Jornal Página 3
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Projeto Oficinas: alunos mostram talento para artes e esporte em Balneário Camboriú

O projeto envolve quase dois mil estudantes de Balneário Camboriú.

Quinta, 28/11/2019 16:00.

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Renata Rutes

Na última semana os alunos do Centro Educacional de Atendimento no Contraturno (CEAC) – Projeto Oficinas (projeto que leva arte e esporte gratuitamente no contraturno escolar para crianças e adolescentes de Balneário Camboriú) apresentaram Mostra de Teatro, Dança e Música no Teatro Municipal Bruno Nitz, sob o tema ‘Mãe Terra’, exaltando a natureza e a importância de cuidar do planeta; as oficinas de surf e do Nossa Escola, Nossa Praia (NENP) também realizaram atividades diferenciadas para fechar o ano. O Página 3 acompanhou as atividades de encerramento do ano do Oficinas e reúne os depoimentos de professores e alunos das modalidades.

Novas matrículas em fevereiro

O Projeto Oficinas estará com matrículas abertas a partir de fevereiro do próximo ano. São 31 oficinas (dividindo as danças e línguas): Artesanato, Desenho, Pintura, Canto/Coral, Teclado, Violino, Violão, Guitarra, Flauta doce, Capoeira, Contação de Histórias, Línguas (Espanhol, Inglês e Libras); Danças (Jazz, Ballet, Ballet Baby, e Hip Hop), Ginástica Rítmica, Informática, Percussão, Recreação, Patinação, Skate, Xadrez e Teatro, bateria, Robótica. Polos Praia: Surf, Nossa Escola, Nossa Praia (atividades esportivas na areia) e Jovem Guarda Vidas.

A diretora do CEAC Projeto Oficinas, Luciana de Souza, explica que todas as oficinas são gratuitas. O Oficinas atende tanto na sede, no Bairro dos Municípios, como também no Bairro da Barra e nas escolas municipais (Ariribá, Vereador Santa, Giovânia de Almeida, Antônio Lúcio e no Centro de Treinamento Comunitário – CTC), além das atividades na praia (Nossa Escola, Nossa Praia e surf).

“O Oficinas é muito importante porque levamos a educação integral de forma gratuita para a comunidade. É o complemento para o ensino regular. Notamos que as crianças amadurecem, melhoram na escola. As crianças do Oficinas são diferentes. Elas participam do projeto porque querem estar lá e porque gostam, fazem as atividades com vontade”, salienta.

Quase dois mil matriculados

Hoje o Oficinas realiza 2,8 mil atendimentos – há 1,8 mil crianças e adolescentes matriculados (há aqueles que fazem mais de uma oficina, por isso o número de atendimentos é maior).

“As Mostras e atividades diferenciadas são muito importantes, é o fechamento do trabalho que realizamos durante o ano todo. Os nossos alunos se sentem valorizados. É o momento de se integrarem com a família, que também prestigia”, acrescenta.

Luciana trabalha no Oficinas há três anos, mas dirige o projeto há dois meses. Ela afirma que aprendeu muito nesse tempo e que o trabalho é ‘enriquecedor’.

“É maravilhoso. É um ambiente alegre, de interação constante. Todos gostamos e queremos estar lá”, completa.


Fotos:Renata Rutes

A Mostra de Teatro aconteceu na noite de terça-feira (19), apresentando duas peças: Conferência Planetária e Luna. A primeira(fotos acima) era com alunos da professora Regiane Coleraus e a segunda da professora Gabriela Fernanda. A Conferência tratava da reunião das plantas, animais e humanos para discutir o futuro do planeta junto com entidades das mais diversas religiões, e a Luna levantou a questão de como seria uma reunião de amigos no futuro, onde humanos conviveriam com robôs e não teriam acesso fácil a bens como água e frutas.

