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Casa de Passagem acolheu 300 moradores de rua em maio
Divulgação/Resgata Social
O coordenador Thiago Pacheco tira selfie com os moradores de rua na Casa de Passagem

Segunda, 27/5/2019 14:51.

Somente em maio, 300 pessoas diferentes passaram pela Casa de Passagem do Migrante, serviço que funciona como um ‘albergue’ e recebe moradores de rua em Balneário Camboriú. Ainda neste mês, o Resgate Social, departamento da Secretaria de Inclusão responsável pelos andarilhos, realizou mais de mil atendimentos – repetindo pessoas em alguns deles.

O coordenador da Casa de Passagem, Thiago Pacheco, explica que dos mil atendimentos, por exemplo, teve uma pessoa que recebeu 30 vezes ajuda, enquanto outra recebeu cinco.

“Elas comem, dormem, tomam banho, recebem passagem rodoviária. Cada ação conta como um atendimento”, explica. O número alto impressiona, e Thiago salienta que as 300 pessoas diferentes que passaram pela Casa podem ser por conta da diminuição do atendimento que Itajaí realiza junto aos moradores de rua, e pela ausência de albergue em Itapema.

“Muitos usuários dizem que passam pelas cidades vizinhas e como não tem onde ficar acabam vindo para Balneário”, diz.

Hoje, segundo o coordenador, existem em Balneário Camboriú aproximadamente 90 pessoas em situação de rua. Destas, 30 devem ir embora, mas outras 30 chegam, e por isso o número acaba ficando ‘estabilizado’ entre 80 a 90 moradores.

“A Casa de Passagem pode receber até 40 pessoas por vez, mas já chegou a 50. Não negamos atendimento para ninguém, colocamos colchão no chão, sempre damos um jeito, porque antes eles dormirem na Casa do que na rua”, afirma.

Grande parte da população de rua é da região Sul (70%), vindos de cidades como Joinville, Curitiba e Florianópolis, além dos trecheiros, que não possuem vínculo com nenhum município. 90% destes são homens, 33% com idade entre 18 e 30 anos e 30% entre 30 e 40 anos.

Para receber passagem rodoviária, o morador de rua precisa comprovar que possui alguém para recebê-lo na cidade para a qual deseja ir, seja um amigo ou parente.

“Ele precisa mostrar que vai deixar as ruas, se não negamos a passagem. É muito comum, a cada 10 que pedem esse tipo de ajuda, pelo menos metade é negado porque só querem ir para outra cidade. Não queremos que a pessoa acabe morando na rua de outro município”, acrescenta.

Inverno

Agora que está começando a esfriar, a tendência é os moradores de rua aceitarem mais facilmente a ajuda do Resgate Social, sejam com as internações nas clínicas de reabilitação como a ir para a Casa de Passagem para tentar voltar para o mercado de trabalho (eles podem ficar lá até se restabelecerem e conseguirem se manter sozinhos) ou a ganhar passagem rodoviária para ir até a cidade de algum amigo ou familiar que possa recebê-lo.

“Dos moradores de rua fixos, que conhecemos, em Balneário são 30. Esse número já foi maior, mas conseguimos internar alguns recentemente. Somente nesse ano fizemos 75 internações em clínicas terapêuticas da região”, conta.

Hoje, segundo Thiago, o maior problema que faz os moradores permanecerem na rua são os vícios em álcool e drogas, principalmente crack.

Sem esmola

O essencial para ajudar os moradores de rua é o fim da cultura da esmola, que normalmente aumenta com a chegada do frio. Por isso, Thiago lembra que o dinheiro que os andarilhos recebem é quase sempre para comprar droga, já que normalmente recebem comida de restaurantes e outros comércios.

“Por ganharem comida, dinheiro e até cobertor eles acabam ficando sem motivo para aceitar a ajuda do Resgate. Se a população e os comerciantes pararem de auxiliá-los, eles tendem a nos receber melhor”, diz.

O coordenador salienta que quem quiser ajudar pode ir diretamente até a Casa de Passagem, doando diretamente para o órgão. Inclusive há pessoas que vão até o local cozinhar ou dar palestras e oficinas artísticas.

O Resgate Social atua 24h todos os dias, incluindo domingos e feriados. Se você viu alguém em situação de rua ou sabe de alguma pessoa que precisa de ajuda, entre em contato pelo 156 ou 3361-7813 (Casa de Passagem). 

