Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Quadro enviado pela PM reforça suspeitas em compra de helicóptero

Domingo, 8/9/2019 10:07.
Reprodução
O helicóptero, na época em que pertencia à polícia da Califórnia.

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Explicações por escrito e um quadro comparativo de preços enviado ao Página 3 por Marcelo Passamai, assessor de comunicação do Comando Geral da Polícia Militar, reforça as suspeitas de irregularidades e favorecimento às fornecedoras Helisul e Volare Táxi Aéreo, na operação de compra de um helicóptero para aquela corporação.

Após questionamentos da reportagem o assessor apagou o quadro no diálogo por whatsapp e enviou novo texto explicativo.

Este helicóptero foi comprado por construtores de Balneário Camboriú, no âmbito de um acordo judicial, atendendo especificações de marca, modelo, fornecedor e preço fixadas pela Polícia Militar.

Não houve licitação ou tomada de outros preços.

Na terceira coluna à direita do quadro o assessor de comunicação da PM demonstra que o helicóptero custou à Helisul (dona da Volare) em junho de 2011, o valor de 1.002.387,909 dólares e que equipamentos adicionais e manutenção por dois anos justificariam a o preço final pago pelos construtores, em torno de 2 milhões de dólares.

Tudo leva a crer que o preço foi fixado pela próprio Helisul e não a partir de pesquisas de mercado.

O acordo dos construtores foi fechado no dia 13 de dezembro do ano passado, cindo dias depois a Helisul vendeu o helicóptero à Volare por R$ 680 mil e em 29 de dezembro a Volare vendeu a aeronave por R$ 8,2 milhões.

O Ministério Público de Balneário Camboriú está investigando o assunto.

O quadro enviado pelo assessor da PM e os di´palogos com a reportagem do Página 3 por Whatsapp


* Dados extraídos do Portal da Transparência SC dos anos de 2012 e 2013 e contratados pelo CBMSC.
** Valor extraído dos Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB da ANAC.

AO INVÉS DA TABELA, SEGUE EXPLICAÇÃO DOS VALORES POR ESCRITO. ACHO QUE FICA MAIS PRÁTICO PARA VOCÊ:

O valor pago pela aeronave comprada pelo TAC e doada a PMSC faz parte de um pacote de garantias e vantagens que fora estipulado pela Corporação em consonância com a forma do emprego operacional do helicóptero, ou seja, o seu pronto emprego na atividade de Segurança Pública e Defesa Civil. O modelo especificado deviria encontrar-se pronto para ser empregado no serviço Policial e de Resgate, condições que nos possibilitariam a criação e ativação imediata da Unidade Aérea na região do Vale do Itajaí. Por tais razões, o helicóptero deveria estar todo equipado para a atividade Policial. O fato de trata-se de um Esquilo AS 350 B2, deve-se por questões de padronização da frota de aeronaves de asas rotativas no âmbito da PM, como já explanado anteriormente, aparelhos que hoje já são operados nas cidades de Joinville e Lages, sedes das 2ª e 5ª Companhias de Aviação da PMSC.

O preço da proposta, estimado por nós, sem o apoio técnico e seguro, ficaria na casa dos 1,7 Milhões de dólares (aproximadamente R$ 6.000.000,00, utilizando uma cotação média de R$ 3,50), com todos os equipamentos listados. O valor de mercado da mesma, esclarecendo, que na aviação devemos considerar em muito a disponibilidade dos componentes, e não o ano, pura e simplesmente, giraria em torno de 1,2 a 1,3 Milhões de dólares (aeronave civil desequipada). Para se ter uma ideia, somente o farol de busca e a porta de correr do lado direito, para citar dois, dos vários equipamentos opcionais instalados na aeronave proposta, ficariam na casa dos 500 mil dólares (aproximadamente R$ 1.750.000,00 utilizando uma cotação média de R$ 3,50).

Com os equipamentos listados, e considerando a manutenção e seguros embutidos, estaríamos diante de um orçamento revestido de total viabilidade, e dentro dos valores de mercado. Devemos considerar ainda, a pronta entrega, e imediata capacidade de operação, uma vez que nossas tripulações já se encontram familiarizadas com tal aparelho.

Tratava-se então, de uma oportunidade única dentro das pretensões de expansão da atividade aérea da Corporação, ou seja, a imediata atuação policial na região de Balneário Camboriú e cidades vizinhas, com uma aeronave PRONTA para a atividade Policial Militar por um valor bastante acessível, conforme informado.

