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Republicanos perdem maioria na Câmara, mas mantêm controle do Senado nos EUA

Quarta, 7/11/2018 9:30.

JÚLIA ZAREMBA (FOLHAPRESS)

O partido republicano do presidente Donald Trump conseguiu manter a maioria no Senado após as eleições legislativas desta terça-feira (6) nos EUA. O partido, porém, perdeu o controle da Câmara, onde os democratas ganharam ao menos 24 cadeiras.

O resultado confirma a tendência de eleições anteriores de meio de mandato presidencial em que o partido da oposição recupera a maioria das cadeiras da Câmara dos Representantes.

Até as 7h00 (horário de Brasília), os democratas haviam ganhado 26 lugares na casa, segundo o The New York Times -eles precisavam de 23 para retomar o controle. O placar era de 219 contra 193 republicanos. Todos os 435 assentos da Câmara estavam em jogo.

No Senado, os republicanos já ultrapassaram as 50 vagas necessárias para definir a maioria. Até o início da madrugada, eles contavam com 51 das 100 cadeiras da casa, garantindo a maioria (35 vagas postos estavam em jogo nesta eleição). Os democratas precisavam obter duas novas cadeiras para conseguir maioria, mas não tiveram sucesso.

Os republicanos venceram em algumas das disputas mais acirradas, como na Flórida, no Texas e em Missouri, nas quais triunfaram Rick Scott, Ted Cruz e Josh Hawley, respectivamente.

Um Senado alinhado com a Casa Branca pode, por exemplo, alçar um terceiro juiz indicado por Trump à Suprema Corte caso haja alguma aposentadoria, depois de terem aprovado os conservadores Neil Gorsuch, em abril de 2017, e Brett Kavanaugh, em outubro deste ano.

O presidente americano, Donald Trump, comentou os resultados em uma rede social: "Tremendo sucesso esta noite. Obrigado a todos!"

As vitórias de Alexandria Ocasio-Cortez (Nova York), que com 29 anos torna-se a mulher mais jovem a ir para o Congresso, de Ayanna Pressley (Massachusetts), primeira negra a representar o estado na Câmara, e de Ilhan Omar (Minnesota), primeira muçulmana a ser eleita para o cargo, foram alguns dos destaques.

Espera-se que os democratas bloqueiem parte de medidas controversas de Trump e realizem mais investigações contra o governo do republicano, aumentando a polarização entre Executivo e Legislativo. O partido também poder dar início a um processo de impeachment contra o presidente.

Mais de 50 deputados não tentaram a reeleição nem disputam um cargo mais alto na casa, o maior número desde 1992.

Entre os republicanos, há 37 que se aposentam, ápice desde 1930 -um dos principais nomes do partido a deixar a casa será o presidente da Câmara, Paul Ryan, 48.

Apostas democratas não conseguem se eleger nos EUA

DANIELLE BRANT (FOLHAPRESS)

Grandes apostas democratas nas eleições de meio mandato presidencial nos EUA esbarraram na força que o republicano Donald Trump mantém em sua base conservadora e rural, em oposição às cidades e subúrbios que votaram contra o presidente.

Três dos nomes democratas mais ouvidos e lidos nas últimas semanas fracassaram na noite desta terça-feira (6) em tentar derrotar rivais republicanos.

O carisma de Beto O'Rourke, congressista de El Paso, não sobreviveu à força do senador conservador Ted Cruz, que manteve o assento republicano no Senado. O democrata recebeu 48,3% dos votos, ante 50,9% do adversário, na disputa no Texas.

Na Geórgia, Stacey Abrams, que tentava ser a primeira mulher negra a governar um estado americano, perdeu para Brian Kemp, que recebeu 50,5% dos votos.

Abrams, porém, ainda não admitiu derrota para o rival. Segundo ela, ainda é preciso aguardar a contagem de votos enviados por correios em alguns condados, além de resultados da votação antecipada por ausência, permitida no estado sulista.

E na Flórida, o democrata Andrew Gillum recebeu 49% dos votos, sendo derrotado por Ron DeSantis, que obteve 49,8% após uma campanha em que tentou ligar sua imagem à de Trump.

Ohio também não trouxe boas notícias para o partido do ex-presidente Barack Obama. O republicano Mike DeWine ganhou com 50,7% dos votos, enquanto o democrata Richard Cordray obteve 46,4%.

Flórida e Ohio são considerados dois estados-pêndulo que podem fazer diferença nas eleições presidenciais de 2020, nas quais Trump deve buscar a reeleição. Ter um governo nesses lugares dará ao presidente força e palanques na disputa.

