Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Fortes indícios de falcatruas na Secretaria de Planejamento de Balneário Camboriú

Sábado, 11/1/2020 11:06.
Waldemar Cezar Neto

Publicidade

Uma obra que foi embargada e no mesmo dia desembargada na esquina da Terceira Avenida com rua 2050, aponta para indícios de falcatruas na Secretaria do Planejamento de Balneário Camboriú.

O dono do imóvel registrou na prefeitura uma reforma com redução de área, mas em verdade alterou toda a construção, sem projeto específico para tal.

Aparentemente o objetivo foi fugir das exigências que a lei impõe para prédios novos naquela área central da cidade. Se essas regras fossem seguidas, a área construída do prédio deveria reduzir em cerca de 50%.

Após denúncia de vizinhos ao Página 3 a prefeitura embargou a obra em 19 de dezembro e surpreendentemente no mesmo dia liberou porque o interessado apresentou laudo alegando que durante a reforma a estrutura foi abalada e houve necessidade de construir uma nova.

O laudo foi assinado pelo engenheiro Rubens Farias de Albuquerque Neto que disse ao Página 3 ter registrado Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao CREA,, mas se recusou a mostrá-la à reportagem.

Nesse laudo, datado do dia do embargo, portanto feito às pressas, ele afirma que no início da demolição foi identificado abalo na estrutura causado por um acidente ocorrido em 2009.

Diz também que durante a demolição dos pavimentos superiores foi detectada a necessidade de “reforçar” a estrutura.

Em verdade o engenheiro que assinou o laudo nem era formado na época do acidente com o prédio e o alegado abalo de 2009 nunca ocorreu segundo engenheiro especialista em estruturas de concreto que foi ao local na época.

Também nada neste sentido foi relatado à prefeitura, nem mesmo nos dois laudos quinquenais que o proprietário deveria ter apresentado ao município, como prevê a legislação da cidade.

O que o engenheiro definiu como reforço na estrutura foi a construção de uma estrutura totalmente nova o que indica a probabilidade de abalo proposital da antiga para substituí-la ao arrepio da lei

Todas as etapas da obra deveriam ter sido fiscalizadas pela prefeitura, mas isso não ocorreu.

Existe a suspeita de que fatos semelhantes, para burlar a legislação municipal, tenham ocorrido e com a conivência da Secretaria do Planejamento.

COMO ERA O PRÉDIO

COMO ESTÁ FICANDO COM A "REFORMA"



Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
Waldemar Cezar Neto

Fortes indícios de falcatruas na Secretaria de Planejamento de Balneário Camboriú

Publicidade

Sábado, 11/1/2020 11:06.

Uma obra que foi embargada e no mesmo dia desembargada na esquina da Terceira Avenida com rua 2050, aponta para indícios de falcatruas na Secretaria do Planejamento de Balneário Camboriú.

O dono do imóvel registrou na prefeitura uma reforma com redução de área, mas em verdade alterou toda a construção, sem projeto específico para tal.

Aparentemente o objetivo foi fugir das exigências que a lei impõe para prédios novos naquela área central da cidade. Se essas regras fossem seguidas, a área construída do prédio deveria reduzir em cerca de 50%.

Após denúncia de vizinhos ao Página 3 a prefeitura embargou a obra em 19 de dezembro e surpreendentemente no mesmo dia liberou porque o interessado apresentou laudo alegando que durante a reforma a estrutura foi abalada e houve necessidade de construir uma nova.

O laudo foi assinado pelo engenheiro Rubens Farias de Albuquerque Neto que disse ao Página 3 ter registrado Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao CREA,, mas se recusou a mostrá-la à reportagem.

Nesse laudo, datado do dia do embargo, portanto feito às pressas, ele afirma que no início da demolição foi identificado abalo na estrutura causado por um acidente ocorrido em 2009.

Diz também que durante a demolição dos pavimentos superiores foi detectada a necessidade de “reforçar” a estrutura.

Em verdade o engenheiro que assinou o laudo nem era formado na época do acidente com o prédio e o alegado abalo de 2009 nunca ocorreu segundo engenheiro especialista em estruturas de concreto que foi ao local na época.

Também nada neste sentido foi relatado à prefeitura, nem mesmo nos dois laudos quinquenais que o proprietário deveria ter apresentado ao município, como prevê a legislação da cidade.

O que o engenheiro definiu como reforço na estrutura foi a construção de uma estrutura totalmente nova o que indica a probabilidade de abalo proposital da antiga para substituí-la ao arrepio da lei

Todas as etapas da obra deveriam ter sido fiscalizadas pela prefeitura, mas isso não ocorreu.

Existe a suspeita de que fatos semelhantes, para burlar a legislação municipal, tenham ocorrido e com a conivência da Secretaria do Planejamento.

COMO ERA O PRÉDIO

COMO ESTÁ FICANDO COM A "REFORMA"



Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade