Jornal Página 3

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Dia do Trabalhador: novas profissões ganham destaque no mercado
Fotos Arquivo Pessoal
Davi Antônio Baumgarten auxilia pessoas idosas com dificuldades tecnológicas.

Quarta, 1/5/2019 0:26.

Renata Rutes

O Dia do Trabalhador é comemorado nesta quarta-feira (1º), sendo não apenas um feriado de descanso, mas um momento de repensar o atual cenário econômico do país. Segundo o IBGE, mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas atualmente. Nesse contexto, surgem novas profissões e o público está antenado na necessidade de sempre se reinventar. O Página 3 conversou com alguns profissionais da região que atuam em novas áreas, como digital influencer, impressor 3D e até um jovem que está dando aula de tecnologia para idosos.

Jornalista e digital influencer

Thamiriz Garcia, 23 anos, é formada em Jornalismo, mas desde os 16 anos se dedica a criar conteúdo voltado para a área da moda na internet, o que a levou a criar seu blog, que até então se chamava ‘Mundo + Eu’. A jornalista afirma que sempre foi apaixonada pelo mundo fashion, sendo leitora assídua de revistas e também de blogs. Porém, o que ela não imaginava era que o seu ‘hobby’ se tornaria sua profissão. Até os 22 anos, Miriz, como é conhecida, atuava em um veículo de comunicação da região, ocupando um cargo de coordenação, mas ela deixou tudo para dedicar-se ao seu espaço na internet, além de ter um negócio de assessoria digital com o noivo. Ela considera que foi a escolha mais certa que já fez.

“Desde que abri o blog fiquei encantada em poder compartilhar mais com as pessoas sobre o meu dia a dia. Eu era, e ainda sou, viciada e consumia blogs o tempo todo, foi então que depois de viajar para Argentina e fazer fotos lindas, resolvi criar o meu”, relembra.

Oito anos se passaram desde então e Miriz transitou por várias redes sociais: já houve o tempo em que o Facebook era a principal delas, e agora o Instagram ocupa essa posição.

“Eu estou lutando com a minha mente todo o tempo por isso. O Instagram é muito imediatista, e as pessoas estão cada vez mais preguiçosas para sair de uma plataforma e ir para outra. Isso acaba nos deixando acomodadas, mas eu não desativo o meu blog de jeito nenhum (https://blogdamiriz.com.br/). Acredito que quem vive só de Instagram pode se frustrar, por isso busco produzir também para o YouTube, outra plataforma mais sólida”, analisa.

Mesmo atualizando com menos frequência, a jornalista afirma que ainda produz conteúdo especial para a plataforma, a exemplo do post publicado recentemente sobre o São Paulo Fashion Week, o qual ela cobriu pessoalmente.

Miriz salienta que o fato de ter cursado Jornalismo é um dos seus diferenciais. Ela vê que continua exercendo a profissão, só que agora produz o próprio conteúdo em seu canal pessoal. “Me realizo todos os dias com o meu público, o feedback que recebo, e principalmente quando acrescento na vida de quem me acompanha. Hoje todo mundo pode ter o seu espaço na internet, mas com a bagagem que eu trouxe da faculdade e do próprio mercado de trabalho, me sinto muito mais preparada e apta para criar bons conteúdos com ética, profissionalismo e sempre pensando em ‘contar boas histórias’”, relata. Um dos diferenciais apresentados pela blogueira é o #DesafioTodoMundoPodeUsar, feito em parceria com a também jornalista Helô Paganelli, dona do blog Cadê Meu Blush?. Elas combinam a mesma peça e a usam durante cinco dias da semana, em biotipos bem diferentes – Miriz usa GG e Helô P e M. ]

“Essa foi uma forma que encontramos de criar um conteúdo útil e de valor para nossa sociedade dentro da realidade em que vivemos. Esse é o meu propósito com o blog e com a internet de modo geral!”, diz.

A jovem diz ter consciência do quanto a profissão ‘está na moda’, e em seu ponto de vista há espaço para todos, mas que as pessoas precisam entender que não é simplesmente ‘ser’. Ela diz que não queria ser digital influencer e sim compartilhar mais de sua vida em um blog, mas o caminho naturalmente seguiu para onde ela está agora – com mais de 16 mil seguidores no Instagram.