A professora Gabriela está no Projeto Oficinas pelo primeiro ano, mas tem uma longa trajetória no teatro, sendo filha de uma professora de pintura e neta de uma professora de artes. Desde pequena ela conviveu com o universo artístico, e conta que adora dar aulas. Ela veio para Balneário Camboriú por conta do Oficinas.

“Estou gostando muito do projeto, é diferente porque as crianças gostam de estar ali, eles querem estar. É um ambiente muito familiar, nos conhecemos, falamos das nossas vidas, do dia a dia. Em um ano percebi que eles evoluíram muito, estão mais desinibidos. Algumas das crianças vivem situações difíceis com a família, e no Oficinas se dedicam, se divertem”, diz.

Na peça Luna(fotos acima) os alunos tiveram a oportunidade de criar os personagens e as cenas, além de escolherem os figurinos que iriam usar. Havia crianças de nove anos no elenco até adolescentes de 15, e todos, segundo a professora, se dão muito bem.

“Eles estavam muito empolgados com a apresentação no Teatro, muito estavam no palco pela primeira vez e alguns até nem conheciam o Teatro da cidade, por isso que é muito importante esse momento”, acrescenta.

Valentina Ramos Szatkowski, 11 anos, aluna do CEM Vereador Santa, faz teatro no Oficinas há dois anos e já havia se apresentado no Bruno Nitz outras vezes, mesmo assim ela disse que estava ansiosa.

“Minha mãe me incentivou a entrar no projeto, ela diz que eu tenho jeito para artes. Sempre fico animada para me apresentar no Teatro porque é algo diferente, deveria ter mais apresentações assim durante o ano”, disse.

O colega dela, Ezequiel Borges Schumacher, 11 anos, que também estuda no Vereador Santa, concorda. Ele faz teatro há dois anos, assim como seus irmãos.

“Eu também já me apresentei outras vezes, mas sempre fico nervoso. É uma experiência muito legal. O que mais gosto no teatro é a improvisação, poder ser outra pessoa”, opinou.

Os bastidores da Mostra de Teatro

Plateia prestigiando a Mostra de Teatro.


A Mostra de Dança, que aconteceu na noite de quarta-feira (20), reuniu turmas de quatro professoras (Camila Lopes Provenzano, Carolina Werner Pootz, Michele de Almeida e Kariani de Almeida Belatto), nas modalidades ballet, jazz e hip hop. As apresentações foram divididas nos elementos água, fogo, ar e terra e também na fauna e na flora, como em uma releitura de O Rei Leão.

A professora Kariani está dando aula pelo primeiro ano no Oficinas, mas trabalhava em um projeto semelhante em Chapecó. Ela define que seus alunos (três grupos, que apresentaram as coreografias dos Índios, Águas e Flores) de Balneário são uma ‘preciosidade’, contando que eles ajudaram a fazer o figurino (com apoio dos pais) e conseguiram até maquiador voluntário.

Fotos:Renata Rutes

Professora Kariani e suas alunas.

“Elas são dedicadas, evoluíram muito nesse ano. Os pais também ajudam, mesmo com pouca verba conseguimos realizar o que queríamos. Foi muito gratificante. A Mostra é essencial, pois os alunos precisam ter essa experiência de palco, inclusive deveriam fazer mais vezes durante o ano. Eles se sentem valorizados e vistos”, disse.

A professora Michele também está atuando no Oficinas pelo primeiro ano. Ela é de Mafra, e tem vivência na dança desde 2005. Ela define que está amando o contato com o projeto, o qual define como ‘maravilhoso’, salientando que foi muito bem acolhida.

Professora Michele e alunas.

“É um projeto que precisa continuar, é ótimo para os alunos e eles adoram. Há meninas que querem seguir a carreira na dança, e o Oficinas é a base, é o que desperta isso. Elas se desenvolvem muito em um ano. É incrível ver. Muitas delas chegaram tímidas e agora ‘enfrentam’ o público. Deveria ter mais atividades como a Mostra, porque eles esperam e se esforçam muito para tudo dar certo”, explicou.

Tessália, Ludmila e Maria Luiza.

