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Emasa tem até julho para apresentar projeto executivo da Estação de Tratamento ao MP

O diretor-presidente da Emasa, Douglas Beber, salientou ao Página 3 que tanto ele quanto o prefeito Fabrício Oliveira entendem a gravidade da situação que a ETE vive hoje e que estão empenhados em resolvê-la. 

O prazo da Emasa para apresentar ao MP o projeto executivo de reformas que precisam ser feitas para solucionar o problema é até julho deste ano, com 50% dos tanques precisando estar operando até maio/2024. 

Douglas disse que a equipe da Emasa vem se sentindo ‘muito desconfortável’ com a situação atual, porque ‘parece que não estão fazendo nada’, quando a realidade seria outra. 

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“Parece que ninguém trabalha, que a ETE está abandonada e isso nos indigna porque tem gente trabalhando 24h na ETE. A ETE não para de funcionar nunca! Estamos empenhados nas soluções, mas infelizmente a lagoa é a etapa mais complicada e mais essencial. Queremos transformar a lagoa em tanques de concreto, que é a modernização. Se conseguirmos recuperar a lagoa, ficará como reserva – o foco é fazer os tanques, mas a lagoa vai funcionar no primeiro momento, até ano que vem, caso dê problema nos tanques”, comentou.

O prazo da Emasa para apresentar ao MP o projeto executivo é até julho – depois a primeira etapa de colocar 50% desses tanques em operação é até fim de maio/2024, e de maneira completa, 100% operando, novembro/2024.

“50% fim de maio/2024 e mais 50% no fim de novembro. Estamos tratando da situação como tem que ser – tecnicamente e de maneira a apresentar aquilo que entendemos que são soluções e que, nesse momento, embora a gente entenda o debate político, não vai ser isso que vai achar solução e sim o que estamos fazendo com entidades, o TAC do MP, a Emasa buscando consultoria, adquirindo peças e trabalhando todos os dias para recuperar o nosso sistema”, explicou.

Entidades acompanham a situação através de comissão

Divulgação/Emasa

Douglas lembrou que vêm acontecendo encontros com entidades da cidade, através de uma comissão que foi montada para discutir a situação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Ele comenta que inicialmente chamaram os representantes para entender quais eram as dúvidas, o que ainda tinham de ‘ponto de interrogação’ quanto ao que a ETE vive no momento. 

“Gostaria de citar que houve informação que o projeto apresentado no Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC) não foi o executado e isso não procede. O que aconteceu é que uma parte da execução ficou diferente – aumentamos um talude para poder fixar a manta nesse talude. Quando saiu informação que apresentaram projeto e fizeram outro parece que protocolamos construção de um prédio de 50 andares e fizemos 50 casas e não foi isso. Fizemos o talude, que não estava previsto, e a equipe técnica explicou – para não ocorrer vazamentos, houve necessidade de subir com esse talude. Falamos também do serviço que é feito na Emasa, com técnicos que são responsáveis e mostraram como é feito o tratamento e o atual problema que temos”, disse.

Lagoa do tempo da Casan está sendo analisada

Divulgação/Emasa

Douglas pontuou que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) formado com o Ministério Público dá uma série de obrigações e prazos à Emasa, mas que o plano é ‘ir além’ do TAC, fazendo uma investigação dentro da lagoa de operação para colocá-la em operação o quanto antes. 

“Estamos fazendo sondagem do solo, porque essa lagoa vem do tempo da Casan e sabemos, inclusive fomos no ima de maneira extraoficial onde fomos informados que essa lagoa operava sem manta, que tinha uma camada de argila que fazia impermeabilização do solo. A sondagem se dá no sentido de investigar o solo e se essa argila ainda estiver impermeabilizando, queremos colocar a lagoa em ação, e a manta seria um ‘algo a mais’”, informou, citando também que estão contratando uma consultoria especializada para saber o que mais precisa ser feito para solucionar tudo o que vem acontecendo.

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Um técnico do IMA informou aos vereadores Lucas Gotardo, Juliana Pavan e André Meirinho que é difícil a Emasa conseguir avançar e ‘salvar’ a próxima temporada de verão (relembre aqui), mas Douglas disse que pretendem avançar ‘bastante’ até o começo do segundo semestre, colocando essa lagoa em operação. 

“Fizemos também aquisição do gradeamento preliminar que hoje está operando manualmente, o que irá melhorar também as limpezas internas. Estamos trabalhando para a lagoa ter condição de, no fim do ano, chegar em eficiência de mais de 70%, atendendo a legislação. É o compromisso que firmamos, mas estamos em conversa com IMA, não fizemos nada por escrito – falamos sobre isso, e depois, tendo resultados, queremos fazer o pedido formal para o IMA, comunicar o MP de maneira formal sobre o que pretendemos fazer”, acrescentou.

Situação varia a cada dia

O diretor disse que a situação da ETE hoje é variável a cada dia. Douglas disse que há dias em que o efluente do esgoto tratado é ‘transparente’ e que a eficiência chega ‘para mais de 50%’ em alguns dias. 

“Tem dias que os produtos químicos e nosso tratamento se comporta melhor. Tem dia que chega menos cabelo e sólidos e a eficiência melhora, mas tem dia que arrasta lodo e areia e oscila, chegando aos 16% divulgados pela imprensa, mas um dos parâmetros em janeiro chegou em 87%. Nós estamos buscando atender os 50% mínimos, às vezes conseguimos, às vezes não, e às vezes ultrapassa. A dificuldade que temos é que quando começa a ter um resultado melhor, entope o decantador, aí tem que parar e desentupir; avança para a outra etapa e sobrecarrega, e estamos sempre correndo atrás… o esgoto hoje chega muito veloz em todas as etapas. A lagoa tinha função de deixar o efluente chegar com menos vazão nas próximas etapas, e é essa é a dificuldade que temos atualmente”, completou.

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