“Não adianta comprar seguidores, usar automações, querer ganhar presentinhos... você precisa ser você, e assim você cativa quem curte o seu estilo de vida”, completa.

Relações Públicas e Personal Brand Strategist

Desde muito pequena, Camila Linnemann gostava de se comunicar. Aos seis anos, ela foi oradora da formatura da pré-escola, além de ter feito teatro e sempre estar envolvida em projetos de grupo, como grêmio escolar e grupos de jovem na igreja. Ela se formou em Relações Públicas pela Univali, o único curso de Santa Catarina e conta que desde o início se ‘identificou completamente’ com a grade e trabalhou em todas as áreas que um RP pode atuar – ainda como acadêmica. Já formada, percebeu que os clientes buscavam soluções para suas empresas, quando na verdade precisavam uma orientação de posicionamento pessoal. Ela buscou então atuar com o Personal Branding, ferramenta que trabalha na estratégia de marketing pessoal on e off line.

“Eu já conhecia o Personal Branding, mas pesquisei a fundo no ano passado. Foi quando decidi compartilhar conteúdos no Instagram, em agosto de 2018. Em setembro, algumas pessoas me perguntavam se eu trabalhava com isso, portanto me organizei muito e em novembro do mesmo ano me desliguei da empresa para investir na minha marca pessoal”, conta. Desde janeiro, Camila trabalha no segmento. Ela salienta que vê que os empresários precisam gerenciar seus posicionamentos. Apesar de algumas pessoas já terem essa visão, a profissional acredita que ainda há muito a se avançar, já que na era da internet muitas marcas estão perdendo credibilidade – segundo ela, por não saberem se posicionar gerando autoridade.

“Marca pessoal é o conjunto de características e percepções que geramos. Costumo dizer que não é apenas quem somos, e sim o que fazemos para o outro. Em cada postagem precisamos pensar em contribuir de alguma forma com o outro e não apenas inflar ego. É preciso transmitir autenticidade. As redes sociais devem ser a extensão da vida real, não um personagem que na verdade não existe”, explica.

Camila costuma opinar com frequência sobre a conhecida compra de seguidores, método adotado principalmente por pessoas que almejam ser digital influencer. Ela lembra que os números são diferentes de engajamento, e que nem sempre o número de seguidores significa que a pessoa tem um público que o acompanha.

“Não é porque a pessoa possui 10 mil seguidores que é influente, muitas vezes quem tem mil seguidores reais vale muito mais. O próprio Instagram está revendo isso e em sua última atualização posicionou o número de seguidores abaixo da biografia, ou seja, é mais importante quem você é e não os seus números”, destaca.

A personal brandig vê que a profissão tem muito a avançar, já que ainda não é tão conhecida no Brasil, inclusive há pessoas que a confundem com outras, como coaching, consultor de imagem ou até mesmo com agências de marketing digital. Camila faz palestras para empresas e também abertas ao público, nas redes sociais (www.instagram.com/calinnemann) ela lança toda semana conteúdo gratuito, como ferramentas e e-books.

“Não somos produtos e sim pessoas que possuem uma essência e precisamos aprender a nos posicionar da melhor forma. Trago uma profissão nova, uma tendência fora do país, associada com minha bagagem pessoal e profissional, e acredito muito no conhecimento compartilhado, pois cada marca deve refletir sua essência de maneira autêntica e coerente tanto nas redes sociais quanto na vida real”, afirma.

Social media, gestora de mídias e redes sociais

A publicitária é social media, ela trabalha diretamente com conteúdo voltado para as redes sociais, algo novo e que vem crescendo bastante. A base do trabalho de Thaís Mafra é defender que cada conteúdo publicado pelas empresas na internet precisa ser planejado. Ela começou a atuar nessa área em uma agência de publicidade da região, a Propaga, onde foi a primeira a ocupar o cargo, por isso teve que pesquisar e desenvolver seu próprio método de trabalho na prática.

