Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Meio Ambiente
“Estamos conseguindo entrar em consenso”, diz secretária sobre situação da APA Costa Brava

Sexta, 11/9/2020 17:17.
Divulgação

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O Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa Brava se reuniu, de forma virtual, na noite de quinta-feira (10), em um encontro que durou quase quatro horas. O objetivo da reunião foi a discussão de quatro contrapropostas acerca do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) do local. Alguns pontos foram votados e aprovados, e outros serão discutidos mais profundamente em uma próxima reunião, pré-agendada para o dia 24.

Reunião foi participativa

A secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloísa Lenzi, explica que o encontro foi focado em analisar quatro contrapropostas apresentadas a respeito do ZEE, que engloba assuntos como recuos, vagas de garagem, e demais itens complementares que todo Plano Diretor possui. Foram discutidos e votados alguns apontamentos, mas dois itens ficarão para a próxima reunião.

“Foi uma reunião longa, finalizamos às 22h45, e foi bastante participativa. As associações de moradores apresentaram correções no texto original, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) alterou índices, dois foram votados e um não foi aprovado”, diz.

Discussões e deliberações

Segundo Maria Heloísa, o encontro gerou muitas discussões e deliberações, desde a proibição do uso de plástico na região da APA como a liberação da ocupação acima da cota 100 – liberada agora apenas em vias já existentes, com o objetivo da ocupação ser menos ‘agressiva’.

“Assim conseguimos controlar e diminuir as chances de possíveis ocupações irregulares. Construções 002 serão liberadas apenas para estabelecimentos, como hotéis e restaurantes, para incentivá-los a se estabelecerem na localidade e que não estavam inclusos anteriormente” explica, citando que o objetivo foi coibir ocupações irregulares e incentivar os serviços, agregando ao turismo e focando na preservação ambiental.

Não foi mais discutido o gabarito de edificação – que definiu que na região poderão ser construídos imóveis de até três pavimentos, o que gerou muita discussão na época. Por isso, a secretária aponta que o trabalho está mais focado.

“Houve esse primeiro ‘ruído’, mas agora vejo que grande parte dos envolvidos está contente. O Zoneamento será resolvido na próxima reunião, estamos conseguindo entrar em consenso sobre a ocupação com restrições, que irá garantir a preservação ambiental da APA”, comenta.

Próxima etapa

Os próximos encontros irão focar nos planos e programas que precisam ser desenvolvidos na APA e que inclusive já vinham sendo discutidos, mas só poderiam ser apresentados após a decisão quanto ao ZEE.

“Acredito que iremos finalizar a apresentação deles já na próxima reunião e na outra abrimos para as contrapropostas e começamos as votações, assim como esses dois últimos encontros. Os planos e programas que deverão ser implantados a curto, médio e longo prazo, englobam desde o incentivo a pesca artesanal, como também o monitoramento da fauna. O foco é o desenvolvimento turístico da área, além de incentivarmos a convivência entre os moradores e a preservação ambiental”, completa.


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“Estamos conseguindo entrar em consenso”, diz secretária sobre situação da APA Costa Brava

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Sexta, 11/9/2020 17:17.

O Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa Brava se reuniu, de forma virtual, na noite de quinta-feira (10), em um encontro que durou quase quatro horas. O objetivo da reunião foi a discussão de quatro contrapropostas acerca do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) do local. Alguns pontos foram votados e aprovados, e outros serão discutidos mais profundamente em uma próxima reunião, pré-agendada para o dia 24.

Reunião foi participativa

A secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloísa Lenzi, explica que o encontro foi focado em analisar quatro contrapropostas apresentadas a respeito do ZEE, que engloba assuntos como recuos, vagas de garagem, e demais itens complementares que todo Plano Diretor possui. Foram discutidos e votados alguns apontamentos, mas dois itens ficarão para a próxima reunião.

“Foi uma reunião longa, finalizamos às 22h45, e foi bastante participativa. As associações de moradores apresentaram correções no texto original, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) alterou índices, dois foram votados e um não foi aprovado”, diz.

Discussões e deliberações

Segundo Maria Heloísa, o encontro gerou muitas discussões e deliberações, desde a proibição do uso de plástico na região da APA como a liberação da ocupação acima da cota 100 – liberada agora apenas em vias já existentes, com o objetivo da ocupação ser menos ‘agressiva’.

“Assim conseguimos controlar e diminuir as chances de possíveis ocupações irregulares. Construções 002 serão liberadas apenas para estabelecimentos, como hotéis e restaurantes, para incentivá-los a se estabelecerem na localidade e que não estavam inclusos anteriormente” explica, citando que o objetivo foi coibir ocupações irregulares e incentivar os serviços, agregando ao turismo e focando na preservação ambiental.

Não foi mais discutido o gabarito de edificação – que definiu que na região poderão ser construídos imóveis de até três pavimentos, o que gerou muita discussão na época. Por isso, a secretária aponta que o trabalho está mais focado.

“Houve esse primeiro ‘ruído’, mas agora vejo que grande parte dos envolvidos está contente. O Zoneamento será resolvido na próxima reunião, estamos conseguindo entrar em consenso sobre a ocupação com restrições, que irá garantir a preservação ambiental da APA”, comenta.

Próxima etapa

Os próximos encontros irão focar nos planos e programas que precisam ser desenvolvidos na APA e que inclusive já vinham sendo discutidos, mas só poderiam ser apresentados após a decisão quanto ao ZEE.

“Acredito que iremos finalizar a apresentação deles já na próxima reunião e na outra abrimos para as contrapropostas e começamos as votações, assim como esses dois últimos encontros. Os planos e programas que deverão ser implantados a curto, médio e longo prazo, englobam desde o incentivo a pesca artesanal, como também o monitoramento da fauna. O foco é o desenvolvimento turístico da área, além de incentivarmos a convivência entre os moradores e a preservação ambiental”, completa.


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