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Ministro Sergio Moro faz balanço de ações contra a criminalidade em evento no TJSC

Terça, 1/10/2019 8:47.
TJSC/Fernando Willadino

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, destacou as ações de combate à criminalidade e à corrupção em evento realizado no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) nesta segunda-feira (30/9). Moro palestrou a convite da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) no projeto Momento Brasil, realizado com o apoio do TJSC. O ministro foi recebido pelo presidente do TJSC, desembargador Rodrigo Collaço, e pelo presidente da entidade organizadora do evento, Marcello Corrêa Petrelli. Na oportunidade, Collaço destacou a atuação determinada de Moro enquanto juiz federal em Curitiba-PR, à frente dos processos da Lava Jato, e o cumprimentou por aceitar a missão no Ministério. "Foi a partir da Operação Lava Jato e do trabalho do ministro Moro que nós conseguimos visualizar talvez a grande anomalia na formação da sociedade brasileira, que se deu especialmente por uma relação promíscua entre capital e Estado, e que levou ao quadro quase generalizado de corrupção", apontou Collaço.

Em seu discurso, Petrelli analisou o atual momento de polarização, radicalizado pela falta de moderação nas redes sociais e agravado pela proteção do anonimato, favorecendo o ambiente das fake news. "Devemos incentivar o respeito ao próximo e a tolerância. E a mídia regional sempre foi catalisadora desses valores", reforçou. Diante de um auditório lotado na Sala de Sessões Ministro Teori Zavascki do TJSC, Moro adiantou que o Governo Federal lançará uma campanha publicitária na próxima quinta-feira em que destaca os pontos mais importantes das medidas de combate à criminalidade e corrupção.

Durante 49 minutos, ele fez um balanço das ações desenvolvidas pelo ministério. Destacou dados como a redução de 20% nos assassinatos neste ano em comparação com 2018. Citou as apreensões recordes de drogas - 67 toneladas de cocaína só pela Polícia Federal - além de uma maior integração das forças policiais, com reforço do trabalho nas fronteiras para evitar a entrada de armas e drogas. Destacou que um projeto piloto para área de fronteiras vai iniciar em Foz do Iguaçu-PR, com força-tarefa permanente para reunir dados, inteligência e comando de operações. Vão fazer parte agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, polícias locais, da Receita Federal e Forças Armadas. Moro ainda afirmou que a meta do governo é diminuir homicídios e feminicídios no país. "60 mil homicídios por ano não é um número normal e aceitável. Não podemos ter política de convivência pacífica com essas grandes organizações criminosas", disse. "Até março deste ano, não tínhamos estatísticas oficiais nacionais sobre a segurança, nem sequer de assassinatos. Conseguimos finalmente ter esses dados disponíveis na página do ministério", apontou. Ele traçou um paralelo da situação da segurança com a inflação: "Os brasileiros começaram a aceitar aquilo como algo normal".

Sobre corrupção, segurança pública, crime organizado e criminalidade violenta, Moro reforçou que conta com o apoio da sociedade para vencer esses desafios. Lembrou também o trabalho na maior operação judicial e policial do país. "A Lava Jato foi muito difícil. Temos que reconhecer que temos uma tradição da impunidade e de grande corrupção. Com suas virtudes e seus eventuais erros, mudou esse padrão. Agora, vejo o trabalho como ministro como uma continuidade do trabalho que era feito. Temos como lema fazer a coisa certa, do jeito certo, pelos motivos certos."

Moro também sugeriu que a Acaert lidere campanha para aprovação do Pacote Anticrime que tramita no Congresso Nacional. Antes da palestra, o ministro conheceu o trabalho da associação, que foi mostrado em vídeos, entre eles o da mobilização da radiodifusão em favor da reforma da previdência. "Rogo que a Acaert apoie também o Pacote Anticrime", afirmou. A palestra teve o prestígio de boa parte dos desembargadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, secretários de Estado, vereadores e presidentes das organizações que formam o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina - Cofem, além da vice-presidente da Abert, Marise Westphal Hartke, ex-presidentes, dirigentes e associados da Acaert.

Já prestigiaram a iniciativa da Acaert o presidente da República, Jair Bolsonaro; o vice, Hamilton Mourão; o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM); e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. No dia 11 de outubro, o convidado será o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira. O projeto "MOMENTO BRASIL - CONHECER, CONTRIBUIR E AGIR" tem o objetivo de trazer ao Estado de Santa Catarina personalidades de destaque nacional para debater temas importantes voltados à política e economia, além de mostrar aos convidados e ao público presente os conceitos da mídia regional (com informações da Rede Notícias Acaert).


Assessoria de Imprensa/NCI


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Página 3
TJSC/Fernando Willadino

Ministro Sergio Moro faz balanço de ações contra a criminalidade em evento no TJSC

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Terça, 1/10/2019 8:47.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, destacou as ações de combate à criminalidade e à corrupção em evento realizado no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) nesta segunda-feira (30/9). Moro palestrou a convite da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) no projeto Momento Brasil, realizado com o apoio do TJSC. O ministro foi recebido pelo presidente do TJSC, desembargador Rodrigo Collaço, e pelo presidente da entidade organizadora do evento, Marcello Corrêa Petrelli. Na oportunidade, Collaço destacou a atuação determinada de Moro enquanto juiz federal em Curitiba-PR, à frente dos processos da Lava Jato, e o cumprimentou por aceitar a missão no Ministério. "Foi a partir da Operação Lava Jato e do trabalho do ministro Moro que nós conseguimos visualizar talvez a grande anomalia na formação da sociedade brasileira, que se deu especialmente por uma relação promíscua entre capital e Estado, e que levou ao quadro quase generalizado de corrupção", apontou Collaço.

Em seu discurso, Petrelli analisou o atual momento de polarização, radicalizado pela falta de moderação nas redes sociais e agravado pela proteção do anonimato, favorecendo o ambiente das fake news. "Devemos incentivar o respeito ao próximo e a tolerância. E a mídia regional sempre foi catalisadora desses valores", reforçou. Diante de um auditório lotado na Sala de Sessões Ministro Teori Zavascki do TJSC, Moro adiantou que o Governo Federal lançará uma campanha publicitária na próxima quinta-feira em que destaca os pontos mais importantes das medidas de combate à criminalidade e corrupção.

Durante 49 minutos, ele fez um balanço das ações desenvolvidas pelo ministério. Destacou dados como a redução de 20% nos assassinatos neste ano em comparação com 2018. Citou as apreensões recordes de drogas - 67 toneladas de cocaína só pela Polícia Federal - além de uma maior integração das forças policiais, com reforço do trabalho nas fronteiras para evitar a entrada de armas e drogas. Destacou que um projeto piloto para área de fronteiras vai iniciar em Foz do Iguaçu-PR, com força-tarefa permanente para reunir dados, inteligência e comando de operações. Vão fazer parte agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, polícias locais, da Receita Federal e Forças Armadas. Moro ainda afirmou que a meta do governo é diminuir homicídios e feminicídios no país. "60 mil homicídios por ano não é um número normal e aceitável. Não podemos ter política de convivência pacífica com essas grandes organizações criminosas", disse. "Até março deste ano, não tínhamos estatísticas oficiais nacionais sobre a segurança, nem sequer de assassinatos. Conseguimos finalmente ter esses dados disponíveis na página do ministério", apontou. Ele traçou um paralelo da situação da segurança com a inflação: "Os brasileiros começaram a aceitar aquilo como algo normal".

Sobre corrupção, segurança pública, crime organizado e criminalidade violenta, Moro reforçou que conta com o apoio da sociedade para vencer esses desafios. Lembrou também o trabalho na maior operação judicial e policial do país. "A Lava Jato foi muito difícil. Temos que reconhecer que temos uma tradição da impunidade e de grande corrupção. Com suas virtudes e seus eventuais erros, mudou esse padrão. Agora, vejo o trabalho como ministro como uma continuidade do trabalho que era feito. Temos como lema fazer a coisa certa, do jeito certo, pelos motivos certos."

Moro também sugeriu que a Acaert lidere campanha para aprovação do Pacote Anticrime que tramita no Congresso Nacional. Antes da palestra, o ministro conheceu o trabalho da associação, que foi mostrado em vídeos, entre eles o da mobilização da radiodifusão em favor da reforma da previdência. "Rogo que a Acaert apoie também o Pacote Anticrime", afirmou. A palestra teve o prestígio de boa parte dos desembargadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, secretários de Estado, vereadores e presidentes das organizações que formam o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina - Cofem, além da vice-presidente da Abert, Marise Westphal Hartke, ex-presidentes, dirigentes e associados da Acaert.

Já prestigiaram a iniciativa da Acaert o presidente da República, Jair Bolsonaro; o vice, Hamilton Mourão; o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM); e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. No dia 11 de outubro, o convidado será o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira. O projeto "MOMENTO BRASIL - CONHECER, CONTRIBUIR E AGIR" tem o objetivo de trazer ao Estado de Santa Catarina personalidades de destaque nacional para debater temas importantes voltados à política e economia, além de mostrar aos convidados e ao público presente os conceitos da mídia regional (com informações da Rede Notícias Acaert).


Assessoria de Imprensa/NCI


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