Dirigente sindical de Balneário Camboriú foi encontrado morto na noite de segunda-feira, duas semanas após a morte de sua mãe
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Balneário Camboriú, Camboriú e Itapema (Siticom), Paulo Sérgio Dornelles, foi encontrado morto na noite de segunda-feira (8), na sede da entidade sindical, localizada no Bairro Rio Pequeno, em Camboriú.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte. O sindicato informou que os detalhes sobre o velório e o sepultamento serão comunicados posteriormente.
Carpinteiro de formação, Paulo Dornelles construiu sua trajetória profissional nos canteiros de obras antes de assumir o movimento sindical da região.
À frente do Siticom, participou de negociações salariais, mobilizações e debates relacionados às condições de trabalho dos profissionais da construção civil e do setor moveleiro, defendendo pautas ligadas à valorização da categoria, melhores salários, qualificação profissional e direitos trabalhistas.
Em nota, o sindicato destacou o legado deixado pelo dirigente: “Sua trajetória foi marcada pela luta em defesa de melhores condições de trabalho e pela construção de um sindicato forte, presente e atuante. Ao longo dos anos, Paulo ajudou a escrever importantes capítulos da história do Siticom, sempre acreditando na organização coletiva como instrumento de transformação social”, destacou a entidade.
O sindicato também ressaltou iniciativas incentivadas por Dornelles voltadas ao esporte, lazer e integração dos associados, entendendo que o fortalecimento da categoria também passa pelos momentos de convivência.
Pouco mais de um mês antes de sua morte, Paulo Dornelles participou de uma reportagem especial do Página 3 sobre o Dia do Trabalhador, publicada em 1º de maio deste ano.
Na ocasião, ele fez uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores da construção civil na região e destacou a necessidade de valorização da mão de obra.
“Hoje não é dia de comemoração, mas sim de reflexão, por todos os trabalhadores que vieram antes de nós e com muita luta, conseguiram que hoje tivéssemos condições e liberdade, para nós expressar e exigir melhores condições de trabalho e salários dignos”, afirmou.
Dornelles também chamou atenção para a escassez de profissionais no setor e para a necessidade de políticas públicas voltadas à habitação dos trabalhadores.
“Temos vários desafios e um deles é a falta de mão de obra permanente, más acreditamos que com políticas públicas de moradia, como minha casa minha vida, voltada aos trabalhadores, e melhores salários ou seja com a valorização da mão de obra, seria resolvido uma boa parte da falta de mão de obra em nossa região”, disse.
Na mesma entrevista, o sindicalista manifestou apoio à redução da jornada de trabalho, defendendo melhores condições para os profissionais da construção civil.