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Casa de Passagem acolheu 300 moradores de rua em maio

Divulgação/Resgata Social
O coordenador Thiago Pacheco tira selfie com os moradores de rua na Casa de Passagem
O coordenador Thiago Pacheco tira selfie com os moradores de rua na Casa de Passagem

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Segunda, 27/5/2019 14:51.

Somente em maio, 300 pessoas diferentes passaram pela Casa de Passagem do Migrante, serviço que funciona como um ‘albergue’ e recebe moradores de rua em Balneário Camboriú. Ainda neste mês, o Resgate Social, departamento da Secretaria de Inclusão responsável pelos andarilhos, realizou mais de mil atendimentos – repetindo pessoas em alguns deles.

O coordenador da Casa de Passagem, Thiago Pacheco, explica que dos mil atendimentos, por exemplo, teve uma pessoa que recebeu 30 vezes ajuda, enquanto outra recebeu cinco.

“Elas comem, dormem, tomam banho, recebem passagem rodoviária. Cada ação conta como um atendimento”, explica. O número alto impressiona, e Thiago salienta que as 300 pessoas diferentes que passaram pela Casa podem ser por conta da diminuição do atendimento que Itajaí realiza junto aos moradores de rua, e pela ausência de albergue em Itapema.

“Muitos usuários dizem que passam pelas cidades vizinhas e como não tem onde ficar acabam vindo para Balneário”, diz.

Hoje, segundo o coordenador, existem em Balneário Camboriú aproximadamente 90 pessoas em situação de rua. Destas, 30 devem ir embora, mas outras 30 chegam, e por isso o número acaba ficando ‘estabilizado’ entre 80 a 90 moradores.

“A Casa de Passagem pode receber até 40 pessoas por vez, mas já chegou a 50. Não negamos atendimento para ninguém, colocamos colchão no chão, sempre damos um jeito, porque antes eles dormirem na Casa do que na rua”, afirma.

Grande parte da população de rua é da região Sul (70%), vindos de cidades como Joinville, Curitiba e Florianópolis, além dos trecheiros, que não possuem vínculo com nenhum município. 90% destes são homens, 33% com idade entre 18 e 30 anos e 30% entre 30 e 40 anos.

Para receber passagem rodoviária, o morador de rua precisa comprovar que possui alguém para recebê-lo na cidade para a qual deseja ir, seja um amigo ou parente.

“Ele precisa mostrar que vai deixar as ruas, se não negamos a passagem. É muito comum, a cada 10 que pedem esse tipo de ajuda, pelo menos metade é negado porque só querem ir para outra cidade. Não queremos que a pessoa acabe morando na rua de outro município”, acrescenta.

Inverno

Agora que está começando a esfriar, a tendência é os moradores de rua aceitarem mais facilmente a ajuda do Resgate Social, sejam com as internações nas clínicas de reabilitação como a ir para a Casa de Passagem para tentar voltar para o mercado de trabalho (eles podem ficar lá até se restabelecerem e conseguirem se manter sozinhos) ou a ganhar passagem rodoviária para ir até a cidade de algum amigo ou familiar que possa recebê-lo.

“Dos moradores de rua fixos, que conhecemos, em Balneário são 30. Esse número já foi maior, mas conseguimos internar alguns recentemente. Somente nesse ano fizemos 75 internações em clínicas terapêuticas da região”, conta.

Hoje, segundo Thiago, o maior problema que faz os moradores permanecerem na rua são os vícios em álcool e drogas, principalmente crack.

Sem esmola

O essencial para ajudar os moradores de rua é o fim da cultura da esmola, que normalmente aumenta com a chegada do frio. Por isso, Thiago lembra que o dinheiro que os andarilhos recebem é quase sempre para comprar droga, já que normalmente recebem comida de restaurantes e outros comércios.

“Por ganharem comida, dinheiro e até cobertor eles acabam ficando sem motivo para aceitar a ajuda do Resgate. Se a população e os comerciantes pararem de auxiliá-los, eles tendem a nos receber melhor”, diz.

O coordenador salienta que quem quiser ajudar pode ir diretamente até a Casa de Passagem, doando diretamente para o órgão. Inclusive há pessoas que vão até o local cozinhar ou dar palestras e oficinas artísticas.

O Resgate Social atua 24h todos os dias, incluindo domingos e feriados. Se você viu alguém em situação de rua ou sabe de alguma pessoa que precisa de ajuda, entre em contato pelo 156 ou 3361-7813 (Casa de Passagem). 

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