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PÁGINA 3 / Geral
Tsunami atingia Santa Catarina há um ano

Estudo publicado esta semana em revista científica internacional comprovaram o Tsunami que há um ano assustou moradores e visitantes do Litoral Centro Sul de SC.

Quinta, 29/10/2020 15:38.
Foto ilustrativa, banco de imagens Pixabay
Onda foi registrada pelas estações maregráficas da Epagri.

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No dia 29 de outubro de 2019, o Litoral Centro Sul de Santa Catarina registrou a ocorrência de uma onda do tipo tsunami. Esta onda foi registrada pelas estações maregráficas da Epagri, inicialmente em Balneário Rincão, passando por Imbituba, Florianópolis e se dissipando próximo a Balneário Camboriú aproximadamente 2 horas e meia mais tarde.

A caracterização do fenômeno está descrita nopaper Atmospherically induced large amplitude sea-level oscillations on October 29, 2019 at Santa Catarina, Brazil, publicado esta semana pela prestigiada revistaNatural Hazards, daeditora Springer. O trabalho foi desencadeado por Rogério Candella, pesquisador da Marinha do Brasil no Rio de Janeiro, que entrou em contato com a Epagri e sugeriu um estudo detalhado do fenômeno.

Arede de radares meteorológicos, estações meteorológicas e estações maregráficas que fazem parte do sistema de monitoramento costeiro da Epagri na região, foram fundamentais para a caracterização e confirmação do evento como um tsunami de características meteorológicas, ou seja, um meteotsunami.

No caso de Santa Catarina, a geração dessa onda se deu devido a um alinhamento de uma rápida mudança de pressão atmosférica com as ondas do mar que estavam chegando às águas costeiras mais rasas. O marégrafo da Epagri que opera no porto de Imbituba foi fundamental para a detecção do meteotsunami, pois opera em condições análogas à rede mundial de prevenção e detecção de tsunamis do IOC, registrando o nível do mar a cada 60 segundos. Acompanhando a mudança do nível do mar nos outros marégrafos, se concluiu que este meteotsunami se caracterizou por duas ondas principais, que no seu ponto máximo atingiram 75 e 118 cm, e que viajaram pela costa de Sul a Norte do Estado a uma velocidade de 1,4 km/min.

Marégrafos registraram o fenômeno, conforme mostram os gráficos daquele dia..

Mais importante do que a sua caracterização e publicação nos meios científicos, este evento ressalta a importância de o Estado dispor de uma rede de equipamentos de alta complexidade para registrar sua ocorrência e, ao mesmo tempo, dispor de profissionais altamente qualificados para interpretar os dados e atuar para a segurança da população.

Em 29 de outubro do ano passado, alagamentos repentinos “carregaram” barcos e carros, trazendo prejuízos para pescadores e demais moradores na costa, chamando a atenção da mídia. Essa não foi a primeira vez que ondas ocasionaram prejuízos na costa catarinense. Mas a rapidez e força do evento chamou a atenção dos especialistas em oceanografia em todo país.



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Página 3
Foto ilustrativa, banco de imagens Pixabay
Onda foi registrada pelas estações maregráficas da Epagri.
Onda foi registrada pelas estações maregráficas da Epagri.

Tsunami atingia Santa Catarina há um ano

Estudo publicado esta semana em revista científica internacional comprovaram o Tsunami que há um ano assustou moradores e visitantes do Litoral Centro Sul de SC.

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Quinta, 29/10/2020 15:38.

No dia 29 de outubro de 2019, o Litoral Centro Sul de Santa Catarina registrou a ocorrência de uma onda do tipo tsunami. Esta onda foi registrada pelas estações maregráficas da Epagri, inicialmente em Balneário Rincão, passando por Imbituba, Florianópolis e se dissipando próximo a Balneário Camboriú aproximadamente 2 horas e meia mais tarde.

A caracterização do fenômeno está descrita nopaper Atmospherically induced large amplitude sea-level oscillations on October 29, 2019 at Santa Catarina, Brazil, publicado esta semana pela prestigiada revistaNatural Hazards, daeditora Springer. O trabalho foi desencadeado por Rogério Candella, pesquisador da Marinha do Brasil no Rio de Janeiro, que entrou em contato com a Epagri e sugeriu um estudo detalhado do fenômeno.

Arede de radares meteorológicos, estações meteorológicas e estações maregráficas que fazem parte do sistema de monitoramento costeiro da Epagri na região, foram fundamentais para a caracterização e confirmação do evento como um tsunami de características meteorológicas, ou seja, um meteotsunami.

No caso de Santa Catarina, a geração dessa onda se deu devido a um alinhamento de uma rápida mudança de pressão atmosférica com as ondas do mar que estavam chegando às águas costeiras mais rasas. O marégrafo da Epagri que opera no porto de Imbituba foi fundamental para a detecção do meteotsunami, pois opera em condições análogas à rede mundial de prevenção e detecção de tsunamis do IOC, registrando o nível do mar a cada 60 segundos. Acompanhando a mudança do nível do mar nos outros marégrafos, se concluiu que este meteotsunami se caracterizou por duas ondas principais, que no seu ponto máximo atingiram 75 e 118 cm, e que viajaram pela costa de Sul a Norte do Estado a uma velocidade de 1,4 km/min.

Marégrafos registraram o fenômeno, conforme mostram os gráficos daquele dia..

Mais importante do que a sua caracterização e publicação nos meios científicos, este evento ressalta a importância de o Estado dispor de uma rede de equipamentos de alta complexidade para registrar sua ocorrência e, ao mesmo tempo, dispor de profissionais altamente qualificados para interpretar os dados e atuar para a segurança da população.

Em 29 de outubro do ano passado, alagamentos repentinos “carregaram” barcos e carros, trazendo prejuízos para pescadores e demais moradores na costa, chamando a atenção da mídia. Essa não foi a primeira vez que ondas ocasionaram prejuízos na costa catarinense. Mas a rapidez e força do evento chamou a atenção dos especialistas em oceanografia em todo país.



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