Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
DDN, de Camboriú, já reciclou mais de 3 milhões de lâmpadas fluorescentes

Entrevista com Andrea Cristiane Biergeier

Sexta, 10/5/2019 17:29.
Divulgação

Publicidade

A DDN Meio Ambiente, de Camboriú/SC é uma empresa privada especializada em gerenciamento de resíduos Classe IIA (não inertes), Classe IIB (inertes) e Classe I (perigosos), que atua neste segmento desde 2007.

A proposta é oferecer alternativas ambientalmente adequadas e seguras para o gerenciamento de resíduos desde a coleta, armazenamento, transporte, tratamento até o destino final.

A DDN possui licença ambiental para realizar o transporte e armazenamento temporário de resíduos Classe IIA, Classe IIB e Classe I, como: lâmpadas fluorescentes; embalagens contaminadas com óleos e tintas; pilhas e baterias; resíduos eletrônicos; pneus; lâmpadas LED; papel/papelão; plásticos diversos; vidros; ferro, alumínio e aço, resíduos de serviço de saúde (somente coleta e transporte), entre outros.

Também é licenciada e especialista na descaracterização e descontaminação de lâmpadas contendo sódio e/ou mercúrio. “Desde sua fundação a empresa reciclou mais de 3 milhões de lâmpadas fluorescentes”, disse a gerente comercial da DDN, Andrea Cristiane Biergeier, que concedeu entrevista ao Página3 esta semana.


Entrevista com Andrea Cristiane Biergeier

JP3 - A coleta de resíduo reciclável vem crescendo em Balneário Camboriú. A prefeitura recentemente inaugurou um Ecoponto no centro da cidade e esta semana anunciou mais três, em bairros, até o final do ano. Mas nestes locais não é possível descartar pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. Cada dia mais pessoas perguntam como destinar esse tipo de resíduo. A DDN Meio Ambiente coleta esse tipo de lixo produzido em residências? Onde e como?

Andrea - Atualmente as coletas são realizadas apenas em empresas e órgãos públicos que contratam nossos serviços, porém ofertamos o serviço de ecoponto para a comunidade da região para recebimento de resíduos como: lâmpadas, pilhas, baterias, plástico, papel, papelão, metais para destino ambientalmente adequado. O recebimento de resíduos de pessoas físicas ocorre todas às sextas-feiras, das 7h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min em nossa unidade situada na Rua Guaraparim, n° 490, Tabuleiro. Para descarte de lâmpadas é cobrado um valor de R$0,60 por unidade e pilhas 5,00 por kg, os demais resíduos listados são recebidos de forma gratuita. As lâmpadas devem ser embaladas em caixa de papelão ou em sua própria embalagem para diminuir o risco de quebra e contaminação. A entrega deve ser agendada pelos telefones: (47) 3264-8532 ou (47) 9 9192-2438.

Parte da população conhece a Logística Reversa, que orienta levar esse tipo de resíduos no comércio em que comprou o produto. Ocorre que a maioria não recebe, recusa. E quando recebe, ninguém sabe ao certo o destino deste lixo. Falta cumprir o que determina a legislação nacional e não tem ninguém fiscalizando esse problema.

