Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Meio Ambiente
Ativista alerta sobre colisões e mortes de aves em vidros em Balneário Camboriú

Sexta, 4/9/2020 6:40.
Pássaros batem nos vidros e morrem

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A professora e pedagoga Patrícia Debrassi, representante da Associação de Conscientização para a Preservação do Meio Ambiente (ACONPREMA), participou da Tribuna Livre da Câmara de Vereadores nesta semana, para falar sobre a questão ambiental da colisão e morte de aves em vidros de casas e edifícios em Balneário Camboriú. Esta semana Patrícia falou ao Página3 sobre sua preocupação.

“É a segunda maior causa de morte entre aves”

Patrícia explica que pediu apoio da Câmara e teve um retorno do vereador André Meirinho. Porém, salienta que como as sessões estão acontecendo de modo virtual ficou um pouco complicado para perceber a reação dos vereadores diante de sua falta. Somente Meirinho e Juliethe Nitz deram uma devolutiva sobre o assunto, que é novo na cidade e precisa ser mais discutido. A professora é ativista da causa ambiental e conta que quando construiu sua casa, em 2017, colocou uma fachada de sete metros de altura e 10 de largura de vidro e passou a perceber que pássaros colidiam contra a estrutura. “Conversei com vizinhos e percebi que não era um caso isolado. Na realidade, essa é a segunda maior causa de morte entre aves, só fica atrás da perda do habitat”, diz.

Assassino invisível

O vidro é, segundo ela, um ‘assassino invisível’, pois reflete o externo ou fica como uma barreira que a ave vê o outro lado e não percebe que há o material.

“Quando não morrem na hora, voam um pouco e morrem de hemorragia ou traumatismo craniano logo depois. Esse assunto precisa vir à tona, Balneário têm muitos prédios envidraçados, que é sinônimo de luxo, mas é bonito apenas aos olhos humanos. E é apenas estético, porque gera excesso de calor, precisa ser limpo frequentemente”, relata, citando que há casos inclusive na área das praias, com mortes de papagaios e tucanos que batem nos vidros das casas.

“É um problema e a sociedade precisa enxergar isso”, acrescenta.

Há solução e tema precisa ser debatido

A ativista explica que há películas que podem ser adicionadas nas construções já existentes e materiais que podem sinalizar que há um vidro. Em sua casa, a professora adesivou a fachada de vidro com vinil, colocou cordas e redes e hoje não há mais colisões.

“As aves veem que há uma barreira e mudam seus voos”, afirma.

Patrícia aproveita para lembrar que a questão ambiental é importante e opina que o Poder Público precisa ter mais interesse e abrir espaço para discutir o tema, citando a possível realização de um fórum ou audiência pública.

“Ainda mais agora que se aproxima das eleições, espero que com a minha participação também junto ao Página 3 a sociedade se conscientize e haja discussão para uma possível Política Pública sobre o uso de vidros em muros e fachadas. Moramos no meio da Mata Atlântica, um dos biomas com mais diversidades. A arquitetura precisa acompanhar isso e ser mais sustentável”, completa.

Sugestões para sinalizar e evitar as batidas nos vidros


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Página 3
Pássaros batem nos vidros e morrem
Pássaros batem nos vidros e morrem

Ativista alerta sobre colisões e mortes de aves em vidros em Balneário Camboriú

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Sexta, 4/9/2020 6:40.

A professora e pedagoga Patrícia Debrassi, representante da Associação de Conscientização para a Preservação do Meio Ambiente (ACONPREMA), participou da Tribuna Livre da Câmara de Vereadores nesta semana, para falar sobre a questão ambiental da colisão e morte de aves em vidros de casas e edifícios em Balneário Camboriú. Esta semana Patrícia falou ao Página3 sobre sua preocupação.

“É a segunda maior causa de morte entre aves”

Patrícia explica que pediu apoio da Câmara e teve um retorno do vereador André Meirinho. Porém, salienta que como as sessões estão acontecendo de modo virtual ficou um pouco complicado para perceber a reação dos vereadores diante de sua falta. Somente Meirinho e Juliethe Nitz deram uma devolutiva sobre o assunto, que é novo na cidade e precisa ser mais discutido. A professora é ativista da causa ambiental e conta que quando construiu sua casa, em 2017, colocou uma fachada de sete metros de altura e 10 de largura de vidro e passou a perceber que pássaros colidiam contra a estrutura. “Conversei com vizinhos e percebi que não era um caso isolado. Na realidade, essa é a segunda maior causa de morte entre aves, só fica atrás da perda do habitat”, diz.

Assassino invisível

O vidro é, segundo ela, um ‘assassino invisível’, pois reflete o externo ou fica como uma barreira que a ave vê o outro lado e não percebe que há o material.

“Quando não morrem na hora, voam um pouco e morrem de hemorragia ou traumatismo craniano logo depois. Esse assunto precisa vir à tona, Balneário têm muitos prédios envidraçados, que é sinônimo de luxo, mas é bonito apenas aos olhos humanos. E é apenas estético, porque gera excesso de calor, precisa ser limpo frequentemente”, relata, citando que há casos inclusive na área das praias, com mortes de papagaios e tucanos que batem nos vidros das casas.

“É um problema e a sociedade precisa enxergar isso”, acrescenta.

Há solução e tema precisa ser debatido

A ativista explica que há películas que podem ser adicionadas nas construções já existentes e materiais que podem sinalizar que há um vidro. Em sua casa, a professora adesivou a fachada de vidro com vinil, colocou cordas e redes e hoje não há mais colisões.

“As aves veem que há uma barreira e mudam seus voos”, afirma.

Patrícia aproveita para lembrar que a questão ambiental é importante e opina que o Poder Público precisa ter mais interesse e abrir espaço para discutir o tema, citando a possível realização de um fórum ou audiência pública.

“Ainda mais agora que se aproxima das eleições, espero que com a minha participação também junto ao Página 3 a sociedade se conscientize e haja discussão para uma possível Política Pública sobre o uso de vidros em muros e fachadas. Moramos no meio da Mata Atlântica, um dos biomas com mais diversidades. A arquitetura precisa acompanhar isso e ser mais sustentável”, completa.

Sugestões para sinalizar e evitar as batidas nos vidros


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