O pacote estipulado pelo TAC elencava as seguintes condições:

 Apoio técnico operacional por dois anos, que inclui todo o apoio do plano de manutenção da aeronave níveis 1 e 2 e a presença de um mecânico na sede da Base em Balneário Camboriú (economia de aproximadamente R$ 1.400.00,00);
 Seguro da aeronave também por dois anos no valor aproximado de R$ 500.000,00;
Principais equipamentos contemplados:
 Farol de busca Spectrolab SX-16 nightsun;
 Portas corrediças de ambos os lados;
 Esqui alto com degrau alongado;
 Sistema de gancho de carga externo;
 Cesto de combate a incêndio, Bambi Bucket;
 Kit corta cabos, superior e inferior;
 Kit rapel duplo em ambas as portas;
 Kit maca aeromédica longitudinal homologada;
 Bancos do piloto e co-piloto anti-crash;
 Pintura no padrão PMSC;
 Radio Policial padrão PMSC;
 GPS aeronáutico da Garmin;
 T-cas;
 Rodas de manobras para movimentação da aeronave no solo;
 Fonte externa para acionamento da aeronave.

Outro ponto importantíssimo estipulado na proposta apresentada pela Corporação, quando da possibilidade da compra para doação, foi a disponibilidade de horas de voo dos componentes de motor e célula:
 Motor com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Transmissão principal com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Principais componentes do sistema do rotor principal, exceto as pás, com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Pás do rotor principal com no mínimo 10.000 horas disponíveis;
 Transmissão traseira com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Pás do rotor traseiro com no mínimo 2.000 horas disponíveis.

Como visto acima, o valor da compra para doação não seria apenas restrita a aeronave, mas também ao pacote de itens necessários a sua configuração para emprego na atividade aérea Policial e de Resgate, vislumbrando assim, a ativação imediata da Base na cidade e o início das operações com a aeronave na região. Tal pacote teria então o valor total de R$ 8.325.000,00 na sua totalidade e geraria uma economia de aproximadamente 2 Milhões de Reais por um período de 2 anos.

Só a titulo de ilustração, a hora voo desta máquina hoje está em torno de R$ 800,00, pelo menos 4 vezes menos que uma aeronave nesta configuração e sem o amparo destes dois anos de seguro e manutenção, como fora estipulado pelo TAC imposto pelo MP Estadual.

O que deve ser levado em consideração, se a escolha recaísse em um aparelho convencional, desequipado e/ou civil, se assim pudermos considerá-lo, é que dependeríamos da aquisição posterior de toda essa gama de opcionais para adequá-la a uma versão de aeronave Policial, o que oneraria em muito os cofres públicos. Uma vez que a Corporação aceitasse a doação do bem, esta se tornaria inadequada pelos valores que teríamos que desembolsar para torná-la operacional, sem falar no tempo necessário para deixá-la pronta e equipada para o pronto emprego (disponibilidade no mercado de alguns assessórios).


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Página 3
Reprodução
O helicóptero, na época em que pertencia à polícia da Califórnia.
O helicóptero, na época em que pertencia à polícia da Califórnia.

Quadro enviado pela PM reforça suspeitas em compra de helicóptero

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Domingo, 8/9/2019 10:07.

Explicações por escrito e um quadro comparativo de preços enviado ao Página 3 por Marcelo Passamai, assessor de comunicação do Comando Geral da Polícia Militar, reforça as suspeitas de irregularidades e favorecimento às fornecedoras Helisul e Volare Táxi Aéreo, na operação de compra de um helicóptero para aquela corporação.

Após questionamentos da reportagem o assessor apagou o quadro no diálogo por whatsapp e enviou novo texto explicativo.

Este helicóptero foi comprado por construtores de Balneário Camboriú, no âmbito de um acordo judicial, atendendo especificações de marca, modelo, fornecedor e preço fixadas pela Polícia Militar.

Não houve licitação ou tomada de outros preços.

Na terceira coluna à direita do quadro o assessor de comunicação da PM demonstra que o helicóptero custou à Helisul (dona da Volare) em junho de 2011, o valor de 1.002.387,909 dólares e que equipamentos adicionais e manutenção por dois anos justificariam a o preço final pago pelos construtores, em torno de 2 milhões de dólares.

Tudo leva a crer que o preço foi fixado pela próprio Helisul e não a partir de pesquisas de mercado.

O acordo dos construtores foi fechado no dia 13 de dezembro do ano passado, cindo dias depois a Helisul vendeu o helicóptero à Volare por R$ 680 mil e em 29 de dezembro a Volare vendeu a aeronave por R$ 8,2 milhões.

O Ministério Público de Balneário Camboriú está investigando o assunto.

O quadro enviado pelo assessor da PM e os di´palogos com a reportagem do Página 3 por Whatsapp


* Dados extraídos do Portal da Transparência SC dos anos de 2012 e 2013 e contratados pelo CBMSC.
** Valor extraído dos Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB da ANAC.

