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Alex Periscinoto, um dos ícones da publicidade brasileira, morre aos 95 anos

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O publicitário Alex Periscinoto morreu no domingo, 17, em decorrência de complicações da covid-19, aos 95 anos. O publicitário, além de ter sido um dos fundadores da Almap (hoje AlmapBBDO), foi também o jurado brasileiro pioneiro no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, em 1972.

Filho de imigrantes italianos e nascido em Mococa, no interior de São Paulo, Periscinoto não nasceu em berço de ouro. Teve de começar a trabalhar cedo, aos 12 anos, em uma leiteria, depois que a família migrou para a capital paulista, para o bairro do Belenzinho, na zona leste de São Paulo. Adolescente, ainda atuou em uma fábrica de biscoitos e nas indústrias Matarazzo.

O trabalho na publicidade começou pelo desenho. Na Sears, loja de departamentos americana que durante algumas décadas teve atuação em São Paulo, ele desenhava os eletrodomésticos que apareciam nos anúncios. Conforme Periscinoto contou, em depoimento, ao Museu da Pessoa, foi então que surgiu a oportunidade de migrar para uma agência de publicidade.

De início ele relutou, mas foi convencido pelo salário, que era dez vezes o que ele recebia na Sears. A experiência na Standard Propaganda (uma das principais do País na época, ainda nos anos 1950) levou a outra oportunidade no varejo, já como executivo, no Mappin. Foi graças à lendária varejista que ele aprendeu o trabalho de criação em dupla, de arte e criação, em uma viagem nos EUA, que traria para o Brasil.

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Entrou para a Almap na década de 1960 e logo se tornou sócio. Ao lado de Alcantara Machado, liderou criativamente a agência, atendendo clientes como Volkswagen, Pepsi, Danone e PanAm, entre outros. Deixou a empresa no fim dos anos 1990, após a associação com a americana BBDO e passar o comando para a dupla Marcello Serpa e José Luis Madeira, que ele mesmo havia escolhido para a função.

Passou, então, a trabalhar como consultor na SPGA, especializada em concorrências publicitárias, da qual era sócio ao lado de Luiz Sales e Walter Fontoura, também já falecidos, e de Sérgio Guerreiro. Foi ainda também conselheiro da ESPM, tendo participado das reuniões até dois anos atrás, de acordo com Luiz Lara, fundador da Lew’Lara\TBWA e amigo de Periscinoto.

Repercussão

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Para Lara, Periscinoto era um “visionário criativo”. “Empreendedor incrível. Uma figura humana única. Sempre curioso e humilde. Revolucionou a publicidade brasileira.”

Atual presidente da AlmapBBDO, Luiz Sanches diz que Periscinoto foi uma das “maiores referências” da publicidade. “(Ele) ajudou a construir não apenas a história da Almap, como da propaganda brasileira. Um trabalho feito com muito talento, respeito e dedicação. Desde quando comecei a trabalhar na agência, 26 anos atrás, até hoje, minha admiração só aumentou, por tudo o que o Alex construiu em todos esses anos. Tenho muito orgulho em fazer parte dessa história que ele começou lá atrás, com tanto sucesso”.

De acordo com Marcello Serpa, publicitário que comandou a agência até 2015, Periscinoto era um “gentleman, adjetivo raro na propaganda brasileira”. “Uma pessoa extremamente educada e generosa. Não confrontava os concorrentes. Sempre tinha uma palavra bacana para falar deles. Sempre foi da pacificação. Era generoso e brilhante.”

Mario D’Andrea, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), destaca que Periscinoto foi um dos fundadores do mercado publicitário brasileiro, ao ajudar a profissionalizá-lo. “Ele revelou muita gente na área. Era uma pessoa muito querida por clientes e funcionários.”

O publicitário deixa a esposa, Maria Lúcia, de 77 anos, dois filhos, quatro netos e um bisneto. O sepultamento, estava previsto para ser realizado na manhã desta segunda-feira, 18, mas de forma restrita.

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