Andrea - Conforme a Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), todos os geradores de resíduos sólidos, sendo pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, inclusive os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes tem responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, e portanto, devem gerenciar corretamente seus resíduos. A logística reversa é um dos instrumentos para aplicação da responsabilidade compartilhado pelo ciclo de vida dos produtos e é obrigatório desde 2014. A PNRS define a logística reversa como um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.” De acordo com Decreto nº 7.404/2010 os sistemas de logística reversa serão implementados e operacionalizados por meio dos seguintes instrumentos: regulamento expedido pelo Poder Público, Acordos Setoriais (contratos firmados entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, onde partilham a responsabilidade pelo ciclo de vida do produto) e Termos de Compromisso. Já estão em vigor no País os sistemas de logística reversa de Embalagens de Agrotóxicos, Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (Oluc); Embalagens Plásticas de Óleos Lubrificantes; Pilhas e Baterias e Pneus. E em fase de elaboração ou assinatura do acordo setorial e publicação dos editais de chamamento a logística reversa de: Lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; Embalagens em geral; Eletroeletrônicos e Medicamentos. Cabe aos consumidores devolver os produtos que não são mais usados em postos específicos, estabelecidos pelos comerciantes. Às indústrias cabe a retirada destes produtos, através de um sistema de logística, seja para reciclá-los ou reutilizá-los. À Administração/poder público incumbe criar campanhas de educação e conscientização para os consumidores, além de, por meio dos órgãos ambientais licenciadores das atividades, realizar a fiscalização da execução das etapas da logística reversa, aplicando multas para os fabricantes, revendedores e estabelecimentos que não tiverem implantado o sistema. Indicamos verificar com o Procon da cidade se ele também atua na fiscalização da implementação da logística reversa, visto que, se o estabelecimento é obrigado por lei a receber e destinar os materiais como lâmpada e pilhas e não o faz o consumidor está sendo lesado.

A DDN coleta esses resíduos em lojas de Balneário Camboriú por exemplo? Em grande volume? Pode citar alguns exemplos locais ou da região e volumes que descartam?

Andrea - Infelizmente em Balneário Camboriú são poucas as lojas que recebem lâmpadas, pilhas e baterias usadas, e ainda algumas que recebem esses resíduos não se tem a certeza de que darão o destino correto ao material recebido. Em outras cidades de Santa Catarina, como Jaraguá do Sul, Blumenau e Joinville temos lojas que são nossas clientes onde mensalmente realizamos coletas com volume que chegam a 5 mil unidades de lâmpadas em uma única loja.

A Logística Reversa também diz que além dos geradores destes produtos e comércios que os vendem, a prefeitura deve oferecer pontos de descarte. Mas isso não acontece. A pergunta é: para onde vai todo esse tipo de lixo? Vai para a coleta seletiva que a Ambiental faz na cidade? Ou vai no lixo comum?

Andrea - Balneário Camboriú foi uma das primeiras cidades da região em contratar nossos serviços para dar o destino ambientalmente correto a estes resíduos. Na época foram mais de 12 mil unidades de lâmpada e aproximadamente 1000 Kg de pilhas, mas atualmente não saberia informar o que está sendo feito com este material.

Qual a destinação correta desse tipo de resíduo?

Andrea - As lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias são classificadas como resíduos perigosos, portanto não podem ser descartados junto ao lixo comum. Por lei, as lâmpadas fluorescentes devem ser encaminhadas para descontaminação antes de serem enviadas para aterro, sendo que seus componentes descontaminados podem ser enviados para reciclagem. Quanto às pilhas e baterias existem empresas licenciadas para receber este tipo de material e realizar sua reciclagem. Outra alternativa seria o envio para aterro industrial que recebe resíduo perigoso (Classe I).

Quanto custa dar a destinação correta desses resíduos?

Andrea - O valor pode variar de acordo com a destinação final e o tipo de resíduo. Hoje o custo para destinar em aterro industrial é mais “acessível”, porém a DDN opta pelo envio a empresas recicladoras devidamente licenciadas, que apesar de ser um pouco mais caro, é sem dúvida a melhor opção quando se trata de preservar o meio ambiente garantindo assim o futuro das próximas geração.

Para onde a DDN transporta pilhas, baterias e lâmpadas?

Andrea - As pilhas são enviadas para uma empresa recicladora em Suzano/SP e as baterias para outra empresa também recicladora em SC, ambas devidamente licenciadas. Já as lâmpadas a DDN é responsável pela descontaminação, separação e destinação final dos resíduos gerados no processo.

Qual o custo para descontaminar esses resíduos? Uma lâmpada por exemplo?

Andrea - Hoje o custo para descontaminar uma lâmpada varia entre R$0,65 a R$1,00 a unidade, o qual depende do volume coletado e periodicidade de coleta.

