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Livro fotográfico retrata cotidiano dos caminhoneiros

Obra é resultado de trabalho de conclusão de curso de jornalista formada pela Univali

Há alguns meses, a jornalista Michela Zamin materializou o desejo de publicar o seu primeiro livro, um registro fotográfico documental que retrata o cotidiano dos caminhoneiros. Os primeiros rascunhos da obra “Estradas da Vida” nasceram em 2012, sem pretensão, quando a autora era uma estudante do curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Dado o momento de escolher o tema do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Zamin conta que decidiu unir a paixão pela fotografia ao desejo de retratar a profissão que o pai, já aposentado, exerceu ao longo de 28 anos. Na época, o irmão foi quem cedeu espaço na boleia, durante 15 dias, para Zamin fazer parte dos registros da vida na estrada.


“A escolha do tema foi para falar sobre a profissão de caminhoneiro. O meu pai foi motorista e o meu irmão está na profissão ainda hoje. Eu quis contar, por meio das crônicas e da fotografia, sobre esta atividade e conhecer as histórias destes profissionais. Achei importante homenagear esta classe de trabalhadores que, ao garantir que tenhamos acesso aos produtos transportados, presta um serviço importante e contribui para o progresso do país.”

A obra teve como proposta adentrar o universo particular dos trabalhadores registrando como é o cotidiano na estrada, sendo definida pela autora como um livro de memórias fotográficas.

“Através da fotografia eu procurei registrar este labor, as crenças dos trabalhadores e a importância daqueles que ficam enquanto eles permanecem, por longos períodos, nas estradas. As histórias contadas pelos motoristas e as minhas percepções sobre os acontecimentos foram transformadas em crônicas e no registro fotográfico documental, que é dividido entre os temas: estrada, fé, família e parada.”, descreve.

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A logística da viagem e o tempo curto em cada parada, para coletar os relatos e as fotografias para o projeto, foram alguns dos desafios de execução do trabalho. A autora relata que se adequou ao cronograma de viagem de um caminhoneiro, respeitando os prazos de entrega e carregamento, comuns na rotina da profissão. Outras questões, com as quais também precisou lidar, foram as paradas para descanso e manutenção do veículo, bem como os imprevistos que ocorrem quando se enfrenta longos percursos na estrada.

“É no silêncio e no nosso olhar sobre algo, que os registros se fazem. Eu sempre gostei de fotografia, pois acredito que ela remeta às nossas memórias de vida, mas foi durante a graduação que eu aprendi, com os meus professores Robson Souza e Valquíria Michela John, como uma imagem pode ‘falar’ e o cuidado com o qual cada registro merece ser tratado.”, acrescenta.

A autora revela que o próximo passo é fazer a obra chegar nas mãos dos caminhoneiros, público homenageado. “Neste momento estou buscando parceiros que possam divulgar o livro em locais onde os motoristas possam ter acesso físico à publicação.”, adianta.

A obra “Estradas da Vida” possui 257 páginas, foi publicada pela editora Diálogo Freiriano e está disponível para aquisição na plataforma Amazon.

Texto: Carina Carboni Sant’Ana/Assessoria Comunicação Univali

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