Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Profissionais de Educação Física pedem equiparação salarial e enquadramento na área da Saúde

Segundo os profissionais de Educação Física que estiveram nesta tarde na praça, o prefeito Fabrício Oliveira marcou e cancelou três reuniões recentes.

Segunda, 28/10/2019 7:28.
Renata Rutes
Professores com alguns pais e alunos na Tamandaré nesta segunda-feira

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Os profissionais de Educação Física da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC) se reuniram na tarde desta segunda-feira (28) na praça Tamandaré para se manifestar, pedindo por enquadramento na área da Saúde (atualmente eles pertencem à Fundação) e por equiparação salarial – pedidos que são feitos há mais de dois anos. Uma reunião para tratar do assunto deve acontecer quinta-feira (31) na prefeitura.

A Resolução 218 do Conselho Nacional de Saúde e o pedido de equiparação salarial protocolado pelos efetivos em julho de 2017, continuam sem resposta. Segundo os profissionais de Educação Física que estiveram nesta tarde na praça, o prefeito Fabrício Oliveira marcou e cancelou três reuniões recentes.

Os cerca de 50 profissionais de Educação Física efetivos e ACTs (admitidos em caráter temporário) da FMEBC pedem que a prefeitura os enquadre na área da Saúde (já incorporada pelo Ministério da Saúde a nível nacional) e equiparação salarial (assim eles passarão a receber R$ 3.951,58, ao invés de R$ 2.399,60 que ganham hoje pela Fundação – sem horas extras, mesmo em casos de viagens para disputar campeonatos e trabalhos em finais de semana).

Os profissionais de Balneário usam de exemplos os profissionais de Educação Física da Fundação Municipal de Esportes de Itajaí, que recebem hoje R$ 3.878,18, não justificando o salário pago ao servidor de Balneário Camboriú. Isso acaba desestimulando a classe, que trabalha em média 40 horas semanais.

Um pedido de três anos

O profissional de Educação Física Gilberto Costa Júnior explicou à reportagem do Página3 que o objetivo da reunião foi principalmente o enquadramento na área da Saúde, já que hoje eles são funcionários da prefeitura mas ficam meio ‘de lado’ não pertencem nem à área da Educação e nem à Saúde.

“Hoje não estamos em área nenhuma, por isso a nossa luta é para sermos enquadrados na área da Saúde, que é o que o Conselho Nacional de Saúde homologou em 1997. No Brasil inteiro, sendo bacharel ou licenciado, somos considerados profissionais da área da Saúde. Nosso pedido já está se arrastando há quase três anos. Tivemos reuniões nesse ano, prometeram que iam levar o projeto para a Câmara, falaram que já tinha um projeto no Legislativo, fomos atrás e descobrimos que não tinha nada”, conta.

Gilberto salienta que desejam que haja ‘um pouquinho mais de zelo’ da parte do prefeito Fabrício Oliveira e seu gabinete e que mandem o projeto até o fim desse ano para a Câmara, lembrando que 2020 é ano eleitoral e restringe o período de aprovação do Legislativo. Eles pedem também a equiparação salarial, lembrando que ‘todo mundo tem conta para pagar, todo mundo tem família e necessita’.

“Só de efetivos são 23 profissionais, mais cerca de 25, 30 ACTs, ou seja, somos aproximadamente 50 professores que serão beneficiados. São os nossos direitos. A maioria das cidades da nossa região já trabalham dessa forma”, acrescenta.

O profissional pontua ainda que os profissionais da FMEBC atendem desde crianças como até idosos, através das escolinhas e projetos como Maturidade Saudável e que ganham por hora (40h semanais), sem nenhum extra.

“Quando deixamos a família em casa e vamos para campeonato, ficando uma semana fora dormindo em alojamento, não ganhamos nada a mais por isso. Então é justo que tenhamos esse enquadramento”, afirma.

Projeto não foi para Câmara ainda

Segundo Gilberto, a superintendente da FMEBC, Mariana Dalvesco, sabe de toda a situação e pede ‘voto de confiança’ aos profissionais, mas que todos estão cansados e por isso decidiram se reunir.

“Estamos dando voto de confiança há três meses, desde a primeira reunião com o prefeito. É só da boca pra fora, palavra, palavra, palavra. Não resolveu nada até agora. Queremos um prazo, é isso que queremos. O prefeito precisa mandar o projeto para a Câmara e com urgência de análise, para até final de novembro os vereadores discutirem e conseguirem aprovar até 31 de dezembro. Inclusive temos contato com vários deles e eles estão por dentro e nos apoiam”, diz.

Reunião com prefeito

Na quinta-feira (31) foi marcada uma reunião na prefeitura, mas ainda não há nenhuma oficialização por parte da prefeitura a respeito das solicitações dos profissionais.

“Só foi solicitado que não fizéssemos essa reunião, mas nada foi oficializado como ‘vamos assinar o projeto’. Até quando teve a última reunião, há pouco mais de um mês, foi falado que eles entrariam em contato com a gente para fazemos o projeto com eles e até agora ninguém fez nada. A gente manda mensagem, não respondem. Só tivemos retorno quando marcamos essa manifestação, aí entraram em contato pedindo que não fizéssemos para não ficar uma imagem ruim para eles”, completa.