Informações - DDN Meio Ambiente - 32648532.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Divulgação

DDN, de Camboriú, já reciclou mais de 3 milhões de lâmpadas fluorescentes

Entrevista com Andrea Cristiane Biergeier

Publicidade

Sexta, 10/5/2019 17:29.

A DDN Meio Ambiente, de Camboriú/SC é uma empresa privada especializada em gerenciamento de resíduos Classe IIA (não inertes), Classe IIB (inertes) e Classe I (perigosos), que atua neste segmento desde 2007.

A proposta é oferecer alternativas ambientalmente adequadas e seguras para o gerenciamento de resíduos desde a coleta, armazenamento, transporte, tratamento até o destino final.

A DDN possui licença ambiental para realizar o transporte e armazenamento temporário de resíduos Classe IIA, Classe IIB e Classe I, como: lâmpadas fluorescentes; embalagens contaminadas com óleos e tintas; pilhas e baterias; resíduos eletrônicos; pneus; lâmpadas LED; papel/papelão; plásticos diversos; vidros; ferro, alumínio e aço, resíduos de serviço de saúde (somente coleta e transporte), entre outros.

Também é licenciada e especialista na descaracterização e descontaminação de lâmpadas contendo sódio e/ou mercúrio. “Desde sua fundação a empresa reciclou mais de 3 milhões de lâmpadas fluorescentes”, disse a gerente comercial da DDN, Andrea Cristiane Biergeier, que concedeu entrevista ao Página3 esta semana.


Entrevista com Andrea Cristiane Biergeier

JP3 - A coleta de resíduo reciclável vem crescendo em Balneário Camboriú. A prefeitura recentemente inaugurou um Ecoponto no centro da cidade e esta semana anunciou mais três, em bairros, até o final do ano. Mas nestes locais não é possível descartar pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes. Cada dia mais pessoas perguntam como destinar esse tipo de resíduo. A DDN Meio Ambiente coleta esse tipo de lixo produzido em residências? Onde e como?

Andrea - Atualmente as coletas são realizadas apenas em empresas e órgãos públicos que contratam nossos serviços, porém ofertamos o serviço de ecoponto para a comunidade da região para recebimento de resíduos como: lâmpadas, pilhas, baterias, plástico, papel, papelão, metais para destino ambientalmente adequado. O recebimento de resíduos de pessoas físicas ocorre todas às sextas-feiras, das 7h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min em nossa unidade situada na Rua Guaraparim, n° 490, Tabuleiro. Para descarte de lâmpadas é cobrado um valor de R$0,60 por unidade e pilhas 5,00 por kg, os demais resíduos listados são recebidos de forma gratuita. As lâmpadas devem ser embaladas em caixa de papelão ou em sua própria embalagem para diminuir o risco de quebra e contaminação. A entrega deve ser agendada pelos telefones: (47) 3264-8532 ou (47) 9 9192-2438.

Parte da população conhece a Logística Reversa, que orienta levar esse tipo de resíduos no comércio em que comprou o produto. Ocorre que a maioria não recebe, recusa. E quando recebe, ninguém sabe ao certo o destino deste lixo. Falta cumprir o que determina a legislação nacional e não tem ninguém fiscalizando esse problema.

