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Observa SC: escolha da ave símbolo de Santa Catarina está em andamento

Sexta, 5/7/2019 10:48.
Fotos do passeio no mar, por Rivo Biehl, Bola Pereira e Caro

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Há um movimento em Santa Catarina que busca incentivar e atrair observadores de aves para o Estado. Estima-se que no Brasil haja 20% das aves de todo o planeta, sendo cerca de 1919 espécies (em SC há cerca de 700), segundo o pesquisador Cristiano Voitina. Mesmo assim, o Peru (que é um país muito menor e com menos espécies que o Brasil) recebe quatro vezes mais turistas observadores do que por aqui.

Pensando nisso, Cristiano, que é catarinense, realizou no último final de semana o evento Observa SC, que levou cerca de 200 observadores para o alto mar em Balneário Camboriú para observar e fotografar aves.

Balneário já tem uma ave-símbolo, a Saíra-Bico-Fino, e há um projeto tramitando na Câmara de Vereadores para oficializar isso, agora o próximo passo é escolher a ave-símbolo do Estado, e já há ‘concorrentes’.


Observa SC em Balneário

Cristiano conta que o evento de Balneário foi um sucesso, com saída de campo no sábado de manhã, com o apoio do barco pirata, e à tarde e no domingo o dia todo houve palestras com especialistas da área e exposições fotográficas.

Apesar de Balneário Camboriú não ter uma mata contínua tão grande que possibilite muitas observações de pássaros, o pesquisador salienta que há espaços para observações e que a cidade tem pontos bastante positivos: mar fácil de navegar e hotelaria de qualidade, acessível para todos os bolsos.

“Agora no inverno é possível ver aves oceânicas, que normalmente vivem em alto mar ou mais ao Sul, e nessa época elas se aproximam da costa e vem para a nossa região”, conta.

Algumas das aves que foram observadas na saída de barco foram Albatroz-de-Nariz-Amarelo, Albatroz-de-Sobrancelha, Mandrião-Chileno e Mandrião-do-Sul, além de Trinta-Réis, Fragata e Atobá.

“Foi um momento muito bacana. Há dois anos eu consegui fotografar em Balneário um Albatroz-de-Cabeça-Cinza, que é um registro raro no Brasil, mostrando que há possibilidades ótimas por aqui”, acrescenta.

O evento acontecerá uma vez por ano e a edição de 2020 já está confirmada.

Observação de aves precisa de atenção

Cristiano exemplifica o que vem acontecendo no interior de São Paulo, na região e Ipuranga e El Dourado. Por lá há ninhos de dois gaviões muito raros: o Gavião-de-Penacho e o Gavião-Tauató-Pintado, que a cada dois anos criam seus filhotes no local.

“Isso ajuda na economia da localidade, por lá abriram pousadas, restaurantes... e há uma comunidade quilombola que também é beneficiada, pois parte da verba os guias turísticos dão para eles, os auxiliando”, diz.

O pesquisador lembra que quando a comunidade vê que isso pode potencializar a economia, se sentem motivados a cuidar das aves.

“Muitas pessoas vão até lá para fotografar, inclusive turistas da Europa, Ásia e Estados Unidos. Tem que agendar antes para conseguir guia para te levar até o local. O turismo de observação de aves é um nicho turístico em ascensão que precisa de atenção”, afirma.

Cristiano pontua que somente nos Estados há 40 milhões de pessoas cadastradas como observadoras de aves, e na Europa um terço da população faz parte desse grupo. No Brasil, há apenas 40 mil.

“É por isso que estamos tentando fomentar essa atividade, porque ela também é extremamente benéfica para o meio ambiente, já que quando as pessoas estão com suas câmeras fotográficas observando as aves elas afastam os caçadores, que vão evitar o lugar por medo de serem flagrados”, comenta.

Ave-símbolo de Santa Catarina

Uma novidade, que começou a ser discutida durante o Observa SC, foi a escolha da ave-símbolo de Santa Catarina. Cristiano esteve recentemente na Assembleia Legislativa para informar sobre a eleição e as possíveis candidatas ao ‘cargo’. “Para concorrer como ave-símbolo, ela precisa ser observada com facilidade em grandes áreas do Estado, por isso algumas das candidatas são o Canarinho, o João-de-Barro e o Tico-Tico, que podem ser encontrados na cidade e no campo”, explica.

A ave-símbolo de Balneário Camboriú já foi escolhida e é a Saíra-Bico-Fino. O projeto para oficializar isso está na Câmara de Vereadores e, segundo Cristiano, deve ser aprovado até o fim do mês.

“Itajaí também deveria escolher a sua ave-símbolo, de preferência uma ave que pesca, já que é a base da economia deles. Eu indico o Trinta-Réis-de-Bico-Vermelho, que é uma ave interessante e na Praia de Cabeçudas há uma colônia de reprodução, o que é bem raro. É uma ave muito bonita e exímia pescadora”, completa.