“Foi muito válido, até hoje tenho imensa gratidão por todos que acreditaram e confiaram em mim. Inclusive, fica a dica para quem está começando: abrace as oportunidades que surgem, no momento pode não ser aquilo que você desejava, mas se você der o seu melhor, certamente será reconhecido e vai assumir postos maiores”, diz.

Atualmente, ela trabalha por conta, através de sua agência, a Zoom.

Thaís salienta que as redes sociais são as formas mais orgânicas de uma empresa mostrar os seus serviços e se comunicar diretamente com seus clientes, já que eles expressam opiniões.

“Assim você pode manter uma comunicação direta e assertiva. Um bom gerenciamento nas redes sociais, para mim, é manter uma comunicação com seus clientes. Fazer com que eles se interessem pela sua marca e interajam com ela positivamente e com frequência. Mas para isso, você tem que saber como se comunicar com seu público-alvo”, explica.

Com base nisso, a social media primeiro conversa com o cliente e busca saber quem ele quer atingir, montando então a famosa ‘persona’. Por exemplo, o público do Boticário são mulheres, na faixa dos 30 anos, e precisam de um contato específico, diferente do jeito que uma marca de brinquedos vai interagir ou de um segmento esportivo.

“Crio então um cronograma mensal dos materiais de comunicação que serão utilizados nas redes sociais e após isso são criados os layouts e textos que serão enviados para aprovação do cliente, para então serem publicados. Busco sempre explicar que eu entendo de comunicação, mas preciso estar em contato, pois o produto é dele”, destaca.

No fim de cada mês, Thaís apresenta para os clientes um relatório de cada plataforma utilizada (Facebook, Instagram, Linkedin) para análise e definição do planejamento do próximo mês.

“Sempre monitoro o comportamento do público, pois as pessoas não ‘conversam’ com aquilo que não se identificam. Você precisa falar a mesma língua que o seu potencial cliente”, define.

Engenheiro levou impressão 3D para multinacional

O engenheiro mecatrônico Cidmar Justos, de Curitiba, trabalha há sete anos em uma multinacional. Ele era prestador de serviços terceirizados, e foi sua iniciativa de levar a impressão 3D para criar peças personalizadas para a empresa que garantiu sua contratação. Ao Página 3 ele conta que antes disso a multinacional possuía dificuldade em criar protótipos rápidos e fazer peças físicas – levavam de duas até três semanas para tê-los em mãos. Com a impressão 3D isso se reduziu para questão de horas, e agora o engenheiro e sua equipe conseguem ter, além da agilidade, a liberdade de criação e design de cada peça.

“Podemos testar mais, com rapidez e menor custo. Fazemos hoje 15 peças no valor que antigamente custava uma. Foi um ganho enorme principalmente nas questões dos testes. Arriscamos mais e erramos menos”, salienta.

Cidmar adquiriu as impressoras com a Wishbox Technologies, empresa que fica na Praia dos Amores.

“Após uma pesquisa de mercado para saber qual seria a melhor opção, encontrei eles. Hoje é a Wishbox que fornece para toda a empresa em que eu atuo”, diz.

Apesar de já utilizar a impressora 3D há quatro anos, foi só há dois que o curitibano levou para dentro de seu trabalho.

“Eu tinha em casa uma impressora e ia brincando com ela por curiosidade, e aí vi a oportunidade de integrá-la para a empresa. Aceitei o desafio e isso se tornou o grande diferencial na hora da minha efetivação”, afirma.

Já pensando no futuro, o cliente da Wishbox diz acreditar que esperam poder usar a impressão 3D diretamente com o consumidor final, que poderá ter mais opções de design e customização, praticamente podendo montar diretamente o seu produto.

“Acredito que iremos ouvir falar muito mais sobre produtos 3D, se tornará algo mais acessível. Não é algo muito fácil, mas se a pessoa tem vontade em pouco tempo já consegue estar imprimindo os seus moldes. É um equipamento que exige manutenção, mas temos que quebrar paradigmas e utilizar a tecnologia ao nosso favor”, completa.