Andrea - Conforme a Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), todos os geradores de resíduos sólidos, sendo pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, inclusive os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes tem responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, e portanto, devem gerenciar corretamente seus resíduos. A logística reversa é um dos instrumentos para aplicação da responsabilidade compartilhado pelo ciclo de vida dos produtos e é obrigatório desde 2014. A PNRS define a logística reversa como um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.” De acordo com Decreto nº 7.404/2010 os sistemas de logística reversa serão implementados e operacionalizados por meio dos seguintes instrumentos: regulamento expedido pelo Poder Público, Acordos Setoriais (contratos firmados entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, onde partilham a responsabilidade pelo ciclo de vida do produto) e Termos de Compromisso. Já estão em vigor no País os sistemas de logística reversa de Embalagens de Agrotóxicos, Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (Oluc); Embalagens Plásticas de Óleos Lubrificantes; Pilhas e Baterias e Pneus. E em fase de elaboração ou assinatura do acordo setorial e publicação dos editais de chamamento a logística reversa de: Lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; Embalagens em geral; Eletroeletrônicos e Medicamentos. Cabe aos consumidores devolver os produtos que não são mais usados em postos específicos, estabelecidos pelos comerciantes. Às indústrias cabe a retirada destes produtos, através de um sistema de logística, seja para reciclá-los ou reutilizá-los. À Administração/poder público incumbe criar campanhas de educação e conscientização para os consumidores, além de, por meio dos órgãos ambientais licenciadores das atividades, realizar a fiscalização da execução das etapas da logística reversa, aplicando multas para os fabricantes, revendedores e estabelecimentos que não tiverem implantado o sistema. Indicamos verificar com o Procon da cidade se ele também atua na fiscalização da implementação da logística reversa, visto que, se o estabelecimento é obrigado por lei a receber e destinar os materiais como lâmpada e pilhas e não o faz o consumidor está sendo lesado.

A DDN coleta esses resíduos em lojas de Balneário Camboriú por exemplo? Em grande volume? Pode citar alguns exemplos locais ou da região e volumes que descartam?

Andrea - Infelizmente em Balneário Camboriú são poucas as lojas que recebem lâmpadas, pilhas e baterias usadas, e ainda algumas que recebem esses resíduos não se tem a certeza de que darão o destino correto ao material recebido. Em outras cidades de Santa Catarina, como Jaraguá do Sul, Blumenau e Joinville temos lojas que são nossas clientes onde mensalmente realizamos coletas com volume que chegam a 5 mil unidades de lâmpadas em uma única loja.

A Logística Reversa também diz que além dos geradores destes produtos e comércios que os vendem, a prefeitura deve oferecer pontos de descarte. Mas isso não acontece. A pergunta é: para onde vai todo esse tipo de lixo? Vai para a coleta seletiva que a Ambiental faz na cidade? Ou vai no lixo comum?

Andrea - Balneário Camboriú foi uma das primeiras cidades da região em contratar nossos serviços para dar o destino ambientalmente correto a estes resíduos. Na época foram mais de 12 mil unidades de lâmpada e aproximadamente 1000 Kg de pilhas, mas atualmente não saberia informar o que está sendo feito com este material.

Qual a destinação correta desse tipo de resíduo?

Andrea - As lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias são classificadas como resíduos perigosos, portanto não podem ser descartados junto ao lixo comum. Por lei, as lâmpadas fluorescentes devem ser encaminhadas para descontaminação antes de serem enviadas para aterro, sendo que seus componentes descontaminados podem ser enviados para reciclagem. Quanto às pilhas e baterias existem empresas licenciadas para receber este tipo de material e realizar sua reciclagem. Outra alternativa seria o envio para aterro industrial que recebe resíduo perigoso (Classe I).

Quanto custa dar a destinação correta desses resíduos?

Andrea - O valor pode variar de acordo com a destinação final e o tipo de resíduo. Hoje o custo para destinar em aterro industrial é mais “acessível”, porém a DDN opta pelo envio a empresas recicladoras devidamente licenciadas, que apesar de ser um pouco mais caro, é sem dúvida a melhor opção quando se trata de preservar o meio ambiente garantindo assim o futuro das próximas geração.

Para onde a DDN transporta pilhas, baterias e lâmpadas?

Andrea - As pilhas são enviadas para uma empresa recicladora em Suzano/SP e as baterias para outra empresa também recicladora em SC, ambas devidamente licenciadas. Já as lâmpadas a DDN é responsável pela descontaminação, separação e destinação final dos resíduos gerados no processo.

Qual o custo para descontaminar esses resíduos? Uma lâmpada por exemplo?

Andrea - Hoje o custo para descontaminar uma lâmpada varia entre R$0,65 a R$1,00 a unidade, o qual depende do volume coletado e periodicidade de coleta.

Informações - DDN Meio Ambiente - 32648532.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade