Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Geral
Balneário Camboriú teve uma morte por afogamento e mais de dois mil casos de queimadura por água-viva

Segunda, 13/1/2020 11:37.
Fotos: Renata Rutes e Divulgação/Corpo de Bombeiros

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Mais de 50 guarda-vidas atuam somente na praia central de Balneário Camboriú, onde neste verão aconteceu uma morte por afogamento (na madrugada do dia 1º de janeiro) e ocorreram mais de dois mil casos de queimadura por água-viva, mas nenhum grave. As águas-vivas aparecem mais devido ao aquecimento do mar, mas a situação já se normalizou.

Afogamentos e arrastamentos

Assonalio em frente à base do Pontal Norte

O soldado do Corpo de Bombeiros de Balneário Camboriú e coordenador de praia,Wagner Assonalio, relembra o caso de morte por afogamento ocorrido na madrugada de Ano Novo e salienta que o banho de mar noturno ainda é uma das principais preocupações dos guarda-vidas, já que o turno de trabalho deles encerra às 20h.

“Mesmo nosso turno já tendo encerrado é comum fazermos rondas de quadriciclo, ver quem está na água e recomendar atenção. O uso de álcool é outro agravante. Já atendemos casos de amigos que, embriagados, decidiram fazer uma competição de quem chegava primeiro até a Ilha das Cabras. O descuido é geral, com homens, mulheres, jovens e adultos. E quem bebe piora, porque não obedece os guarda-vidas e toma atitudes que os colocam em risco, já que ficam mais desinibidos”, comenta.

Outro caso ocorreu na Praia do Estaleiro, onde um banhista precisou ser içado porque foi arrastado por uma corrente de retorno. Assonalio conta que o homem estava em uma zona de quebra de onda e que o mar estava muito violento. Ele foi içado porque havia risco até mesmo para os guarda-vidas.

“O Estaleiro é diferente da praia central, a areia faz um buraco e a onda acaba quebrando muito em cima, mas agora o mar está mais calmo”, diz.

Público precisa respeitar mais as bandeiras

Bandeiras precisam ser respeitadas, todas as praias estão sinalizadas e dois jets e dois barcos para salvar vidas.

Todas as praias de Balneário Camboriú são sinalizadas com bandeiras e placas, mas mesmo assim o coordenador de praia diz que o público precisa conhecer mais, principalmente as bandeiras (verde – mar bom, amarelo – atenção, vermelho – mar perigoso e banho deve ser evitado e a roxa, que indica animal marinho que representa risco, como o caso da água-viva, que também é sinalizada na bandeira).

Até o momento, Balneário Camboriú teve 2,2 mil casos de queimaduras por água-viva, mas nenhum grave.

“Todos foram resolvidos pelos guarda-vidas, passando vinagre que elimina a toxina e diminui a sensação de ardência. Elas procuram águas quentes, mas agora o mar já se normalizou e o público não precisa temer”, afirma.

Além da bandeira que fica colocada no posto dos guarda-vidas é preciso atenção da bandeira que fica na areia. Se ela for vermelha, indica que aquela área precisa ser evitada e o banhista deve procurar outro local para entrar.

“Balneário é uma cidade atípica porque, por conta do alto número de banhistas, não conseguimos isolar as áreas de risco, por isso é muito importante prestar atenção às bandeiras. Tem sido muito positiva a nossa base no Pontal Norte, assim conseguimos nos deslocar mais rapidamente, e o jet ski e as embarcações ficam sempre na água”, explica.

Hoje os bombeiros de Balneário possuem dois jet skis e dois barcos. Os jets ficam na base e as embarcações na Marina Tedesco, onde recebem manutenção gratuita.

• Educação é o foco

Os bombeiros acreditam que a educação e consciência é o foco principal para que o cenário melhore, para isso investem em projetos como o Golfinho e o Jovem Guarda-Vida. O Golfinho está acontecendo em Balneário até o fim de janeiro, com turmas iniciando toda segunda-feira. As crianças aprendem gratuitamente durante uma semana sobre os perigos do mar, vida marinha, importância de cuidar das praias e costões, etc. Mais informações e inscrições podem ser feitas em qualquer posto de guarda-vida da praia central.

“Também explicamos sobre a importância de ficar perto dos pais ou responsáveis e de um posto de guarda-vidas. Nos preocupamos bastante com as crianças, somente de 20 de dezembro até hoje (8) atendemos mais de 300 crianças perdidas na praia central”, diz.

O Jovem Guarda-Vida é focado em adolescentes dos 12 aos 18 anos, e tem duração de três meses. Esse projeto já formou mais de 400 jovens de Balneário, e cinco deles estão trabalhando como guarda-vidas neste verão.


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Página 3
Fotos: Renata Rutes e Divulgação/Corpo de Bombeiros

Balneário Camboriú teve uma morte por afogamento e mais de dois mil casos de queimadura por água-viva

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Segunda, 13/1/2020 11:37.

Mais de 50 guarda-vidas atuam somente na praia central de Balneário Camboriú, onde neste verão aconteceu uma morte por afogamento (na madrugada do dia 1º de janeiro) e ocorreram mais de dois mil casos de queimadura por água-viva, mas nenhum grave. As águas-vivas aparecem mais devido ao aquecimento do mar, mas a situação já se normalizou.

Afogamentos e arrastamentos

Assonalio em frente à base do Pontal Norte

O soldado do Corpo de Bombeiros de Balneário Camboriú e coordenador de praia,Wagner Assonalio, relembra o caso de morte por afogamento ocorrido na madrugada de Ano Novo e salienta que o banho de mar noturno ainda é uma das principais preocupações dos guarda-vidas, já que o turno de trabalho deles encerra às 20h.

“Mesmo nosso turno já tendo encerrado é comum fazermos rondas de quadriciclo, ver quem está na água e recomendar atenção. O uso de álcool é outro agravante. Já atendemos casos de amigos que, embriagados, decidiram fazer uma competição de quem chegava primeiro até a Ilha das Cabras. O descuido é geral, com homens, mulheres, jovens e adultos. E quem bebe piora, porque não obedece os guarda-vidas e toma atitudes que os colocam em risco, já que ficam mais desinibidos”, comenta.

Outro caso ocorreu na Praia do Estaleiro, onde um banhista precisou ser içado porque foi arrastado por uma corrente de retorno. Assonalio conta que o homem estava em uma zona de quebra de onda e que o mar estava muito violento. Ele foi içado porque havia risco até mesmo para os guarda-vidas.

“O Estaleiro é diferente da praia central, a areia faz um buraco e a onda acaba quebrando muito em cima, mas agora o mar está mais calmo”, diz.

Público precisa respeitar mais as bandeiras

Bandeiras precisam ser respeitadas, todas as praias estão sinalizadas e dois jets e dois barcos para salvar vidas.

Todas as praias de Balneário Camboriú são sinalizadas com bandeiras e placas, mas mesmo assim o coordenador de praia diz que o público precisa conhecer mais, principalmente as bandeiras (verde – mar bom, amarelo – atenção, vermelho – mar perigoso e banho deve ser evitado e a roxa, que indica animal marinho que representa risco, como o caso da água-viva, que também é sinalizada na bandeira).

Até o momento, Balneário Camboriú teve 2,2 mil casos de queimaduras por água-viva, mas nenhum grave.

“Todos foram resolvidos pelos guarda-vidas, passando vinagre que elimina a toxina e diminui a sensação de ardência. Elas procuram águas quentes, mas agora o mar já se normalizou e o público não precisa temer”, afirma.

Além da bandeira que fica colocada no posto dos guarda-vidas é preciso atenção da bandeira que fica na areia. Se ela for vermelha, indica que aquela área precisa ser evitada e o banhista deve procurar outro local para entrar.

“Balneário é uma cidade atípica porque, por conta do alto número de banhistas, não conseguimos isolar as áreas de risco, por isso é muito importante prestar atenção às bandeiras. Tem sido muito positiva a nossa base no Pontal Norte, assim conseguimos nos deslocar mais rapidamente, e o jet ski e as embarcações ficam sempre na água”, explica.

Hoje os bombeiros de Balneário possuem dois jet skis e dois barcos. Os jets ficam na base e as embarcações na Marina Tedesco, onde recebem manutenção gratuita.

• Educação é o foco

Os bombeiros acreditam que a educação e consciência é o foco principal para que o cenário melhore, para isso investem em projetos como o Golfinho e o Jovem Guarda-Vida. O Golfinho está acontecendo em Balneário até o fim de janeiro, com turmas iniciando toda segunda-feira. As crianças aprendem gratuitamente durante uma semana sobre os perigos do mar, vida marinha, importância de cuidar das praias e costões, etc. Mais informações e inscrições podem ser feitas em qualquer posto de guarda-vida da praia central.

“Também explicamos sobre a importância de ficar perto dos pais ou responsáveis e de um posto de guarda-vidas. Nos preocupamos bastante com as crianças, somente de 20 de dezembro até hoje (8) atendemos mais de 300 crianças perdidas na praia central”, diz.

O Jovem Guarda-Vida é focado em adolescentes dos 12 aos 18 anos, e tem duração de três meses. Esse projeto já formou mais de 400 jovens de Balneário, e cinco deles estão trabalhando como guarda-vidas neste verão.


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