Apesar de haver ainda grande parcela de profissionais que se mostram relutantes quanto à adoção de novas tecnologias na indústria, casos como os do Cidmar mostram que existem empresas brasileiras se movendo para incorporar tecnologias digitais, como as impressoras 3D, até para além do processo de produção. Entre as grandes indústrias brasileiras, estudos apontam que 73% delas já adotam pelo menos uma das tecnologias digitais, ainda que em estágio inicial de implementação da Indústria 4.0, segundo a CNI. Isso mostra uma vantagem competitiva e reconhecimento do que a manufatura aditiva pode favorecer às grandes, médias e até pequenas organizações.

Como pioneira na comercialização de impressoras 3D no Brasil, a Wishbox Technologies busca trabalhar com as melhores marcas de desktop há mais de sete anos, colaborando com a difusão de informações relevantes ao mercado brasileiro sobre a tecnologia de manufatura aditiva e ajudando empresas a ganharem mais competitividade produtiva em seus processos. Saiba mais sobre a empresa: www.wishbox.net.br.

Estudante de Balneário dá aula de tecnologia para idosos

O estudante Davi Antônio Baumgarten, 19, sempre auxiliou seus familiares mais velhos com aparelhos tecnológicos, principalmente computador e celular. A tarefa exige paciência, já que para os idosos, que não costumam ter um contato tão frequente com os aparelhos, é preciso ensinar desde o básico. “Sempre tive facilidade e compreendo a dificuldade que as pessoas de mais idade tem. Geralmente ensino para elas algo que para a nova geração é simples, como tirar fotos, usar o Instagram, copiar e-mails...”, diz.

Davi acredita que é perfeitamente possível os mais velhos acompanharem o avanço da tecnologia, que muda com uma velocidade surpreendente.

“Com um bom auxílio eles vão conseguir ser cada vez mais independentes. Por conta da facilidade de comunicação as pessoas estão cada vez mais interessadas em redes sociais, por isso querem aprender para facilitar seu contato com familiares”, afirma.

Interessados em aulas práticas, podem contatar Davi pelo número (47) 98870-8118.

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Dia do Trabalhador: novas profissões ganham destaque no mercado

Fotos Arquivo Pessoal
Davi Antônio Baumgarten auxilia pessoas idosas com dificuldades tecnológicas.
Davi Antônio Baumgarten auxilia pessoas idosas com dificuldades tecnológicas.

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Quarta, 1/5/2019 0:26.

Renata Rutes

O Dia do Trabalhador é comemorado nesta quarta-feira (1º), sendo não apenas um feriado de descanso, mas um momento de repensar o atual cenário econômico do país. Segundo o IBGE, mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas atualmente. Nesse contexto, surgem novas profissões e o público está antenado na necessidade de sempre se reinventar. O Página 3 conversou com alguns profissionais da região que atuam em novas áreas, como digital influencer, impressor 3D e até um jovem que está dando aula de tecnologia para idosos.

Jornalista e digital influencer

Thamiriz Garcia, 23 anos, é formada em Jornalismo, mas desde os 16 anos se dedica a criar conteúdo voltado para a área da moda na internet, o que a levou a criar seu blog, que até então se chamava ‘Mundo + Eu’. A jornalista afirma que sempre foi apaixonada pelo mundo fashion, sendo leitora assídua de revistas e também de blogs. Porém, o que ela não imaginava era que o seu ‘hobby’ se tornaria sua profissão. Até os 22 anos, Miriz, como é conhecida, atuava em um veículo de comunicação da região, ocupando um cargo de coordenação, mas ela deixou tudo para dedicar-se ao seu espaço na internet, além de ter um negócio de assessoria digital com o noivo. Ela considera que foi a escolha mais certa que já fez.

“Desde que abri o blog fiquei encantada em poder compartilhar mais com as pessoas sobre o meu dia a dia. Eu era, e ainda sou, viciada e consumia blogs o tempo todo, foi então que depois de viajar para Argentina e fazer fotos lindas, resolvi criar o meu”, relembra.

Oito anos se passaram desde então e Miriz transitou por várias redes sociais: já houve o tempo em que o Facebook era a principal delas, e agora o Instagram ocupa essa posição.