AO INVÉS DA TABELA, SEGUE EXPLICAÇÃO DOS VALORES POR ESCRITO. ACHO QUE FICA MAIS PRÁTICO PARA VOCÊ:

O valor pago pela aeronave comprada pelo TAC e doada a PMSC faz parte de um pacote de garantias e vantagens que fora estipulado pela Corporação em consonância com a forma do emprego operacional do helicóptero, ou seja, o seu pronto emprego na atividade de Segurança Pública e Defesa Civil. O modelo especificado deviria encontrar-se pronto para ser empregado no serviço Policial e de Resgate, condições que nos possibilitariam a criação e ativação imediata da Unidade Aérea na região do Vale do Itajaí. Por tais razões, o helicóptero deveria estar todo equipado para a atividade Policial. O fato de trata-se de um Esquilo AS 350 B2, deve-se por questões de padronização da frota de aeronaves de asas rotativas no âmbito da PM, como já explanado anteriormente, aparelhos que hoje já são operados nas cidades de Joinville e Lages, sedes das 2ª e 5ª Companhias de Aviação da PMSC.

O preço da proposta, estimado por nós, sem o apoio técnico e seguro, ficaria na casa dos 1,7 Milhões de dólares (aproximadamente R$ 6.000.000,00, utilizando uma cotação média de R$ 3,50), com todos os equipamentos listados. O valor de mercado da mesma, esclarecendo, que na aviação devemos considerar em muito a disponibilidade dos componentes, e não o ano, pura e simplesmente, giraria em torno de 1,2 a 1,3 Milhões de dólares (aeronave civil desequipada). Para se ter uma ideia, somente o farol de busca e a porta de correr do lado direito, para citar dois, dos vários equipamentos opcionais instalados na aeronave proposta, ficariam na casa dos 500 mil dólares (aproximadamente R$ 1.750.000,00 utilizando uma cotação média de R$ 3,50).

Com os equipamentos listados, e considerando a manutenção e seguros embutidos, estaríamos diante de um orçamento revestido de total viabilidade, e dentro dos valores de mercado. Devemos considerar ainda, a pronta entrega, e imediata capacidade de operação, uma vez que nossas tripulações já se encontram familiarizadas com tal aparelho.

Tratava-se então, de uma oportunidade única dentro das pretensões de expansão da atividade aérea da Corporação, ou seja, a imediata atuação policial na região de Balneário Camboriú e cidades vizinhas, com uma aeronave PRONTA para a atividade Policial Militar por um valor bastante acessível, conforme informado.

O pacote estipulado pelo TAC elencava as seguintes condições:

 Apoio técnico operacional por dois anos, que inclui todo o apoio do plano de manutenção da aeronave níveis 1 e 2 e a presença de um mecânico na sede da Base em Balneário Camboriú (economia de aproximadamente R$ 1.400.00,00);
 Seguro da aeronave também por dois anos no valor aproximado de R$ 500.000,00;
Principais equipamentos contemplados:
 Farol de busca Spectrolab SX-16 nightsun;
 Portas corrediças de ambos os lados;
 Esqui alto com degrau alongado;
 Sistema de gancho de carga externo;
 Cesto de combate a incêndio, Bambi Bucket;
 Kit corta cabos, superior e inferior;
 Kit rapel duplo em ambas as portas;
 Kit maca aeromédica longitudinal homologada;
 Bancos do piloto e co-piloto anti-crash;
 Pintura no padrão PMSC;
 Radio Policial padrão PMSC;
 GPS aeronáutico da Garmin;
 T-cas;
 Rodas de manobras para movimentação da aeronave no solo;
 Fonte externa para acionamento da aeronave.

Outro ponto importantíssimo estipulado na proposta apresentada pela Corporação, quando da possibilidade da compra para doação, foi a disponibilidade de horas de voo dos componentes de motor e célula:
 Motor com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Transmissão principal com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Principais componentes do sistema do rotor principal, exceto as pás, com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Pás do rotor principal com no mínimo 10.000 horas disponíveis;
 Transmissão traseira com no mínimo 1.500 horas disponíveis;
 Pás do rotor traseiro com no mínimo 2.000 horas disponíveis.

Como visto acima, o valor da compra para doação não seria apenas restrita a aeronave, mas também ao pacote de itens necessários a sua configuração para emprego na atividade aérea Policial e de Resgate, vislumbrando assim, a ativação imediata da Base na cidade e o início das operações com a aeronave na região. Tal pacote teria então o valor total de R$ 8.325.000,00 na sua totalidade e geraria uma economia de aproximadamente 2 Milhões de Reais por um período de 2 anos.

Só a titulo de ilustração, a hora voo desta máquina hoje está em torno de R$ 800,00, pelo menos 4 vezes menos que uma aeronave nesta configuração e sem o amparo destes dois anos de seguro e manutenção, como fora estipulado pelo TAC imposto pelo MP Estadual.

O que deve ser levado em consideração, se a escolha recaísse em um aparelho convencional, desequipado e/ou civil, se assim pudermos considerá-lo, é que dependeríamos da aquisição posterior de toda essa gama de opcionais para adequá-la a uma versão de aeronave Policial, o que oneraria em muito os cofres públicos. Uma vez que a Corporação aceitasse a doação do bem, esta se tornaria inadequada pelos valores que teríamos que desembolsar para torná-la operacional, sem falar no tempo necessário para deixá-la pronta e equipada para o pronto emprego (disponibilidade no mercado de alguns assessórios).


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