Jornal Página 3
Geral
Cirurgia do presidente Bolsonaro é iniciada em SP
Segunda, 28/1/2019 10:47.

Valter Campanato/Agência Brasil

Publicidade

TALITA FERNANDES (FOLHAPRESS)

A cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia do presidente Jair Bolsonaro teve início na manhã desta segunda-feira (28) no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo o Secom, o procedimento começou por volta das 6h30 e a Presidência avisou às 07h04. A estimativa é de duração é de três horas.

O presidente foi internado na manhã de domingo (27) para a realização de exames pré-operatórios e após resultados mostrarem normalidade de sua saúde, o procedimento foi confirmado.

Esta é a terceira vez que Bolsonaro é operado desde que foi alvo de uma facada durante a campanha, em setembro de 2018.

O vice, general Hamilton Mourão, assumiu interinamente a Presidência da República e permanecerá no cargo nas próximas 48 horas que se seguirão à cirurgia.

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional), sob o comando do general Augusto Heleno, montou uma estrutura provisória no mesmo andar do quarto do presidente para que ele possa manter a rotina de despachos.

Ele reassume a Presidência na quarta (30) e deve permanecer internado até meados da próxima semana. Os médicos estimam um período de dez dias para recuperação.

O Palácio do Planalto trouxe à capital paulista auxiliares técnicos e que dão suporte jurídico para a tomada de decisões do chefe do Executivo.

O escritório improvisado contará com um computador com internet, uma impressora e um telefone fixo. O espaço permitirá ainda que Bolsonaro se comunique com ministros e outros auxiliares que estejam fora de São Paulo por meio de videoconferência.

Há a previsão de uma entrevista coletiva e da divulgação de um boletim médico nesta segunda, logo após o encerramento do procedimento.

O governo trouxe também assessores de comunicação, como o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, para a realização de briefings diários sobre a saúde do presidente e atos do Executivo.

Entenda o passo a passo Além do cirurgião Antônio Luiz Macedo, que acompanha o presidente, outros oito profissionais vão participar do procedimento: dois cirurgiões auxiliares, uma instrumentadora, dois anestesistas, uma enfermeira e dois técnicos de enfermagem.

A cirurgia consiste em abrir o abdome e religar as duas pontas do intestino grosso que hoje estão separadas para que o trânsito intestinal volte ao normal. A sutura será feita com grampeador cirúrgico e pontos manuais, segundo Marcondes.

Com isso, Bolsonaro deixará de usar a bolsa coletora de fezes, adotada desde setembro, quando foi esfaqueado durante campanha em Juiz de Fora (MG) e teve os intestinos grosso e delgado perfurados.

Para isolar as áreas lesionadas da passagem de fezes, o intestino foi separado. Uma ponta ficou exteriorizada até a pele para saída das fezes pela bolsa coletora. E a outra ponta ficou fechada dentro.

O procedimento envolverá um corte de 30 cm a 40 cm, exatamente no mesmo lugar da cicatriz resultante das duas cirurgias anteriores. O orifício onde hoje está a bolsa de colostomia também será fechado. O presidente ficará, então, com duas cicatrizes no abdome.

Segundo três gastrocirurgiões ouvidos pela reportagem, só quando o abdome estiver aberto é que será possível verificar claramente o grau de aderências na região.

Por causa dos ferimentos e dos procedimentos anteriores, é possível que haja alças intestinais grudadas entre si ou na parede abdominal.

O primeiro passo, então, será desgrudar esses tecidos. "Quanto mais aderências, mais a cirurgia pode demorar. Se a situação estiver favorável, pode levar três horas. Senão, de seis a 12 horas", explica Diego Adão Fanti Silva, cirurgião do aparelho digestivo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Destaques


Sexto lugar no ranking das 50 cidades catarinenses que mais abriram empresas em 2019


 Uma restauração histórica de fotos aéreas para o primeiro plano diretor do município



 Em 12 meses foram registradas 2,4 infrações desse tipo por hora


 “Afastar a corrupção é o dever de todos”, disse o prefeito


Geral


Economia

Sexto lugar no ranking das 50 cidades catarinenses que mais abriram empresas em 2019


Variedades

 Uma restauração histórica de fotos aéreas para o primeiro plano diretor do município


Variedades


Policia

 Em 12 meses foram registradas 2,4 infrações desse tipo por hora


Política

 “Afastar a corrupção é o dever de todos”, disse o prefeito


Publicidade


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Cirurgia do presidente Bolsonaro é iniciada em SP

Valter Campanato/Agência Brasil

Publicidade

Segunda, 28/1/2019 10:47.