“Eu estou lutando com a minha mente todo o tempo por isso. O Instagram é muito imediatista, e as pessoas estão cada vez mais preguiçosas para sair de uma plataforma e ir para outra. Isso acaba nos deixando acomodadas, mas eu não desativo o meu blog de jeito nenhum (https://blogdamiriz.com.br/). Acredito que quem vive só de Instagram pode se frustrar, por isso busco produzir também para o YouTube, outra plataforma mais sólida”, analisa.

Mesmo atualizando com menos frequência, a jornalista afirma que ainda produz conteúdo especial para a plataforma, a exemplo do post publicado recentemente sobre o São Paulo Fashion Week, o qual ela cobriu pessoalmente.

Miriz salienta que o fato de ter cursado Jornalismo é um dos seus diferenciais. Ela vê que continua exercendo a profissão, só que agora produz o próprio conteúdo em seu canal pessoal. “Me realizo todos os dias com o meu público, o feedback que recebo, e principalmente quando acrescento na vida de quem me acompanha. Hoje todo mundo pode ter o seu espaço na internet, mas com a bagagem que eu trouxe da faculdade e do próprio mercado de trabalho, me sinto muito mais preparada e apta para criar bons conteúdos com ética, profissionalismo e sempre pensando em ‘contar boas histórias’”, relata. Um dos diferenciais apresentados pela blogueira é o #DesafioTodoMundoPodeUsar, feito em parceria com a também jornalista Helô Paganelli, dona do blog Cadê Meu Blush?. Elas combinam a mesma peça e a usam durante cinco dias da semana, em biotipos bem diferentes – Miriz usa GG e Helô P e M. ]

“Essa foi uma forma que encontramos de criar um conteúdo útil e de valor para nossa sociedade dentro da realidade em que vivemos. Esse é o meu propósito com o blog e com a internet de modo geral!”, diz.

A jovem diz ter consciência do quanto a profissão ‘está na moda’, e em seu ponto de vista há espaço para todos, mas que as pessoas precisam entender que não é simplesmente ‘ser’. Ela diz que não queria ser digital influencer e sim compartilhar mais de sua vida em um blog, mas o caminho naturalmente seguiu para onde ela está agora – com mais de 16 mil seguidores no Instagram.

“Não adianta comprar seguidores, usar automações, querer ganhar presentinhos... você precisa ser você, e assim você cativa quem curte o seu estilo de vida”, completa.

Relações Públicas e Personal Brand Strategist

Desde muito pequena, Camila Linnemann gostava de se comunicar. Aos seis anos, ela foi oradora da formatura da pré-escola, além de ter feito teatro e sempre estar envolvida em projetos de grupo, como grêmio escolar e grupos de jovem na igreja. Ela se formou em Relações Públicas pela Univali, o único curso de Santa Catarina e conta que desde o início se ‘identificou completamente’ com a grade e trabalhou em todas as áreas que um RP pode atuar – ainda como acadêmica. Já formada, percebeu que os clientes buscavam soluções para suas empresas, quando na verdade precisavam uma orientação de posicionamento pessoal. Ela buscou então atuar com o Personal Branding, ferramenta que trabalha na estratégia de marketing pessoal on e off line.

“Eu já conhecia o Personal Branding, mas pesquisei a fundo no ano passado. Foi quando decidi compartilhar conteúdos no Instagram, em agosto de 2018. Em setembro, algumas pessoas me perguntavam se eu trabalhava com isso, portanto me organizei muito e em novembro do mesmo ano me desliguei da empresa para investir na minha marca pessoal”, conta. Desde janeiro, Camila trabalha no segmento. Ela salienta que vê que os empresários precisam gerenciar seus posicionamentos. Apesar de algumas pessoas já terem essa visão, a profissional acredita que ainda há muito a se avançar, já que na era da internet muitas marcas estão perdendo credibilidade – segundo ela, por não saberem se posicionar gerando autoridade.

“Marca pessoal é o conjunto de características e percepções que geramos. Costumo dizer que não é apenas quem somos, e sim o que fazemos para o outro. Em cada postagem precisamos pensar em contribuir de alguma forma com o outro e não apenas inflar ego. É preciso transmitir autenticidade. As redes sociais devem ser a extensão da vida real, não um personagem que na verdade não existe”, explica.

Camila costuma opinar com frequência sobre a conhecida compra de seguidores, método adotado principalmente por pessoas que almejam ser digital influencer. Ela lembra que os números são diferentes de engajamento, e que nem sempre o número de seguidores significa que a pessoa tem um público que o acompanha.

“Não é porque a pessoa possui 10 mil seguidores que é influente, muitas vezes quem tem mil seguidores reais vale muito mais. O próprio Instagram está revendo isso e em sua última atualização posicionou o número de seguidores abaixo da biografia, ou seja, é mais importante quem você é e não os seus números”, destaca.

A personal brandig vê que a profissão tem muito a avançar, já que ainda não é tão conhecida no Brasil, inclusive há pessoas que a confundem com outras, como coaching, consultor de imagem ou até mesmo com agências de marketing digital. Camila faz palestras para empresas e também abertas ao público, nas redes sociais (www.instagram.com/calinnemann) ela lança toda semana conteúdo gratuito, como ferramentas e e-books.

“Não somos produtos e sim pessoas que possuem uma essência e precisamos aprender a nos posicionar da melhor forma. Trago uma profissão nova, uma tendência fora do país, associada com minha bagagem pessoal e profissional, e acredito muito no conhecimento compartilhado, pois cada marca deve refletir sua essência de maneira autêntica e coerente tanto nas redes sociais quanto na vida real”, afirma.

Social media, gestora de mídias e redes sociais

A publicitária é social media, ela trabalha diretamente com conteúdo voltado para as redes sociais, algo novo e que vem crescendo bastante. A base do trabalho de Thaís Mafra é defender que cada conteúdo publicado pelas empresas na internet precisa ser planejado. Ela começou a atuar nessa área em uma agência de publicidade da região, a Propaga, onde foi a primeira a ocupar o cargo, por isso teve que pesquisar e desenvolver seu próprio método de trabalho na prática.

“Foi muito válido, até hoje tenho imensa gratidão por todos que acreditaram e confiaram em mim. Inclusive, fica a dica para quem está começando: abrace as oportunidades que surgem, no momento pode não ser aquilo que você desejava, mas se você der o seu melhor, certamente será reconhecido e vai assumir postos maiores”, diz.

Atualmente, ela trabalha por conta, através de sua agência, a Zoom.

Thaís salienta que as redes sociais são as formas mais orgânicas de uma empresa mostrar os seus serviços e se comunicar diretamente com seus clientes, já que eles expressam opiniões.

“Assim você pode manter uma comunicação direta e assertiva. Um bom gerenciamento nas redes sociais, para mim, é manter uma comunicação com seus clientes. Fazer com que eles se interessem pela sua marca e interajam com ela positivamente e com frequência. Mas para isso, você tem que saber como se comunicar com seu público-alvo”, explica.

Com base nisso, a social media primeiro conversa com o cliente e busca saber quem ele quer atingir, montando então a famosa ‘persona’. Por exemplo, o público do Boticário são mulheres, na faixa dos 30 anos, e precisam de um contato específico, diferente do jeito que uma marca de brinquedos vai interagir ou de um segmento esportivo.

“Crio então um cronograma mensal dos materiais de comunicação que serão utilizados nas redes sociais e após isso são criados os layouts e textos que serão enviados para aprovação do cliente, para então serem publicados. Busco sempre explicar que eu entendo de comunicação, mas preciso estar em contato, pois o produto é dele”, destaca.

No fim de cada mês, Thaís apresenta para os clientes um relatório de cada plataforma utilizada (Facebook, Instagram, Linkedin) para análise e definição do planejamento do próximo mês.

“Sempre monitoro o comportamento do público, pois as pessoas não ‘conversam’ com aquilo que não se identificam. Você precisa falar a mesma língua que o seu potencial cliente”, define.

Engenheiro levou impressão 3D para multinacional

O engenheiro mecatrônico Cidmar Justos, de Curitiba, trabalha há sete anos em uma multinacional. Ele era prestador de serviços terceirizados, e foi sua iniciativa de levar a impressão 3D para criar peças personalizadas para a empresa que garantiu sua contratação. Ao Página 3 ele conta que antes disso a multinacional possuía dificuldade em criar protótipos rápidos e fazer peças físicas – levavam de duas até três semanas para tê-los em mãos. Com a impressão 3D isso se reduziu para questão de horas, e agora o engenheiro e sua equipe conseguem ter, além da agilidade, a liberdade de criação e design de cada peça.

“Podemos testar mais, com rapidez e menor custo. Fazemos hoje 15 peças no valor que antigamente custava uma. Foi um ganho enorme principalmente nas questões dos testes. Arriscamos mais e erramos menos”, salienta.

Cidmar adquiriu as impressoras com a Wishbox Technologies, empresa que fica na Praia dos Amores.

“Após uma pesquisa de mercado para saber qual seria a melhor opção, encontrei eles. Hoje é a Wishbox que fornece para toda a empresa em que eu atuo”, diz.

Apesar de já utilizar a impressora 3D há quatro anos, foi só há dois que o curitibano levou para dentro de seu trabalho.

“Eu tinha em casa uma impressora e ia brincando com ela por curiosidade, e aí vi a oportunidade de integrá-la para a empresa. Aceitei o desafio e isso se tornou o grande diferencial na hora da minha efetivação”, afirma.

Já pensando no futuro, o cliente da Wishbox diz acreditar que esperam poder usar a impressão 3D diretamente com o consumidor final, que poderá ter mais opções de design e customização, praticamente podendo montar diretamente o seu produto.

“Acredito que iremos ouvir falar muito mais sobre produtos 3D, se tornará algo mais acessível. Não é algo muito fácil, mas se a pessoa tem vontade em pouco tempo já consegue estar imprimindo os seus moldes. É um equipamento que exige manutenção, mas temos que quebrar paradigmas e utilizar a tecnologia ao nosso favor”, completa.

Apesar de haver ainda grande parcela de profissionais que se mostram relutantes quanto à adoção de novas tecnologias na indústria, casos como os do Cidmar mostram que existem empresas brasileiras se movendo para incorporar tecnologias digitais, como as impressoras 3D, até para além do processo de produção. Entre as grandes indústrias brasileiras, estudos apontam que 73% delas já adotam pelo menos uma das tecnologias digitais, ainda que em estágio inicial de implementação da Indústria 4.0, segundo a CNI. Isso mostra uma vantagem competitiva e reconhecimento do que a manufatura aditiva pode favorecer às grandes, médias e até pequenas organizações.

Como pioneira na comercialização de impressoras 3D no Brasil, a Wishbox Technologies busca trabalhar com as melhores marcas de desktop há mais de sete anos, colaborando com a difusão de informações relevantes ao mercado brasileiro sobre a tecnologia de manufatura aditiva e ajudando empresas a ganharem mais competitividade produtiva em seus processos. Saiba mais sobre a empresa: www.wishbox.net.br.

Estudante de Balneário dá aula de tecnologia para idosos

O estudante Davi Antônio Baumgarten, 19, sempre auxiliou seus familiares mais velhos com aparelhos tecnológicos, principalmente computador e celular. A tarefa exige paciência, já que para os idosos, que não costumam ter um contato tão frequente com os aparelhos, é preciso ensinar desde o básico. “Sempre tive facilidade e compreendo a dificuldade que as pessoas de mais idade tem. Geralmente ensino para elas algo que para a nova geração é simples, como tirar fotos, usar o Instagram, copiar e-mails...”, diz.

Davi acredita que é perfeitamente possível os mais velhos acompanharem o avanço da tecnologia, que muda com uma velocidade surpreendente.

“Com um bom auxílio eles vão conseguir ser cada vez mais independentes. Por conta da facilidade de comunicação as pessoas estão cada vez mais interessadas em redes sociais, por isso querem aprender para facilitar seu contato com familiares”, afirma.

Interessados em aulas práticas, podem contatar Davi pelo número (47) 98870-8118.

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