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Maior campeã do Carnaval de SP, Vai-Vai é rebaixada pela primeira vez

Terça, 5/3/2019 18:12.
Horadopovo.org

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FABRÍCIO LOBEL E GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Vai-Vai, maior campeã do Carnaval paulistano, com 15 títulos, foi rebaixada pela primeira vez em sua longa história, iniciada em 1930, como bloco de cordão.

A escola amarga o primeiro rebaixamento com "O Quilombo do Futuro", enredo em que dizia que o futuro pertence aos povos filhos de África.

O baixo desempenho no último ano, com uma homenagem a Gilberto Gil, foi especialmente decepcionante para a escola, que terminou na décima colocação.

A escola teve dificuldades com alguns carros alegóricos e chegou a parar em alguns momentos. Mas o ótimo samba, o ritmo intenso da bateria e o enredo garantiram um dos melhores retornos do público neste ano, com muita cantoria e agitação de bandeirinhas.

A herança dos povos africanos foi exaltada em todo o primeiro setor da escola. Um segundo setor aberto por um carro alegórico lembrava a diáspora negra e a travessia do Atlântico. No fundo desse carro, uma escultura de Iemanjá acalentava uma criança negra.

Nessa fase do desfile, foi lembrada a luta negra por direitos civis. Uma ala formou um mosaico com uma foto da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em 2018.

Um terceiro setor indicava que o futuro do mundo e da humanidade depende da sabedoria negra: o futuro é negro.

A última ala da escola tinha uma das fantasias mais simples e emblemáticas do desfile e representava universitários negros, de beca e diploma na mão.


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Maior campeã do Carnaval de SP, Vai-Vai é rebaixada pela primeira vez

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Terça, 5/3/2019 18:12.

FABRÍCIO LOBEL E GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Vai-Vai, maior campeã do Carnaval paulistano, com 15 títulos, foi rebaixada pela primeira vez em sua longa história, iniciada em 1930, como bloco de cordão.

A escola amarga o primeiro rebaixamento com "O Quilombo do Futuro", enredo em que dizia que o futuro pertence aos povos filhos de África.

O baixo desempenho no último ano, com uma homenagem a Gilberto Gil, foi especialmente decepcionante para a escola, que terminou na décima colocação.

A escola teve dificuldades com alguns carros alegóricos e chegou a parar em alguns momentos. Mas o ótimo samba, o ritmo intenso da bateria e o enredo garantiram um dos melhores retornos do público neste ano, com muita cantoria e agitação de bandeirinhas.

A herança dos povos africanos foi exaltada em todo o primeiro setor da escola. Um segundo setor aberto por um carro alegórico lembrava a diáspora negra e a travessia do Atlântico. No fundo desse carro, uma escultura de Iemanjá acalentava uma criança negra.

Nessa fase do desfile, foi lembrada a luta negra por direitos civis. Uma ala formou um mosaico com uma foto da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em 2018.

Um terceiro setor indicava que o futuro do mundo e da humanidade depende da sabedoria negra: o futuro é negro.

A última ala da escola tinha uma das fantasias mais simples e emblemáticas do desfile e representava universitários negros, de beca e diploma na mão.


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