Tessália da Silva, 9 anos, é aluna do colégio Dona Lili, ela conta que começou a dançar neste ano e que adora o projeto. Foi a primeira vez que ela se apresentou no Teatro e estava muito ansiosa.

“Dançar é uma alegria, faço ballet e jazz e gosto muito”, disse.

Sua colega Ludmila Cordeiro Costa, 11 anos, que também é aluna do Dona Lili, dança há três anos, e também participa das oficinas de ginástica, patinação e violão. Apesar de já ter se apresentado no Bruno Nitz três vezes, ela confessou que o frio na barriga sempre vem.

“Dançar me deixa feliz, é uma paixão. O Oficinas é ótimo e nessa época do ano já ficamos esperando a apresentação no Teatro”, afirmou.

Maria Luiza Ganancini, 11, aluna do CEM Nova Esperança, também dança há três anos e participa ainda das oficinas de Artesanato e Robótica (além das de dança – hip hop, jazz e ballet).

“É muito diferente da escola, eu ficaria o dia todo no projeto se pudesse. Com as oficinas eu consigo me concentrar mais e também ganhei mais postura e flexibilidade pela dança. Já tinha me apresentado duas vezes no Teatro, mas mesmo assim fico muito ansiosa. É muito legal”, contou.

Luana Desirée Cruz Soares Lima, 10 anos, que também é aluna do CEM Nova Esperança, começou a dançar esse ano. Apesar de estar no ballet, ela disse que adora música eletrônica.

“Em um ano aprendi as posições e estou mais flexível e solta. Sempre gostei de dançar, e minha mãe me matriculou. O que mais gosto na dança é o modo de expressão, não preciso de palavras, com a dança eu me expresso. Gosto de música mais agitada, mas também adoro o ballet”, disse.


A última Mostra de Artes foi a de música, na noite de quinta-feira (21), com apresentações de violão, teclado, bateria (participação especial) e canto. Os alunos apresentaram canções como Asa Branca (de Luiz Gonzaga), Dia Especial (Thiago Iorc) e O Sol (de Vitor Kley).

O Página 3 conversou com a professora de teclado, Érica Ferreira Lima, que dá aula de música há cinco anos. No Oficinas ela está pelo primeiro ano. Érica é bacharel em Música com habilitação em Canto, licenciatura em Piano e Educação Musical.

“O Oficinas foi algo novo para mim também, com as aulas em grupos de teclado. Eu estava com muitas expectativas. Achei bem interessante, foi uma experiência muito boa para a minha carreira. Vi os resultados ótimos dos alunos, eles aprenderam conhecimento teórico de partituras e cifras também. Eles são crianças e dentro disso o resultado foi ótimo, tudo valeu a pena, foi maravilhoso”, contou.

A aluna Luane, da turma de teclado também cantou a música Earth Song de Michael Jackson na Mostra, ela destacou que se preparou durante todo o ano para a apresentação e que foi tudo ‘muito bom’.

“Quando recebi o convite da professora Érica para cantar com ela eu me senti muito orgulhosa e fiquei empolgada. Ensaiamos juntas durante as aulas e a cada ensaio corrigíamos algo. No dia da apresentação, assim como qualquer outra pessoa eu fiquei nervosa e veio aquele frio na barriga e resolvi me distrair fazendo exercícios de canto com meus colegas no camarim. Quando chegou minha vez de cantar, estar ali no palco foi maravilhoso no começo eu fiquei nervosa ainda, mas depois eu me senti mais calma e aproveitei aquele meu momento o máximo que pude. Os meus colegas que estavam tocando são muito bons, tenho orgulho deles e sei que eles também estavam nervosos, mas a gente seguiu firme e conseguimos realizar a apresentação. Agradeço a professora que me ajudou muito e que me deu essa oportunidade de estar ali no palco, e aos meus colegas por me ajudarem nos ensaios e exercícios”, disse.

O aluno Vinícius Ricardo Parlamar também se apresentou na Mostra tocando teclado. Para ele a apresentação foi ‘muito boa’, mas diz que ficou bastante nervoso e ansioso.

“Deu tudo certo no final das contas. Apresentei duas músicas, cantei O Sol e toquei na Earth Song. Estava nervoso, mas foi muito bom. Os ensaios renderam bastante, sempre aprendíamos mais e deu tudo certo por isso”, afirmou.

Fotos: Divulgação/Projeto Oficinas

O projeto Nossa Escola, Nossa Praia, que leva o esporte para a areia da praia central, também realizou um festival especial para encerrar o ano. Um dos professores responsáveis, Douglas Bellasalma, conta que o evento reuniu as turmas da Barra Sul e do Pontal Norte para competições esportivas que aconteceram na quarta-feira (20) durante todo o dia. Há desde jogos de futebol como também queimada, vôlei, mini-tênis e handebol. As modalidades tem caráter recreativo, com o objetivo de incentivar as crianças e adolescentes a se exercitarem e brincarem na praia.

“Ficamos muito felizes que as crianças gostam, esse é o motivo do nosso trabalho”, comenta o professor.

Luiz Henrique Andrade Alencar, 12 anos, aluno do 7º ano do CEM Ariribá participa do NENP, diz que o projeto ‘é muito bom, muito legal mesmo’, elogiando o quanto gosta de estar na praia praticando esporte.

“A gente faz muitas brincadeiras, jogamos handebol, futebol, queimada. Um monte de coisa. Sempre no final do ano tem o festival, que já esperamos e é muito legal. Pretendo estar no NENP no próximo ano e no outro também”, afirma.

Arielly Cristiny Sennes Teixeira, 13 anos, aluna do 7º ano do CEM Presidente Médici também participa do NENP no Pontal Norte, com atividades duas vezes por semana. Ela opinou que o festival é ‘muito legal’, contando que foi preparado um lanche especial para eles.

“Eu adoro fazer. Já no primeiro dia sempre me rematriculo, porque realmente gosto muito do Projeto Oficinas”, diz.

Gustavo, 12 anos, aluno do 6º ano do CEM Dona Lili opinou que gosta muito das recreações que acontecem na praia e de poder se exercitar.

“Também fazemos novos amigos, a gente se diverte bastante. É muito legal. Quero continuar ano que vem”, afirma.

João, 11 anos, aluno do 6º ano do CEM Ariribá também participa do NENP, ele diz que o projeto é positivo exatamente porque é uma opção de atividade ao ar livre.

“O NENP é bom porque você vai pra escola, faz a tarefa de casa e vem para a praia brincar, ao invés de ficar só em casa. Eu gosto muito e quero fazer ano que vem de novo. Tem horário de manhã e de tarde, então todo mundo pode aproveitar”, completa.

Fotos: Divulgação/Projeto Oficinas

As aulas de surf que acontecem na praia central, próximo à Rua 1.101, ao lado do posto 2 dos guarda-vidas, através do Projeto Oficinas também ‘fecharam com chave de ouro’ com um Festival. Elis, moradora de Balneário, é mãe de Caio, que é aluno da modalidade. Ela diz que as aulas de surf foram para o menino um ‘divisor de águas’.

“Ele cresceu, está aprendendo a ter responsabilidades mesmo que para alguns isso seja pouco, mas para ele cada aprendizado com amor é um grande ganho. O Festival de Surf foi um momento épico. Vi os alunos empolgados e super felizes. Isso na vida dele é algo especial. Agradeço aos professores pelo empenho”, disse.

O aluno João participou da oficina de surf pela primeira vez neste ano e inclusive foi através dela que ele teve contato com o esporte. Ele diz que o surf já se tornou algo essencial em sua vida.

“Acho muito importante essas oficinas, é algo que precisa continuar. É muito ‘da hora’. O Festival também foi muito legal, para todos interagirem, com lanche, medalhas. Foi muito legal”, afirmou.