TALITA FERNANDES (FOLHAPRESS)

A cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia do presidente Jair Bolsonaro teve início na manhã desta segunda-feira (28) no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo o Secom, o procedimento começou por volta das 6h30 e a Presidência avisou às 07h04. A estimativa é de duração é de três horas.

O presidente foi internado na manhã de domingo (27) para a realização de exames pré-operatórios e após resultados mostrarem normalidade de sua saúde, o procedimento foi confirmado.

Esta é a terceira vez que Bolsonaro é operado desde que foi alvo de uma facada durante a campanha, em setembro de 2018.

O vice, general Hamilton Mourão, assumiu interinamente a Presidência da República e permanecerá no cargo nas próximas 48 horas que se seguirão à cirurgia.

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional), sob o comando do general Augusto Heleno, montou uma estrutura provisória no mesmo andar do quarto do presidente para que ele possa manter a rotina de despachos.

Ele reassume a Presidência na quarta (30) e deve permanecer internado até meados da próxima semana. Os médicos estimam um período de dez dias para recuperação.

O Palácio do Planalto trouxe à capital paulista auxiliares técnicos e que dão suporte jurídico para a tomada de decisões do chefe do Executivo.

O escritório improvisado contará com um computador com internet, uma impressora e um telefone fixo. O espaço permitirá ainda que Bolsonaro se comunique com ministros e outros auxiliares que estejam fora de São Paulo por meio de videoconferência.

Há a previsão de uma entrevista coletiva e da divulgação de um boletim médico nesta segunda, logo após o encerramento do procedimento.

O governo trouxe também assessores de comunicação, como o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, para a realização de briefings diários sobre a saúde do presidente e atos do Executivo.

Entenda o passo a passo Além do cirurgião Antônio Luiz Macedo, que acompanha o presidente, outros oito profissionais vão participar do procedimento: dois cirurgiões auxiliares, uma instrumentadora, dois anestesistas, uma enfermeira e dois técnicos de enfermagem.

A cirurgia consiste em abrir o abdome e religar as duas pontas do intestino grosso que hoje estão separadas para que o trânsito intestinal volte ao normal. A sutura será feita com grampeador cirúrgico e pontos manuais, segundo Marcondes.

Com isso, Bolsonaro deixará de usar a bolsa coletora de fezes, adotada desde setembro, quando foi esfaqueado durante campanha em Juiz de Fora (MG) e teve os intestinos grosso e delgado perfurados.

Para isolar as áreas lesionadas da passagem de fezes, o intestino foi separado. Uma ponta ficou exteriorizada até a pele para saída das fezes pela bolsa coletora. E a outra ponta ficou fechada dentro.

O procedimento envolverá um corte de 30 cm a 40 cm, exatamente no mesmo lugar da cicatriz resultante das duas cirurgias anteriores. O orifício onde hoje está a bolsa de colostomia também será fechado. O presidente ficará, então, com duas cicatrizes no abdome.

Segundo três gastrocirurgiões ouvidos pela reportagem, só quando o abdome estiver aberto é que será possível verificar claramente o grau de aderências na região.

Por causa dos ferimentos e dos procedimentos anteriores, é possível que haja alças intestinais grudadas entre si ou na parede abdominal.

O primeiro passo, então, será desgrudar esses tecidos. "Quanto mais aderências, mais a cirurgia pode demorar. Se a situação estiver favorável, pode levar três horas. Senão, de seis a 12 horas", explica Diego Adão Fanti Silva, cirurgião do aparelho digestivo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Destaques


Sexto lugar no ranking das 50 cidades catarinenses que mais abriram empresas em 2019


 Uma restauração histórica de fotos aéreas para o primeiro plano diretor do município



 Em 12 meses foram registradas 2,4 infrações desse tipo por hora


 “Afastar a corrupção é o dever de todos”, disse o prefeito