Jornal Página 3

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Fechamento de posto do Ministério do Trabalho gera reclamações em Balneário Camboriú
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Agência que estava na Rua Araranguá

Segunda, 13/5/2019 9:01.

O posto do Ministério do Trabalho, no Bairro dos Municípios, que atendia não só moradores de Balneário Camboriú mas também de cidades vizinhas, como Camboriú, Itapema e Porto Belo, fechou as portas em meados de abril. Hoje o posto mais próximo fica em Itajaí. O assunto vem gerando constantes reclamações, mas por enquanto não há previsão de reabertura.

O vereador Joceli Nazzari disse que ele e o prefeito Fabrício Oliveira pretendem ir até Florianópolis para tentar resolver a situação.

Ele conta que quando foi procurado por moradores de Balneário que relataram a questão, procurou o Sistema Nacional de Empregos (SINE), órgão responsável por encaminhar o público ao mercado de trabalho e por resolver os trâmites de seguro desemprego.

“Fiquei sabendo que muitas pessoas iam até lá para pedir informação, mas de fato quem precisar fazer carteira hoje precisa ir até Itajaí. O pessoal do SINE se dispôs a fazer as carteiras, mas precisam de estrutura. Por isso o prefeito e eu pretendemos ir até Florianópolis quando ele retornar, no dia 20 ou 21. Queremos um posto em Balneário para no mínimo voltarmos a emitir carteiras. Se isso não for possível queremos que o SINE assuma, e inclusive a prefeitura pode ajudá-los disponibilizando dois estagiários”, explica.

Segundo o vereador, o prefeito se mostrou bastante solícito e com vontade de resolver a situação ‘o quanto antes’. “Sabemos que o governo federal está tentando ‘enxugar’ gastos, mas eles deveriam querer facilitar para a população, e estão dificultando. Vamos cobrar intensamente para que aconteça a reabertura, para que a comunidade de Balneário e região tenha acesso e não precise ir até Itajaí para confeccionar esse documento tão importante”, destaca.

Superintendente diz que Itajaí tem melhor estrutura

O superintendente regional do Trabalho de Santa Catarina, Cley Capistrano Maia de Lima disse ao Página3 que ‘não é segredo para ninguém’ os cortes que vêm sendo feitos nos órgãos federais, além do número de servidores que estavam solicitando aposentadoria. Segundo Cley, antes do fechamento, a unidade de Balneário estava sem chefe.

O orçamento em Santa Catarina teve um corte de 25% nas questões administrativas, que no Estado é de responsabilidade de Jacinto Fernando Stefanello.

“O nosso calo hoje, no antigo Ministério do Trabalho e hoje Secretaria do Trabalho, é que nós temos um gasto de R$ 1,6 milhão por ano em aluguel. Diante dessa situação, o prédio de Balneário tinha o aluguel em R$ 12 mil, e só estávamos usando metade dele. A parte de cima, com a questão de que não era mais necessário homologar as rescisões de contrato de trabalho, foi desativada. Em contrapartida, Itajaí estava com um prédio um pouco melhor, que precisava de reforma, e era nesse mesmo valor”, diz.

Diante do valor igual e do número menor de servidores de Balneário, a Secretaria resolveu juntar as unidades. Cley destaca que não há questão política na situação.

“Resolvemos alugar um local com maior estrutura para os servidores, transformamos Itajaí em gerência, dando suporte para Balneário. Foi uma questão administrativa. Sabemos da importância de Balneário, mas estamos tentando nos adequar ao decreto dos cortes que teve. Não há nada partidário, posso receber qualquer vereador, qualquer autoridade, mas vou explicar dessa mesma forma”, acrescenta.

SINE quer espaço em parceria com a prefeitura

Porém, outro problema que pode ser enfrentado na cidade é o SINE. Há uma discussão em andamento sobre o governo federal deixar de assumir os gastos do órgão em cidades que possuem menos de 200 mil habitantes – o que é o caso de Balneário (no Estado há hoje 130 postos do SINE). Se isso acontecer, para que a cidade continue a ter o posto será necessário que o governo municipal ou estadual assuma os gastos. Já houve uma conversa sobre o SINE unir forças com o SIME (Sistema Municipal de Empregos) e receber um espaço da prefeitura, já que hoje o local paga aluguel. O ideal seria o posto ser em uma área central e de fácil acesso para a maioria das pessoas, e com um espaço físico que comporte a alta demanda diária que vai até lá.

A secretária de Inclusão Social, Christina Barichello, explica que ofereceu um espaço para o órgão dentro da secretaria, que fica na rua Itália, no Bairro das Nações, mas os responsáveis não aceitaram por não achar adequado.

“Eu acho que seria ótimo, porque teria entrada para a rua e ficaria no segundo maior bairro da cidade. Gostaríamos muito dessa parceria e vou tentar voltar a conversar com eles. Foi solicitado um local no Centro, mas nós já entregamos a casa da rua 2.000, e não teríamos como pagar um aluguel de R$ 9 mil para manter um posto que hoje é do Governo Federal”, diz.