Fotos: Divulgação/Projeto Oficinas


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Página 3

Projeto Oficinas: alunos mostram talento para artes e esporte em Balneário Camboriú

O projeto envolve quase dois mil estudantes de Balneário Camboriú.

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Quinta, 28/11/2019 16:00.

Renata Rutes

Na última semana os alunos do Centro Educacional de Atendimento no Contraturno (CEAC) – Projeto Oficinas (projeto que leva arte e esporte gratuitamente no contraturno escolar para crianças e adolescentes de Balneário Camboriú) apresentaram Mostra de Teatro, Dança e Música no Teatro Municipal Bruno Nitz, sob o tema ‘Mãe Terra’, exaltando a natureza e a importância de cuidar do planeta; as oficinas de surf e do Nossa Escola, Nossa Praia (NENP) também realizaram atividades diferenciadas para fechar o ano. O Página 3 acompanhou as atividades de encerramento do ano do Oficinas e reúne os depoimentos de professores e alunos das modalidades.

Novas matrículas em fevereiro

O Projeto Oficinas estará com matrículas abertas a partir de fevereiro do próximo ano. São 31 oficinas (dividindo as danças e línguas): Artesanato, Desenho, Pintura, Canto/Coral, Teclado, Violino, Violão, Guitarra, Flauta doce, Capoeira, Contação de Histórias, Línguas (Espanhol, Inglês e Libras); Danças (Jazz, Ballet, Ballet Baby, e Hip Hop), Ginástica Rítmica, Informática, Percussão, Recreação, Patinação, Skate, Xadrez e Teatro, bateria, Robótica. Polos Praia: Surf, Nossa Escola, Nossa Praia (atividades esportivas na areia) e Jovem Guarda Vidas.

A diretora do CEAC Projeto Oficinas, Luciana de Souza, explica que todas as oficinas são gratuitas. O Oficinas atende tanto na sede, no Bairro dos Municípios, como também no Bairro da Barra e nas escolas municipais (Ariribá, Vereador Santa, Giovânia de Almeida, Antônio Lúcio e no Centro de Treinamento Comunitário – CTC), além das atividades na praia (Nossa Escola, Nossa Praia e surf).

“O Oficinas é muito importante porque levamos a educação integral de forma gratuita para a comunidade. É o complemento para o ensino regular. Notamos que as crianças amadurecem, melhoram na escola. As crianças do Oficinas são diferentes. Elas participam do projeto porque querem estar lá e porque gostam, fazem as atividades com vontade”, salienta.

Quase dois mil matriculados

Hoje o Oficinas realiza 2,8 mil atendimentos – há 1,8 mil crianças e adolescentes matriculados (há aqueles que fazem mais de uma oficina, por isso o número de atendimentos é maior).

“As Mostras e atividades diferenciadas são muito importantes, é o fechamento do trabalho que realizamos durante o ano todo. Os nossos alunos se sentem valorizados. É o momento de se integrarem com a família, que também prestigia”, acrescenta.

Luciana trabalha no Oficinas há três anos, mas dirige o projeto há dois meses. Ela afirma que aprendeu muito nesse tempo e que o trabalho é ‘enriquecedor’.

“É maravilhoso. É um ambiente alegre, de interação constante. Todos gostamos e queremos estar lá”, completa.


Fotos:Renata Rutes

A Mostra de Teatro aconteceu na noite de terça-feira (19), apresentando duas peças: Conferência Planetária e Luna. A primeira(fotos acima) era com alunos da professora Regiane Coleraus e a segunda da professora Gabriela Fernanda. A Conferência tratava da reunião das plantas, animais e humanos para discutir o futuro do planeta junto com entidades das mais diversas religiões, e a Luna levantou a questão de como seria uma reunião de amigos no futuro, onde humanos conviveriam com robôs e não teriam acesso fácil a bens como água e frutas.