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Fotos do passeio no mar, por Rivo Biehl, Bola Pereira e Caro

Observa SC: escolha da ave símbolo de Santa Catarina está em andamento

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Sexta, 5/7/2019 10:48.

Há um movimento em Santa Catarina que busca incentivar e atrair observadores de aves para o Estado. Estima-se que no Brasil haja 20% das aves de todo o planeta, sendo cerca de 1919 espécies (em SC há cerca de 700), segundo o pesquisador Cristiano Voitina. Mesmo assim, o Peru (que é um país muito menor e com menos espécies que o Brasil) recebe quatro vezes mais turistas observadores do que por aqui.

Pensando nisso, Cristiano, que é catarinense, realizou no último final de semana o evento Observa SC, que levou cerca de 200 observadores para o alto mar em Balneário Camboriú para observar e fotografar aves.

Balneário já tem uma ave-símbolo, a Saíra-Bico-Fino, e há um projeto tramitando na Câmara de Vereadores para oficializar isso, agora o próximo passo é escolher a ave-símbolo do Estado, e já há ‘concorrentes’.


Observa SC em Balneário

Cristiano conta que o evento de Balneário foi um sucesso, com saída de campo no sábado de manhã, com o apoio do barco pirata, e à tarde e no domingo o dia todo houve palestras com especialistas da área e exposições fotográficas.

Apesar de Balneário Camboriú não ter uma mata contínua tão grande que possibilite muitas observações de pássaros, o pesquisador salienta que há espaços para observações e que a cidade tem pontos bastante positivos: mar fácil de navegar e hotelaria de qualidade, acessível para todos os bolsos.

“Agora no inverno é possível ver aves oceânicas, que normalmente vivem em alto mar ou mais ao Sul, e nessa época elas se aproximam da costa e vem para a nossa região”, conta.

Algumas das aves que foram observadas na saída de barco foram Albatroz-de-Nariz-Amarelo, Albatroz-de-Sobrancelha, Mandrião-Chileno e Mandrião-do-Sul, além de Trinta-Réis, Fragata e Atobá.

“Foi um momento muito bacana. Há dois anos eu consegui fotografar em Balneário um Albatroz-de-Cabeça-Cinza, que é um registro raro no Brasil, mostrando que há possibilidades ótimas por aqui”, acrescenta.

O evento acontecerá uma vez por ano e a edição de 2020 já está confirmada.

Observação de aves precisa de atenção

Cristiano exemplifica o que vem acontecendo no interior de São Paulo, na região e Ipuranga e El Dourado. Por lá há ninhos de dois gaviões muito raros: o Gavião-de-Penacho e o Gavião-Tauató-Pintado, que a cada dois anos criam seus filhotes no local.

“Isso ajuda na economia da localidade, por lá abriram pousadas, restaurantes... e há uma comunidade quilombola que também é beneficiada, pois parte da verba os guias turísticos dão para eles, os auxiliando”, diz.

O pesquisador lembra que quando a comunidade vê que isso pode potencializar a economia, se sentem motivados a cuidar das aves.

“Muitas pessoas vão até lá para fotografar, inclusive turistas da Europa, Ásia e Estados Unidos. Tem que agendar antes para conseguir guia para te levar até o local. O turismo de observação de aves é um nicho turístico em ascensão que precisa de atenção”, afirma.

Cristiano pontua que somente nos Estados há 40 milhões de pessoas cadastradas como observadoras de aves, e na Europa um terço da população faz parte desse grupo. No Brasil, há apenas 40 mil.

“É por isso que estamos tentando fomentar essa atividade, porque ela também é extremamente benéfica para o meio ambiente, já que quando as pessoas estão com suas câmeras fotográficas observando as aves elas afastam os caçadores, que vão evitar o lugar por medo de serem flagrados”, comenta.

Ave-símbolo de Santa Catarina

Uma novidade, que começou a ser discutida durante o Observa SC, foi a escolha da ave-símbolo de Santa Catarina. Cristiano esteve recentemente na Assembleia Legislativa para informar sobre a eleição e as possíveis candidatas ao ‘cargo’. “Para concorrer como ave-símbolo, ela precisa ser observada com facilidade em grandes áreas do Estado, por isso algumas das candidatas são o Canarinho, o João-de-Barro e o Tico-Tico, que podem ser encontrados na cidade e no campo”, explica.

A ave-símbolo de Balneário Camboriú já foi escolhida e é a Saíra-Bico-Fino. O projeto para oficializar isso está na Câmara de Vereadores e, segundo Cristiano, deve ser aprovado até o fim do mês.

“Itajaí também deveria escolher a sua ave-símbolo, de preferência uma ave que pesca, já que é a base da economia deles. Eu indico o Trinta-Réis-de-Bico-Vermelho, que é uma ave interessante e na Praia de Cabeçudas há uma colônia de reprodução, o que é bem raro. É uma ave muito bonita e exímia pescadora”, completa.


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