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Sem água por dias, Ilhabela desliga duchas nas praias do arquipélago

Quinta, 10/1/2019 8:33.

REGINALDO PUPO
ILHABELA, SP (FOLHAPRESS) - Sem fornecimento de água potável total ou parcial por sete dias, do Réveillon até a última segunda-feira (7), moradores e turistas que frequentam o arquipélago de Ilhabela, no litoral paulista, tiveram que apelar até para tomar banho no mar para superar o problema em pleno verão, quando é comum a temperatura chegar a 35ºC.

A crise fez o prefeito Márcio Tenório (MDB) suspender o fornecimento de água nas duchas espalhadas por diversas praias do arquipélago, como Ilha das Cabras, Perequê, Pedra do Sino, Itaquanduba, Portinho, Pequeá, Praia Grande e Ponta Azeda, que seguem sem água.

O corte, desde o dia 2, ainda está em vigor. Enquanto as duchas estavam ligadas, havia filas intermináveis dos ávidos por um banho de água doce. Já alguns moradores e turistas tiveram que tomar banho no mar. O corretor de imóveis Hélio Alves Souza, 41, que visitava Ilhabela, foi um deles.

"Não saía uma gota de água no chuveiro da pousada e como estava perto da praia, eu e meus familiares resolvemos tomar banho no mar mesmo, com sabonete e tudo", queixou-se ele, no último dia 6.

O servidor público Carlos Eduardo Leme de Moraes Rosso, 39, morador de Ilhabela, afirmou que ficou sete dias sem abastecimento. Ele afirmou que precisou solicitar um caminhão-pipa para a Sabesp em duas ocasiões.

O jornalista Cacá Alberti, 53 anos, morador da cidade, diz que nunca enfrentou desabastecimento por tanto tempo. "Infelizmente a falta d'água acontece em toda temporada, mas nesta, nunca vi nada igual, por tanto tempo. E também nunca vi tanta gente em Ilhabela, acredito que deve ter batido todos os recordes".

Faltou água do Réveillon até o dia 5 em alguns bairros da parte mais alta da ilha. A situação se agravou na sequência: do dia 5 até o dia 7 a Sabesp cortou o fornecimento para toda a cidade, alegando forte chuva. O temporal durante a madrugada do dia 5 deixou a água dos reservatórios da empresa com muito barro. O fornecimento para toda a ilha foi retomado só nesta segunda.

Moradores de diversos bairros afirmam, porém, que já vinham sofrendo com a falta d'água desde o Natal nas regiões mais altas, como o bairro Alto da Barra Velha, um dos mais atingidos pela crise.

O desabastecimento atingiu também hotéis, pousadas e restaurantes, que estavam lotados. Alguns estabelecimentos foram atendidos com caminhões-pipa particulares, já que a água armazenada nas caixas d'água também havia acabado. A Sabesp disponibilizou oito deles para atender casas e instituições públicas.

Segundo a estatal, o desabastecimento ocorreu pelo excesso de turistas desde o Réveillon. A cidade, de 35 mil habitantes, recebeu aproximadamente 120 mil turistas somente no Ano-Novo. A prefeitura e a Sabesp não possuem planos emergenciais para evitar que o problema volte a ocorrer nos próximos finais de semana e Carnaval. Dependem exclusivamente da economia no consumo pelos moradores e turistas.

O município anunciou que ampliará a capacidade de armazenamento de água em dois reservatórios, elevando a capacidade dos atuais 200 mil litros para três milhões de litros. Segundo o prefeito, em seis meses o reservatório da região sul deve estar concluído e o do norte, até a próxima temporada.

O investimento previsto é de R$ 10 milhões em reservatórios de água neste ano. O projeto, mais amplo, envolve tratamento de esgoto doméstico -atualmente só de 50% no arquipélago- e a dessalinização da água do mar. 

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Sem água por dias, Ilhabela desliga duchas nas praias do arquipélago

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Quinta, 10/1/2019 8:33.

REGINALDO PUPO
ILHABELA, SP (FOLHAPRESS) - Sem fornecimento de água potável total ou parcial por sete dias, do Réveillon até a última segunda-feira (7), moradores e turistas que frequentam o arquipélago de Ilhabela, no litoral paulista, tiveram que apelar até para tomar banho no mar para superar o problema em pleno verão, quando é comum a temperatura chegar a 35ºC.

A crise fez o prefeito Márcio Tenório (MDB) suspender o fornecimento de água nas duchas espalhadas por diversas praias do arquipélago, como Ilha das Cabras, Perequê, Pedra do Sino, Itaquanduba, Portinho, Pequeá, Praia Grande e Ponta Azeda, que seguem sem água.

O corte, desde o dia 2, ainda está em vigor. Enquanto as duchas estavam ligadas, havia filas intermináveis dos ávidos por um banho de água doce. Já alguns moradores e turistas tiveram que tomar banho no mar. O corretor de imóveis Hélio Alves Souza, 41, que visitava Ilhabela, foi um deles.

"Não saía uma gota de água no chuveiro da pousada e como estava perto da praia, eu e meus familiares resolvemos tomar banho no mar mesmo, com sabonete e tudo", queixou-se ele, no último dia 6.

O servidor público Carlos Eduardo Leme de Moraes Rosso, 39, morador de Ilhabela, afirmou que ficou sete dias sem abastecimento. Ele afirmou que precisou solicitar um caminhão-pipa para a Sabesp em duas ocasiões.

O jornalista Cacá Alberti, 53 anos, morador da cidade, diz que nunca enfrentou desabastecimento por tanto tempo. "Infelizmente a falta d'água acontece em toda temporada, mas nesta, nunca vi nada igual, por tanto tempo. E também nunca vi tanta gente em Ilhabela, acredito que deve ter batido todos os recordes".

Faltou água do Réveillon até o dia 5 em alguns bairros da parte mais alta da ilha. A situação se agravou na sequência: do dia 5 até o dia 7 a Sabesp cortou o fornecimento para toda a cidade, alegando forte chuva. O temporal durante a madrugada do dia 5 deixou a água dos reservatórios da empresa com muito barro. O fornecimento para toda a ilha foi retomado só nesta segunda.

Moradores de diversos bairros afirmam, porém, que já vinham sofrendo com a falta d'água desde o Natal nas regiões mais altas, como o bairro Alto da Barra Velha, um dos mais atingidos pela crise.

O desabastecimento atingiu também hotéis, pousadas e restaurantes, que estavam lotados. Alguns estabelecimentos foram atendidos com caminhões-pipa particulares, já que a água armazenada nas caixas d'água também havia acabado. A Sabesp disponibilizou oito deles para atender casas e instituições públicas.

Segundo a estatal, o desabastecimento ocorreu pelo excesso de turistas desde o Réveillon. A cidade, de 35 mil habitantes, recebeu aproximadamente 120 mil turistas somente no Ano-Novo. A prefeitura e a Sabesp não possuem planos emergenciais para evitar que o problema volte a ocorrer nos próximos finais de semana e Carnaval. Dependem exclusivamente da economia no consumo pelos moradores e turistas.

O município anunciou que ampliará a capacidade de armazenamento de água em dois reservatórios, elevando a capacidade dos atuais 200 mil litros para três milhões de litros. Segundo o prefeito, em seis meses o reservatório da região sul deve estar concluído e o do norte, até a próxima temporada.

O investimento previsto é de R$ 10 milhões em reservatórios de água neste ano. O projeto, mais amplo, envolve tratamento de esgoto doméstico -atualmente só de 50% no arquipélago- e a dessalinização da água do mar. 

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