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Página 3
Renata Rutes
Professores com alguns pais e alunos na Tamandaré nesta segunda-feira
Professores com alguns pais e alunos na Tamandaré nesta segunda-feira

Profissionais de Educação Física pedem equiparação salarial e enquadramento na área da Saúde

Segundo os profissionais de Educação Física que estiveram nesta tarde na praça, o prefeito Fabrício Oliveira marcou e cancelou três reuniões recentes.

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Segunda, 28/10/2019 7:28.

Os profissionais de Educação Física da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC) se reuniram na tarde desta segunda-feira (28) na praça Tamandaré para se manifestar, pedindo por enquadramento na área da Saúde (atualmente eles pertencem à Fundação) e por equiparação salarial – pedidos que são feitos há mais de dois anos. Uma reunião para tratar do assunto deve acontecer quinta-feira (31) na prefeitura.

A Resolução 218 do Conselho Nacional de Saúde e o pedido de equiparação salarial protocolado pelos efetivos em julho de 2017, continuam sem resposta. Segundo os profissionais de Educação Física que estiveram nesta tarde na praça, o prefeito Fabrício Oliveira marcou e cancelou três reuniões recentes.

Os cerca de 50 profissionais de Educação Física efetivos e ACTs (admitidos em caráter temporário) da FMEBC pedem que a prefeitura os enquadre na área da Saúde (já incorporada pelo Ministério da Saúde a nível nacional) e equiparação salarial (assim eles passarão a receber R$ 3.951,58, ao invés de R$ 2.399,60 que ganham hoje pela Fundação – sem horas extras, mesmo em casos de viagens para disputar campeonatos e trabalhos em finais de semana).

Os profissionais de Balneário usam de exemplos os profissionais de Educação Física da Fundação Municipal de Esportes de Itajaí, que recebem hoje R$ 3.878,18, não justificando o salário pago ao servidor de Balneário Camboriú. Isso acaba desestimulando a classe, que trabalha em média 40 horas semanais.

Um pedido de três anos

O profissional de Educação Física Gilberto Costa Júnior explicou à reportagem do Página3 que o objetivo da reunião foi principalmente o enquadramento na área da Saúde, já que hoje eles são funcionários da prefeitura mas ficam meio ‘de lado’ não pertencem nem à área da Educação e nem à Saúde.

“Hoje não estamos em área nenhuma, por isso a nossa luta é para sermos enquadrados na área da Saúde, que é o que o Conselho Nacional de Saúde homologou em 1997. No Brasil inteiro, sendo bacharel ou licenciado, somos considerados profissionais da área da Saúde. Nosso pedido já está se arrastando há quase três anos. Tivemos reuniões nesse ano, prometeram que iam levar o projeto para a Câmara, falaram que já tinha um projeto no Legislativo, fomos atrás e descobrimos que não tinha nada”, conta.

Gilberto salienta que desejam que haja ‘um pouquinho mais de zelo’ da parte do prefeito Fabrício Oliveira e seu gabinete e que mandem o projeto até o fim desse ano para a Câmara, lembrando que 2020 é ano eleitoral e restringe o período de aprovação do Legislativo. Eles pedem também a equiparação salarial, lembrando que ‘todo mundo tem conta para pagar, todo mundo tem família e necessita’.

“Só de efetivos são 23 profissionais, mais cerca de 25, 30 ACTs, ou seja, somos aproximadamente 50 professores que serão beneficiados. São os nossos direitos. A maioria das cidades da nossa região já trabalham dessa forma”, acrescenta.

O profissional pontua ainda que os profissionais da FMEBC atendem desde crianças como até idosos, através das escolinhas e projetos como Maturidade Saudável e que ganham por hora (40h semanais), sem nenhum extra.

“Quando deixamos a família em casa e vamos para campeonato, ficando uma semana fora dormindo em alojamento, não ganhamos nada a mais por isso. Então é justo que tenhamos esse enquadramento”, afirma.

Projeto não foi para Câmara ainda

Segundo Gilberto, a superintendente da FMEBC, Mariana Dalvesco, sabe de toda a situação e pede ‘voto de confiança’ aos profissionais, mas que todos estão cansados e por isso decidiram se reunir.

“Estamos dando voto de confiança há três meses, desde a primeira reunião com o prefeito. É só da boca pra fora, palavra, palavra, palavra. Não resolveu nada até agora. Queremos um prazo, é isso que queremos. O prefeito precisa mandar o projeto para a Câmara e com urgência de análise, para até final de novembro os vereadores discutirem e conseguirem aprovar até 31 de dezembro. Inclusive temos contato com vários deles e eles estão por dentro e nos apoiam”, diz.

Reunião com prefeito

Na quinta-feira (31) foi marcada uma reunião na prefeitura, mas ainda não há nenhuma oficialização por parte da prefeitura a respeito das solicitações dos profissionais.

“Só foi solicitado que não fizéssemos essa reunião, mas nada foi oficializado como ‘vamos assinar o projeto’. Até quando teve a última reunião, há pouco mais de um mês, foi falado que eles entrariam em contato com a gente para fazemos o projeto com eles e até agora ninguém fez nada. A gente manda mensagem, não respondem. Só tivemos retorno quando marcamos essa manifestação, aí entraram em contato pedindo que não fizéssemos para não ficar uma imagem ruim para eles”, completa.


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