que hoje já dá sinais de escassez.

O crescimento populacional é acelerado, o IBGE estima que as duas cidades cresceram quase 30% nos últimos oito anos. Nesse mesmo período, por exemplo, Itajaí cresceu 17%.

É certo que será necessário construir reservatórios de água bruta ou captar em outras bacias (há duas próximas, Tijucas e Itajai-Açu), mas o custo é alto e isso precisa fazer parte da discussão do saneamento em conjunto.

O prefeito Fabrício Oliveira esclareceu que embora a Emasa tenha que conversar com a Águas de Camboriú, o entendimento final, se ocorrer, será entre municípios e não entre empresas.

Vista do alto, a lagoa de esgoto é até bonita.

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Divulgação.
Para atender Camboriú, Emasa teria que ampliar a estação de tratamento de esgoto.
Para atender Camboriú, Emasa teria que ampliar a estação de tratamento de esgoto.

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Quinta, 7/2/2019 16:34.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A tentativa de acordo entre as prefeituras de Camboriú e Balneário Camboriú para dotar a primeira com rede de esgotos deverá percorrer um longo caminho e o desfecho não parece promissor.

Reunião nesta semana entre representantes da Empresa Municipal de Água e Saneamento (de Balneário Camboriú, Emasa) e da Águas de Camboriú, discutiu a integração entre as duas cidades.

Para início de negociação a Águas de Camboriú, que já tem a concessão da água no vizinho município, implantaria a rede de esgotos e a Emasa trataria este esgoto e continuaria captando água bruta e a tratando para abastecer os dois municípios.

A probabilidade de um acordo desse tipo dar certo é pequena porque tem de um lado uma autarquia municipal (a Emasa), cujo objetivo não é o lucro e de outro uma empresa privada, que visa lucro.

Além disso, existem divergências políticas históricas a respeito da água entre as duas cidades o que dificultaria a aprovação das leis necessárias pelas respectivas câmaras de vereadores.

O presidente da Águas de Camboriú, Carlos Roma, disse ontem (6) ao Página 3 que sua empresa tem capacidade econômica para implantar a rede de esgotos em Camboriú, mas é necessário detalhar a proposta, ainda incipiente.

A Águas de Camboriú é forte, pertence ao grupo Aegea que atua no saneamento de 49 cidades brasileiras.

Uma dificuldade para integrar serviços é que a conta não fecha. Hoje a Águas de Camboriú compra água tratada da Emasa por R$ 0,82 o metro cúbico e vende por quase R$ 2,00.

É um excelente negócio para a empresa privada e péssimo para a autarquia por isso a intenção é rever o preço.

Porém, se o preço subir muito, será vantajoso para a Águas de Camboriú construir sua própria estação de tratamento.

O mesmo tende a ocorrer com o esgoto, se o negócio for bom para a Águas de Camboriú, pode ser ruim para a Emasa.

Além disso, em algum momento mais à frente provavelmente as duas cidades disputarão o uso da água da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú que hoje já dá sinais de escassez.

O crescimento populacional é acelerado, o IBGE estima que as duas cidades cresceram quase 30% nos últimos oito anos. Nesse mesmo período, por exemplo, Itajaí cresceu 17%.

É certo que será necessário construir reservatórios de água bruta ou captar em outras bacias (há duas próximas, Tijucas e Itajai-Açu), mas o custo é alto e isso precisa fazer parte da discussão do saneamento em conjunto.

O prefeito Fabrício Oliveira esclareceu que embora a Emasa tenha que conversar com a Águas de Camboriú, o entendimento final, se ocorrer, será entre municípios e não entre empresas.

Vista do alto, a lagoa de esgoto é até bonita.

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