A professora Gabriela está no Projeto Oficinas pelo primeiro ano, mas tem uma longa trajetória no teatro, sendo filha de uma professora de pintura e neta de uma professora de artes. Desde pequena ela conviveu com o universo artístico, e conta que adora dar aulas. Ela veio para Balneário Camboriú por conta do Oficinas.

“Estou gostando muito do projeto, é diferente porque as crianças gostam de estar ali, eles querem estar. É um ambiente muito familiar, nos conhecemos, falamos das nossas vidas, do dia a dia. Em um ano percebi que eles evoluíram muito, estão mais desinibidos. Algumas das crianças vivem situações difíceis com a família, e no Oficinas se dedicam, se divertem”, diz.

Na peça Luna(fotos acima) os alunos tiveram a oportunidade de criar os personagens e as cenas, além de escolherem os figurinos que iriam usar. Havia crianças de nove anos no elenco até adolescentes de 15, e todos, segundo a professora, se dão muito bem.

“Eles estavam muito empolgados com a apresentação no Teatro, muito estavam no palco pela primeira vez e alguns até nem conheciam o Teatro da cidade, por isso que é muito importante esse momento”, acrescenta.

Valentina Ramos Szatkowski, 11 anos, aluna do CEM Vereador Santa, faz teatro no Oficinas há dois anos e já havia se apresentado no Bruno Nitz outras vezes, mesmo assim ela disse que estava ansiosa.

“Minha mãe me incentivou a entrar no projeto, ela diz que eu tenho jeito para artes. Sempre fico animada para me apresentar no Teatro porque é algo diferente, deveria ter mais apresentações assim durante o ano”, disse.

O colega dela, Ezequiel Borges Schumacher, 11 anos, que também estuda no Vereador Santa, concorda. Ele faz teatro há dois anos, assim como seus irmãos.

“Eu também já me apresentei outras vezes, mas sempre fico nervoso. É uma experiência muito legal. O que mais gosto no teatro é a improvisação, poder ser outra pessoa”, opinou.

Os bastidores da Mostra de Teatro

Plateia prestigiando a Mostra de Teatro.


A Mostra de Dança, que aconteceu na noite de quarta-feira (20), reuniu turmas de quatro professoras (Camila Lopes Provenzano, Carolina Werner Pootz, Michele de Almeida e Kariani de Almeida Belatto), nas modalidades ballet, jazz e hip hop. As apresentações foram divididas nos elementos água, fogo, ar e terra e também na fauna e na flora, como em uma releitura de O Rei Leão.

A professora Kariani está dando aula pelo primeiro ano no Oficinas, mas trabalhava em um projeto semelhante em Chapecó. Ela define que seus alunos (três grupos, que apresentaram as coreografias dos Índios, Águas e Flores) de Balneário são uma ‘preciosidade’, contando que eles ajudaram a fazer o figurino (com apoio dos pais) e conseguiram até maquiador voluntário.

Fotos:Renata Rutes

Professora Kariani e suas alunas.

“Elas são dedicadas, evoluíram muito nesse ano. Os pais também ajudam, mesmo com pouca verba conseguimos realizar o que queríamos. Foi muito gratificante. A Mostra é essencial, pois os alunos precisam ter essa experiência de palco, inclusive deveriam fazer mais vezes durante o ano. Eles se sentem valorizados e vistos”, disse.

A professora Michele também está atuando no Oficinas pelo primeiro ano. Ela é de Mafra, e tem vivência na dança desde 2005. Ela define que está amando o contato com o projeto, o qual define como ‘maravilhoso’, salientando que foi muito bem acolhida.

Professora Michele e alunas.

“É um projeto que precisa continuar, é ótimo para os alunos e eles adoram. Há meninas que querem seguir a carreira na dança, e o Oficinas é a base, é o que desperta isso. Elas se desenvolvem muito em um ano. É incrível ver. Muitas delas chegaram tímidas e agora ‘enfrentam’ o público. Deveria ter mais atividades como a Mostra, porque eles esperam e se esforçam muito para tudo dar certo”, explicou.

Tessália, Ludmila e Maria Luiza.

Tessália da Silva, 9 anos, é aluna do colégio Dona Lili, ela conta que começou a dançar neste ano e que adora o projeto. Foi a primeira vez que ela se apresentou no Teatro e estava muito ansiosa.

“Dançar é uma alegria, faço ballet e jazz e gosto muito”, disse.

Sua colega Ludmila Cordeiro Costa, 11 anos, que também é aluna do Dona Lili, dança há três anos, e também participa das oficinas de ginástica, patinação e violão. Apesar de já ter se apresentado no Bruno Nitz três vezes, ela confessou que o frio na barriga sempre vem.

“Dançar me deixa feliz, é uma paixão. O Oficinas é ótimo e nessa época do ano já ficamos esperando a apresentação no Teatro”, afirmou.

Maria Luiza Ganancini, 11, aluna do CEM Nova Esperança, também dança há três anos e participa ainda das oficinas de Artesanato e Robótica (além das de dança – hip hop, jazz e ballet).

“É muito diferente da escola, eu ficaria o dia todo no projeto se pudesse. Com as oficinas eu consigo me concentrar mais e também ganhei mais postura e flexibilidade pela dança. Já tinha me apresentado duas vezes no Teatro, mas mesmo assim fico muito ansiosa. É muito legal”, contou.

Luana Desirée Cruz Soares Lima, 10 anos, que também é aluna do CEM Nova Esperança, começou a dançar esse ano. Apesar de estar no ballet, ela disse que adora música eletrônica.

“Em um ano aprendi as posições e estou mais flexível e solta. Sempre gostei de dançar, e minha mãe me matriculou. O que mais gosto na dança é o modo de expressão, não preciso de palavras, com a dança eu me expresso. Gosto de música mais agitada, mas também adoro o ballet”, disse.


A última Mostra de Artes foi a de música, na noite de quinta-feira (21), com apresentações de violão, teclado, bateria (participação especial) e canto. Os alunos apresentaram canções como Asa Branca (de Luiz Gonzaga), Dia Especial (Thiago Iorc) e O Sol (de Vitor Kley).

O Página 3 conversou com a professora de teclado, Érica Ferreira Lima, que dá aula de música há cinco anos. No Oficinas ela está pelo primeiro ano. Érica é bacharel em Música com habilitação em Canto, licenciatura em Piano e Educação Musical.

“O Oficinas foi algo novo para mim também, com as aulas em grupos de teclado. Eu estava com muitas expectativas. Achei bem interessante, foi uma experiência muito boa para a minha carreira. Vi os resultados ótimos dos alunos, eles aprenderam conhecimento teórico de partituras e cifras também. Eles são crianças e dentro disso o resultado foi ótimo, tudo valeu a pena, foi maravilhoso”, contou.

A aluna Luane, da turma de teclado também cantou a música Earth Song de Michael Jackson na Mostra, ela destacou que se preparou durante todo o ano para a apresentação e que foi tudo ‘muito bom’.

“Quando recebi o convite da professora Érica para cantar com ela eu me senti muito orgulhosa e fiquei empolgada. Ensaiamos juntas durante as aulas e a cada ensaio corrigíamos algo. No dia da apresentação, assim como qualquer outra pessoa eu fiquei nervosa e veio aquele frio na barriga e resolvi me distrair fazendo exercícios de canto com meus colegas no camarim. Quando chegou minha vez de cantar, estar ali no palco foi maravilhoso no começo eu fiquei nervosa ainda, mas depois eu me senti mais calma e aproveitei aquele meu momento o máximo que pude. Os meus colegas que estavam tocando são muito bons, tenho orgulho deles e sei que eles também estavam nervosos, mas a gente seguiu firme e conseguimos realizar a apresentação. Agradeço a professora que me ajudou muito e que me deu essa oportunidade de estar ali no palco, e aos meus colegas por me ajudarem nos ensaios e exercícios”, disse.