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Fechamento de posto do Ministério do Trabalho gera reclamações em Balneário Camboriú

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Segunda, 13/5/2019 9:01.

O posto do Ministério do Trabalho, no Bairro dos Municípios, que atendia não só moradores de Balneário Camboriú mas também de cidades vizinhas, como Camboriú, Itapema e Porto Belo, fechou as portas em meados de abril. Hoje o posto mais próximo fica em Itajaí. O assunto vem gerando constantes reclamações, mas por enquanto não há previsão de reabertura.

O vereador Joceli Nazzari disse que ele e o prefeito Fabrício Oliveira pretendem ir até Florianópolis para tentar resolver a situação.

Ele conta que quando foi procurado por moradores de Balneário que relataram a questão, procurou o Sistema Nacional de Empregos (SINE), órgão responsável por encaminhar o público ao mercado de trabalho e por resolver os trâmites de seguro desemprego.

“Fiquei sabendo que muitas pessoas iam até lá para pedir informação, mas de fato quem precisar fazer carteira hoje precisa ir até Itajaí. O pessoal do SINE se dispôs a fazer as carteiras, mas precisam de estrutura. Por isso o prefeito e eu pretendemos ir até Florianópolis quando ele retornar, no dia 20 ou 21. Queremos um posto em Balneário para no mínimo voltarmos a emitir carteiras. Se isso não for possível queremos que o SINE assuma, e inclusive a prefeitura pode ajudá-los disponibilizando dois estagiários”, explica.

Segundo o vereador, o prefeito se mostrou bastante solícito e com vontade de resolver a situação ‘o quanto antes’. “Sabemos que o governo federal está tentando ‘enxugar’ gastos, mas eles deveriam querer facilitar para a população, e estão dificultando. Vamos cobrar intensamente para que aconteça a reabertura, para que a comunidade de Balneário e região tenha acesso e não precise ir até Itajaí para confeccionar esse documento tão importante”, destaca.

Superintendente diz que Itajaí tem melhor estrutura

O superintendente regional do Trabalho de Santa Catarina, Cley Capistrano Maia de Lima disse ao Página3 que ‘não é segredo para ninguém’ os cortes que vêm sendo feitos nos órgãos federais, além do número de servidores que estavam solicitando aposentadoria. Segundo Cley, antes do fechamento, a unidade de Balneário estava sem chefe.

O orçamento em Santa Catarina teve um corte de 25% nas questões administrativas, que no Estado é de responsabilidade de Jacinto Fernando Stefanello.

“O nosso calo hoje, no antigo Ministério do Trabalho e hoje Secretaria do Trabalho, é que nós temos um gasto de R$ 1,6 milhão por ano em aluguel. Diante dessa situação, o prédio de Balneário tinha o aluguel em R$ 12 mil, e só estávamos usando metade dele. A parte de cima, com a questão de que não era mais necessário homologar as rescisões de contrato de trabalho, foi desativada. Em contrapartida, Itajaí estava com um prédio um pouco melhor, que precisava de reforma, e era nesse mesmo valor”, diz.

Diante do valor igual e do número menor de servidores de Balneário, a Secretaria resolveu juntar as unidades. Cley destaca que não há questão política na situação.

“Resolvemos alugar um local com maior estrutura para os servidores, transformamos Itajaí em gerência, dando suporte para Balneário. Foi uma questão administrativa. Sabemos da importância de Balneário, mas estamos tentando nos adequar ao decreto dos cortes que teve. Não há nada partidário, posso receber qualquer vereador, qualquer autoridade, mas vou explicar dessa mesma forma”, acrescenta.

SINE quer espaço em parceria com a prefeitura

Porém, outro problema que pode ser enfrentado na cidade é o SINE. Há uma discussão em andamento sobre o governo federal deixar de assumir os gastos do órgão em cidades que possuem menos de 200 mil habitantes – o que é o caso de Balneário (no Estado há hoje 130 postos do SINE). Se isso acontecer, para que a cidade continue a ter o posto será necessário que o governo municipal ou estadual assuma os gastos. Já houve uma conversa sobre o SINE unir forças com o SIME (Sistema Municipal de Empregos) e receber um espaço da prefeitura, já que hoje o local paga aluguel. O ideal seria o posto ser em uma área central e de fácil acesso para a maioria das pessoas, e com um espaço físico que comporte a alta demanda diária que vai até lá.

A secretária de Inclusão Social, Christina Barichello, explica que ofereceu um espaço para o órgão dentro da secretaria, que fica na rua Itália, no Bairro das Nações, mas os responsáveis não aceitaram por não achar adequado.

“Eu acho que seria ótimo, porque teria entrada para a rua e ficaria no segundo maior bairro da cidade. Gostaríamos muito dessa parceria e vou tentar voltar a conversar com eles. Foi solicitado um local no Centro, mas nós já entregamos a casa da rua 2.000, e não teríamos como pagar um aluguel de R$ 9 mil para manter um posto que hoje é do Governo Federal”, diz.

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