Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Pilhas, baterias e lâmpadas: como se desfazer deste ‘lixo’?

Sexta, 10/5/2019 17:11.

Para se desfazer destes resíduos é complicado. Por falta de conhecimento, orientação ou porque ‘não está nem aí para o meio ambiente’, muita gente acaba jogando esses produtos no lixo comum e até mesmo em terrenos baldios.

Mas por lei são objeto de Logística Reversa, ou seja, devem ser entregues no comércio onde foram adquiridos. Ocorre que a maioria dos estabelecimentos que vende estes produtos não aceita os usados, alegando que não possui espaço físico.

A embaixadora do Programas Lixo Zero Brasil, em Itajaí e Balneário Camboriú, Luciana Andréa disse eles não recebem, porque precisam pagar para fazer a descontaminação e dar destinação correta.

“Eles não querem esse pepino e como não existe uma fiscalização no município que cobre o cumprimento da legislação nacional, quem sai prejudicada é a população. É mais uma lei de papel”, destacou.

Luciana disse que alguns estabelecimentos até recebem, mas ninguém sabe se estão dando o destino correto.

“A sociedade precisa cobrar e fiscalizar as leis e isso só acontece se as pessoas forem bem informadas a respeito. Acho que tem que fazer um campanha na cidade pra dizer quem vende tem que receber os usados”, acrescentou.

Luciana lembrou que existem alguns programas e empresas que coletam e trabalham com estes materiais, um delas é a Associação Brasileira da Indústria Eletrica e Eletronica (Abinee), com sede em São Paulo, que tem um programa que recebe pilhas e baterias até 30k. e tem pontos de coleta na cidade. Mais perto, tem a DDN Meio Ambiente, em Camboriú (leia matéria nesse link) que também trabalha com estes resíduos usados.

Logística Reversa

A Logística Reversa de Lâmpadas é um acordo setorial de abrangência nacional. Ela regulamenta a implantação do sistema de Logística Reversa de Lâmpadas Fluorescentes de acordo com a Política Nacional de  Resíduos Sólidos (Lei Federal 12.305/2010).

Um dos ítens da legislação diz que: “O grupo de empresas signatárias se comprometeu a criar uma ou mais entidades gestoras sem fins lucrativos, que administrará a implantação e operação do sistema para Logística Reversa de Lâmpadas. Essa entidade gestora receberá recursos para implantação e operação do sistema, a contribuição será proporcional ao número de lâmpadas que este participante tenha colocado no mercado”.

Mais adiante outro ítem diz que: “As prefeituras deverão disponibilizar pontos estratégicos para destinação das lâmpadas onde os geradores deverão depositar as lâmpadas queimadas”.

A prefeitura

A diretora da Semam, Nayara Hirsch explicou que Balneário Camboriú ainda não tem pontos para essa coleta e que a responsabilidade deve ser compartilhada.

“O fato de determinar que o município tenha postos de entrega desses resíduos de Logística Reversa não significa que o setor privado não tenha responsabilidade de receber. Se voce comprou a lâmpada fluorescente, a pilha, o estabelecimento tem que receber, porque a Logística Reversa  ainda acontece. Mas além disso tem os termos de compromissos com os municipios, acho que é o único resíduo que tem até agora, para que se crie ecopontos específicos para esse recebimento”, detalhou a diretora da Semam.

Novos ecopontos

A secretaria do Meio Ambiente (Semam) anunciou esta semana a implantação de mais três ecopontos (foto Ana Claudia Sguário), em bairros, até o final do ano. Eles funcionarão nos mesmos moldes daquele instalado na Praça Higino Pio, que é gerido pela empresa Ambiental Saneamento, em parceria com a Semam.

O que pode?

Neste local podem ser depositados resíduos como garrafas plásticas, embalagens de produtos de limpeza; potes de cremes, xampus; sacolas e saquinhos de leite; latinhas de cerveja e refrigerante; embalagens longa-vida; jornais e revistas; frascos e garrafas de vidro.

Mas não é permitido levar no Ecoponto pilhas, lâmpadas e eletroeletrônicos.

Eletroeletrônicos

A Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) recebe eletroeletrônicos em dois locais: em sua sede, na Rua 1542, 715, quase esquina com Quarta Avenida (em horário comercial) e em anexo a Camvel, na Marginal Oeste.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Pilhas, baterias e lâmpadas: como se desfazer deste ‘lixo’?

Publicidade

Sexta, 10/5/2019 17:11.

Para se desfazer destes resíduos é complicado. Por falta de conhecimento, orientação ou porque ‘não está nem aí para o meio ambiente’, muita gente acaba jogando esses produtos no lixo comum e até mesmo em terrenos baldios.

Mas por lei são objeto de Logística Reversa, ou seja, devem ser entregues no comércio onde foram adquiridos. Ocorre que a maioria dos estabelecimentos que vende estes produtos não aceita os usados, alegando que não possui espaço físico.

A embaixadora do Programas Lixo Zero Brasil, em Itajaí e Balneário Camboriú, Luciana Andréa disse eles não recebem, porque precisam pagar para fazer a descontaminação e dar destinação correta.

“Eles não querem esse pepino e como não existe uma fiscalização no município que cobre o cumprimento da legislação nacional, quem sai prejudicada é a população. É mais uma lei de papel”, destacou.

Luciana disse que alguns estabelecimentos até recebem, mas ninguém sabe se estão dando o destino correto.

“A sociedade precisa cobrar e fiscalizar as leis e isso só acontece se as pessoas forem bem informadas a respeito. Acho que tem que fazer um campanha na cidade pra dizer quem vende tem que receber os usados”, acrescentou.

Luciana lembrou que existem alguns programas e empresas que coletam e trabalham com estes materiais, um delas é a Associação Brasileira da Indústria Eletrica e Eletronica (Abinee), com sede em São Paulo, que tem um programa que recebe pilhas e baterias até 30k. e tem pontos de coleta na cidade. Mais perto, tem a DDN Meio Ambiente, em Camboriú (leia matéria nesse link) que também trabalha com estes resíduos usados.

Logística Reversa

A Logística Reversa de Lâmpadas é um acordo setorial de abrangência nacional. Ela regulamenta a implantação do sistema de Logística Reversa de Lâmpadas Fluorescentes de acordo com a Política Nacional de  Resíduos Sólidos (Lei Federal 12.305/2010).

Um dos ítens da legislação diz que: “O grupo de empresas signatárias se comprometeu a criar uma ou mais entidades gestoras sem fins lucrativos, que administrará a implantação e operação do sistema para Logística Reversa de Lâmpadas. Essa entidade gestora receberá recursos para implantação e operação do sistema, a contribuição será proporcional ao número de lâmpadas que este participante tenha colocado no mercado”.

Mais adiante outro ítem diz que: “As prefeituras deverão disponibilizar pontos estratégicos para destinação das lâmpadas onde os geradores deverão depositar as lâmpadas queimadas”.

A prefeitura

A diretora da Semam, Nayara Hirsch explicou que Balneário Camboriú ainda não tem pontos para essa coleta e que a responsabilidade deve ser compartilhada.

“O fato de determinar que o município tenha postos de entrega desses resíduos de Logística Reversa não significa que o setor privado não tenha responsabilidade de receber. Se voce comprou a lâmpada fluorescente, a pilha, o estabelecimento tem que receber, porque a Logística Reversa  ainda acontece. Mas além disso tem os termos de compromissos com os municipios, acho que é o único resíduo que tem até agora, para que se crie ecopontos específicos para esse recebimento”, detalhou a diretora da Semam.

Novos ecopontos

A secretaria do Meio Ambiente (Semam) anunciou esta semana a implantação de mais três ecopontos (foto Ana Claudia Sguário), em bairros, até o final do ano. Eles funcionarão nos mesmos moldes daquele instalado na Praça Higino Pio, que é gerido pela empresa Ambiental Saneamento, em parceria com a Semam.

O que pode?

Neste local podem ser depositados resíduos como garrafas plásticas, embalagens de produtos de limpeza; potes de cremes, xampus; sacolas e saquinhos de leite; latinhas de cerveja e refrigerante; embalagens longa-vida; jornais e revistas; frascos e garrafas de vidro.

Mas não é permitido levar no Ecoponto pilhas, lâmpadas e eletroeletrônicos.

Eletroeletrônicos

A Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) recebe eletroeletrônicos em dois locais: em sua sede, na Rua 1542, 715, quase esquina com Quarta Avenida (em horário comercial) e em anexo a Camvel, na Marginal Oeste.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade