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Grupo Escoteiro Leão do Mar completa 39 anos

Para comemorar promove uma macarronada neste sábado

Sexta, 25/10/2019 16:42.
Grupo levou 220 associados para o ACAMPAIS, em setembro, em Florianópolis

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O Grupo Escoteiro Leão do Mar, de Balneário Camboriú, está completando 39 anos e vai comemorar a data com uma macarronada. neste sábado (26), ao lado do Parque Ecológico, a partir das 19h.

O Leão do Mar é o segundo maior de Santa Catarina, com mais de 300 membros entre crianças, adolescentes e jovens. Participa ativamente do movimento escoteiro a nível nacional e até mundial, e a história do grupo se cruza com a da Família Bini, representada por Renato Bini, que faleceu nesse ano e dedicou 33 anos de sua vida ao escoteiro. Ele era pai de Alexandre, atual presidente do Leão do Mar, a quem uma semana antes de falecer passou o ‘bastão’ de chefe e pediu que o filho continuasse sua trajetória no escotismo.

História

O Leão do Mar surgiu através de Miguel Carvalho e de algumas famílias e professores do Colégio João Goulart, que queriam propiciar atividades saudáveis e diferenciadas a seus filhos e a outros jovens da cidade. O Lions Clube Leão do Mar (que batizou o grupo) apoiou a criação, organizando os primeiros procedimentos, convidando a direção regional escoteira, e marcando as reuniões necessárias para informar as famílias interessadas. De lá pra cá o grupo só cresceu, envolvendo-se com eventos nacionais e tendo inclusive representantes a nível internacional.

Leão e os Bini

O presidente Alexandre estava em viagem de trabalho e por isso o Página 3 conversou com a esposa dele, Cristiane, que também possui história com o escotismo desde 1998. Em uma entrevista emocionante, ela relembrou a história do sogro e do esposo, que começaram juntos no movimento escoteiro.

A história dos Bini com o escotismo começou ainda em Itajaí. Alexandre viu escoteiros na rua, quando tinha 11 anos, e disse ao pai que queria participar. Renato, que era contador de uma empresa pesqueira, levou o filho e logo foi convidado para integrar a nova diretoria do grupo, que estava sendo eleita.

Ele entrou como vice, mas o então presidente deixou o cargo após um tempo e Renato teve que assumir o comando do grupo.

“Ali ele começou a criar uma cultura de movimento escoteiro que se perpetuou nos últimos 30 anos. Já o Alexandre foi escoteiro, sênior, pioneiro e chefe. Quando ele foi fazer a faculdade em Florianópolis se afastou para estudar e trabalhar. E o meu sogro não, ele continuou com uma carreira bastante longa dentro do movimento, inclusive sendo presidente da União dos Escoteiros de Santa Catarina e da União do Brasil também, além de presidir a direção nacional e ser conselheiro administrativo, ele ainda representou o Brasil em vários eventos internacionais”, conta.

Os filhos de Cris e Alexandre, João Matheus (que hoje é pioneiro) e Helena (a mais nova), também fazem parte do movimento. A história deles com o Leão do Mar é longa, inclusive o Renato, como membro da direção local, iria fechar o grupo por falta de condições de fazerem atividade. O presidente da época pediu mais uma chance e o Leão conseguiu ‘virar o jogo’, com apoio de Renato.

“É bem provável que a história dos nossos filhos se repita a exemplo do pai e do avô. Eu tenho contato com o escotismo desde 1998, quando estava começando a namorar o Alexandre. Meu primeiro contato foi no Jamboree, evento internacional que acontece em vários países. A primeira edição brasileira foi em Navegantes, com uma estrutura bem simples, mas muita participação. Por falta de ‘staff’, o Renato pediu que eu ajudasse e eu ajudei”, relembra.

Porém, Cris só integrou o grupo oficialmente anos depois, vivendo muito tempo ‘nos bastidores’, quando a filha Helena entrou no movimento escoteiro.

“Quando ela fez seis anos e meio, em 2012, ela entrou no movimento e a minha primeira atividade no Leão foi um Jamboree Nacional. Ou seja, minha segunda atividade com lenço (chamam de ‘estar promessada’), foi novamente no Jamboree, dessa vez no Rio de Janeiro”, explica.

Memórias e futuro

Há algum tempo, Renato vinha falando sobre se aposentar. Mesmo que ‘uma vez escoteiro sempre escoteiro’ (lema do movimento), ele queria passar um tempo com a família e curtir momentos como viagens – ele tinha um motor-home. Na última assembleia que houve de todos os grupos da região, em março (dias 23 e 24), Renato anunciou em discurso que se afastaria do trabalho a nível nacional.

“Eu e o Alexandre estávamos também, representando o Leão do Mar, e no sábado à noite, onde acontece uma solenidade, meu sogro foi convidado a dar seu depoimento sobre o movimento escoteiro. Ele falou da trajetória dele, que entrou no movimento através do Alexandre. Disse que era muito feliz, mas que estava se despedindo”, conta.

Renato entregaria o cargo em abril, e começou seu discurso citando Baden-Powell, fundador do movimento escoteiro, falando sobre a despedida (Discurso de despedida de Peter Pan).

“Ele disse que sempre temos que estar nos despedindo das pessoas, mas falou que apesar de estar se despedindo não planejava morrer nos próximos dias, mas infelizmente ele veio a falecer uma semana depois. No meio do discurso caiu a ficha para mim que era o último discurso dele, que eu não ia mais ver ele ali em cima. Peguei o celular e comecei a filmar. Sempre chamei ele de ‘chefe vovô’, era o último discurso dele”, relata emocionada.

Foi nesse momento que Renato pediu que Alexandre se levantasse, no meio de 700 pessoas, e disse que estava ‘passando o bastão’ para ele.

“Foi muito bonito. O filho que colocou ele no movimento, e agora era presidente de um dos maiores grupos do Estado. Então foi extremamente marcante para todo mundo. Na sexta-feira seguinte ele faleceu. Ele teve um AVC, passou dois, três dias no hospital, mas já tinha morte cerebral. Doou todos os órgãos, e estamos só na saudade”, completa.

39 anos

Durante o festejo dos 39 anos de Leão do Mar, que será uma macarronada realizada neste sábado (26), Renato irá receber ‘in memorian’ uma medalha de 30 anos de bons serviços. Ele vem recebendo muitas homenagens, inclusive na última semana foi homenageado pela prefeitura de Itajaí como nome de uma rua. No Jamboree Mundial, que ocorreu em julho nos Estados Unidos, ele também foi citado.

“Sábado vai ser bem emocionante, a vovó Lilian, esposa dele, optou pelos netos receberem a medalha. Nossa família toda é escoteira, os que não entraram é porque são os pequenos e os que saíram pretendem voltar”, finaliza.

Os convites para a macarronada dos 39 anos do Leão do Mar estão à venda por R$ 30 (acompanha um copo personalizado). O evento será sábado (26), a partir das 19h, ao lado do Parque Ecológico (Alameda Delfim de Pádua Peixoto, 195, no Bairro dos Municípios). Mais informações: 98826-2671.

Grupo bateu o recorde brasileiro de montagem de redes de acampamento

Última foto da Cris e do Alexandre com o Renato, no dia do discurso de despedida

Todos os Binis escoteiros, nos 35 anos do grupo

Limpeza do Rio Camboriú com jangadas feitas de garrafas pets pelos seniores


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Página 3
Grupo levou 220 associados para o ACAMPAIS, em setembro, em Florianópolis
Grupo levou 220 associados para o ACAMPAIS, em setembro, em Florianópolis

Grupo Escoteiro Leão do Mar completa 39 anos

Para comemorar promove uma macarronada neste sábado

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Sexta, 25/10/2019 16:42.

O Grupo Escoteiro Leão do Mar, de Balneário Camboriú, está completando 39 anos e vai comemorar a data com uma macarronada. neste sábado (26), ao lado do Parque Ecológico, a partir das 19h.

O Leão do Mar é o segundo maior de Santa Catarina, com mais de 300 membros entre crianças, adolescentes e jovens. Participa ativamente do movimento escoteiro a nível nacional e até mundial, e a história do grupo se cruza com a da Família Bini, representada por Renato Bini, que faleceu nesse ano e dedicou 33 anos de sua vida ao escoteiro. Ele era pai de Alexandre, atual presidente do Leão do Mar, a quem uma semana antes de falecer passou o ‘bastão’ de chefe e pediu que o filho continuasse sua trajetória no escotismo.

História

O Leão do Mar surgiu através de Miguel Carvalho e de algumas famílias e professores do Colégio João Goulart, que queriam propiciar atividades saudáveis e diferenciadas a seus filhos e a outros jovens da cidade. O Lions Clube Leão do Mar (que batizou o grupo) apoiou a criação, organizando os primeiros procedimentos, convidando a direção regional escoteira, e marcando as reuniões necessárias para informar as famílias interessadas. De lá pra cá o grupo só cresceu, envolvendo-se com eventos nacionais e tendo inclusive representantes a nível internacional.

Leão e os Bini

O presidente Alexandre estava em viagem de trabalho e por isso o Página 3 conversou com a esposa dele, Cristiane, que também possui história com o escotismo desde 1998. Em uma entrevista emocionante, ela relembrou a história do sogro e do esposo, que começaram juntos no movimento escoteiro.

A história dos Bini com o escotismo começou ainda em Itajaí. Alexandre viu escoteiros na rua, quando tinha 11 anos, e disse ao pai que queria participar. Renato, que era contador de uma empresa pesqueira, levou o filho e logo foi convidado para integrar a nova diretoria do grupo, que estava sendo eleita.

Ele entrou como vice, mas o então presidente deixou o cargo após um tempo e Renato teve que assumir o comando do grupo.

“Ali ele começou a criar uma cultura de movimento escoteiro que se perpetuou nos últimos 30 anos. Já o Alexandre foi escoteiro, sênior, pioneiro e chefe. Quando ele foi fazer a faculdade em Florianópolis se afastou para estudar e trabalhar. E o meu sogro não, ele continuou com uma carreira bastante longa dentro do movimento, inclusive sendo presidente da União dos Escoteiros de Santa Catarina e da União do Brasil também, além de presidir a direção nacional e ser conselheiro administrativo, ele ainda representou o Brasil em vários eventos internacionais”, conta.

Os filhos de Cris e Alexandre, João Matheus (que hoje é pioneiro) e Helena (a mais nova), também fazem parte do movimento. A história deles com o Leão do Mar é longa, inclusive o Renato, como membro da direção local, iria fechar o grupo por falta de condições de fazerem atividade. O presidente da época pediu mais uma chance e o Leão conseguiu ‘virar o jogo’, com apoio de Renato.

“É bem provável que a história dos nossos filhos se repita a exemplo do pai e do avô. Eu tenho contato com o escotismo desde 1998, quando estava começando a namorar o Alexandre. Meu primeiro contato foi no Jamboree, evento internacional que acontece em vários países. A primeira edição brasileira foi em Navegantes, com uma estrutura bem simples, mas muita participação. Por falta de ‘staff’, o Renato pediu que eu ajudasse e eu ajudei”, relembra.

Porém, Cris só integrou o grupo oficialmente anos depois, vivendo muito tempo ‘nos bastidores’, quando a filha Helena entrou no movimento escoteiro.

“Quando ela fez seis anos e meio, em 2012, ela entrou no movimento e a minha primeira atividade no Leão foi um Jamboree Nacional. Ou seja, minha segunda atividade com lenço (chamam de ‘estar promessada’), foi novamente no Jamboree, dessa vez no Rio de Janeiro”, explica.

Memórias e futuro

Há algum tempo, Renato vinha falando sobre se aposentar. Mesmo que ‘uma vez escoteiro sempre escoteiro’ (lema do movimento), ele queria passar um tempo com a família e curtir momentos como viagens – ele tinha um motor-home. Na última assembleia que houve de todos os grupos da região, em março (dias 23 e 24), Renato anunciou em discurso que se afastaria do trabalho a nível nacional.

“Eu e o Alexandre estávamos também, representando o Leão do Mar, e no sábado à noite, onde acontece uma solenidade, meu sogro foi convidado a dar seu depoimento sobre o movimento escoteiro. Ele falou da trajetória dele, que entrou no movimento através do Alexandre. Disse que era muito feliz, mas que estava se despedindo”, conta.

Renato entregaria o cargo em abril, e começou seu discurso citando Baden-Powell, fundador do movimento escoteiro, falando sobre a despedida (Discurso de despedida de Peter Pan).

“Ele disse que sempre temos que estar nos despedindo das pessoas, mas falou que apesar de estar se despedindo não planejava morrer nos próximos dias, mas infelizmente ele veio a falecer uma semana depois. No meio do discurso caiu a ficha para mim que era o último discurso dele, que eu não ia mais ver ele ali em cima. Peguei o celular e comecei a filmar. Sempre chamei ele de ‘chefe vovô’, era o último discurso dele”, relata emocionada.

Foi nesse momento que Renato pediu que Alexandre se levantasse, no meio de 700 pessoas, e disse que estava ‘passando o bastão’ para ele.

“Foi muito bonito. O filho que colocou ele no movimento, e agora era presidente de um dos maiores grupos do Estado. Então foi extremamente marcante para todo mundo. Na sexta-feira seguinte ele faleceu. Ele teve um AVC, passou dois, três dias no hospital, mas já tinha morte cerebral. Doou todos os órgãos, e estamos só na saudade”, completa.

39 anos

Durante o festejo dos 39 anos de Leão do Mar, que será uma macarronada realizada neste sábado (26), Renato irá receber ‘in memorian’ uma medalha de 30 anos de bons serviços. Ele vem recebendo muitas homenagens, inclusive na última semana foi homenageado pela prefeitura de Itajaí como nome de uma rua. No Jamboree Mundial, que ocorreu em julho nos Estados Unidos, ele também foi citado.

“Sábado vai ser bem emocionante, a vovó Lilian, esposa dele, optou pelos netos receberem a medalha. Nossa família toda é escoteira, os que não entraram é porque são os pequenos e os que saíram pretendem voltar”, finaliza.

Os convites para a macarronada dos 39 anos do Leão do Mar estão à venda por R$ 30 (acompanha um copo personalizado). O evento será sábado (26), a partir das 19h, ao lado do Parque Ecológico (Alameda Delfim de Pádua Peixoto, 195, no Bairro dos Municípios). Mais informações: 98826-2671.

Grupo bateu o recorde brasileiro de montagem de redes de acampamento

Última foto da Cris e do Alexandre com o Renato, no dia do discurso de despedida

Todos os Binis escoteiros, nos 35 anos do grupo

Limpeza do Rio Camboriú com jangadas feitas de garrafas pets pelos seniores


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