O aluno Vinícius Ricardo Parlamar também se apresentou na Mostra tocando teclado. Para ele a apresentação foi ‘muito boa’, mas diz que ficou bastante nervoso e ansioso.

“Deu tudo certo no final das contas. Apresentei duas músicas, cantei O Sol e toquei na Earth Song. Estava nervoso, mas foi muito bom. Os ensaios renderam bastante, sempre aprendíamos mais e deu tudo certo por isso”, afirmou.

Fotos: Divulgação/Projeto Oficinas

O projeto Nossa Escola, Nossa Praia, que leva o esporte para a areia da praia central, também realizou um festival especial para encerrar o ano. Um dos professores responsáveis, Douglas Bellasalma, conta que o evento reuniu as turmas da Barra Sul e do Pontal Norte para competições esportivas que aconteceram na quarta-feira (20) durante todo o dia. Há desde jogos de futebol como também queimada, vôlei, mini-tênis e handebol. As modalidades tem caráter recreativo, com o objetivo de incentivar as crianças e adolescentes a se exercitarem e brincarem na praia.

“Ficamos muito felizes que as crianças gostam, esse é o motivo do nosso trabalho”, comenta o professor.

Luiz Henrique Andrade Alencar, 12 anos, aluno do 7º ano do CEM Ariribá participa do NENP, diz que o projeto ‘é muito bom, muito legal mesmo’, elogiando o quanto gosta de estar na praia praticando esporte.

“A gente faz muitas brincadeiras, jogamos handebol, futebol, queimada. Um monte de coisa. Sempre no final do ano tem o festival, que já esperamos e é muito legal. Pretendo estar no NENP no próximo ano e no outro também”, afirma.

Arielly Cristiny Sennes Teixeira, 13 anos, aluna do 7º ano do CEM Presidente Médici também participa do NENP no Pontal Norte, com atividades duas vezes por semana. Ela opinou que o festival é ‘muito legal’, contando que foi preparado um lanche especial para eles.

“Eu adoro fazer. Já no primeiro dia sempre me rematriculo, porque realmente gosto muito do Projeto Oficinas”, diz.

Gustavo, 12 anos, aluno do 6º ano do CEM Dona Lili opinou que gosta muito das recreações que acontecem na praia e de poder se exercitar.

“Também fazemos novos amigos, a gente se diverte bastante. É muito legal. Quero continuar ano que vem”, afirma.

João, 11 anos, aluno do 6º ano do CEM Ariribá também participa do NENP, ele diz que o projeto é positivo exatamente porque é uma opção de atividade ao ar livre.

“O NENP é bom porque você vai pra escola, faz a tarefa de casa e vem para a praia brincar, ao invés de ficar só em casa. Eu gosto muito e quero fazer ano que vem de novo. Tem horário de manhã e de tarde, então todo mundo pode aproveitar”, completa.

Fotos: Divulgação/Projeto Oficinas

As aulas de surf que acontecem na praia central, próximo à Rua 1.101, ao lado do posto 2 dos guarda-vidas, através do Projeto Oficinas também ‘fecharam com chave de ouro’ com um Festival. Elis, moradora de Balneário, é mãe de Caio, que é aluno da modalidade. Ela diz que as aulas de surf foram para o menino um ‘divisor de águas’.

“Ele cresceu, está aprendendo a ter responsabilidades mesmo que para alguns isso seja pouco, mas para ele cada aprendizado com amor é um grande ganho. O Festival de Surf foi um momento épico. Vi os alunos empolgados e super felizes. Isso na vida dele é algo especial. Agradeço aos professores pelo empenho”, disse.

O aluno João participou da oficina de surf pela primeira vez neste ano e inclusive foi através dela que ele teve contato com o esporte. Ele diz que o surf já se tornou algo essencial em sua vida.

“Acho muito importante essas oficinas, é algo que precisa continuar. É muito ‘da hora’. O Festival também foi muito legal, para todos interagirem, com lanche, medalhas. Foi muito legal”, afirmou.

Fotos: Divulgação/Projeto Oficinas

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