O resultado das eleições legislativas e para o governo mostrou que a divisão entre os Estados Unidos rural e urbano se aprofundou neste ano.

O racha fica mais evidente quando se analisa a vitória democrata na Câmara dos Deputados, onde o partido obteve pelo menos 26 novos assentos -precisava de 23 para garantir a maioria da Casa.

Essas cadeiras foram conquistadas em distritos metropolitanos e suburbanos que estavam em poder dos republicanos, mas cujos eleitores recuaram diante da retórica agressiva de Trump envolvendo raça e imigração.

Os democratas também atraíram um número maior de eleitores jovens que nas últimas eleições de meio mandato, em 2014.

Pesquisa de boca de urna da CNN mostra que mais eleitores com idades entre 18 e 29 anos disseram apoiar candidatos democratas nessas midterms em relação a 2014.

Quatro anos atrás, 54% deles afirmaram que votaram em democratas, enquanto, neste ano, dois terços disseram que fizeram o mesmo.

No Senado, onde os republicanos ampliaram a maioria, a história é outra. Muitas disputas estaduais se deram em locais amplamente rurais e na base conservadora, branca e de trabalhadores com baixos salários do presidente.

Mas nem todas as notícias foram ruins para os democratas em nível estadual. Em Wisconsin, Tony Evers derrotou o republicano Scott Walker por 49,6% a 48,4%. Os democratas também conquistaram Michigan. Esses dois estados deram em Trump em 2016.

Em nível congressional, outras estrelas democratas confirmaram o favoritismo. Em Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez recebeu 78% dos votos em seu distrito e se tornou a mulher mais jovem a ser eleita para o Congresso americano.

Em um distrito tradicionalmente republicano da Carolina do Sul, os democratas também conseguiram uma cadeira na Câmara, depois que Joe Cunningham derrotou a republicana Katie Arrington.

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Republicanos perdem maioria na Câmara, mas mantêm controle do Senado nos EUA

Quarta, 7/11/2018 9:30.

JÚLIA ZAREMBA (FOLHAPRESS)

O partido republicano do presidente Donald Trump conseguiu manter a maioria no Senado após as eleições legislativas desta terça-feira (6) nos EUA. O partido, porém, perdeu o controle da Câmara, onde os democratas ganharam ao menos 24 cadeiras.

O resultado confirma a tendência de eleições anteriores de meio de mandato presidencial em que o partido da oposição recupera a maioria das cadeiras da Câmara dos Representantes.

Até as 7h00 (horário de Brasília), os democratas haviam ganhado 26 lugares na casa, segundo o The New York Times -eles precisavam de 23 para retomar o controle. O placar era de 219 contra 193 republicanos. Todos os 435 assentos da Câmara estavam em jogo.

No Senado, os republicanos já ultrapassaram as 50 vagas necessárias para definir a maioria. Até o início da madrugada, eles contavam com 51 das 100 cadeiras da casa, garantindo a maioria (35 vagas postos estavam em jogo nesta eleição). Os democratas precisavam obter duas novas cadeiras para conseguir maioria, mas não tiveram sucesso.

Os republicanos venceram em algumas das disputas mais acirradas, como na Flórida, no Texas e em Missouri, nas quais triunfaram Rick Scott, Ted Cruz e Josh Hawley, respectivamente.

Um Senado alinhado com a Casa Branca pode, por exemplo, alçar um terceiro juiz indicado por Trump à Suprema Corte caso haja alguma aposentadoria, depois de terem aprovado os conservadores Neil Gorsuch, em abril de 2017, e Brett Kavanaugh, em outubro deste ano.

O presidente americano, Donald Trump, comentou os resultados em uma rede social: "Tremendo sucesso esta noite. Obrigado a todos!"

As vitórias de Alexandria Ocasio-Cortez (Nova York), que com 29 anos torna-se a mulher mais jovem a ir para o Congresso, de Ayanna Pressley (Massachusetts), primeira negra a representar o estado na Câmara, e de Ilhan Omar (Minnesota), primeira muçulmana a ser eleita para o cargo, foram alguns dos destaques.

Espera-se que os democratas bloqueiem parte de medidas controversas de Trump e realizem mais investigações contra o governo do republicano, aumentando a polarização entre Executivo e Legislativo. O partido também poder dar início a um processo de impeachment contra o presidente.

Mais de 50 deputados não tentaram a reeleição nem disputam um cargo mais alto na casa, o maior número desde 1992.

Entre os republicanos, há 37 que se aposentam, ápice desde 1930 -um dos principais nomes do partido a deixar a casa será o presidente da Câmara, Paul Ryan, 48.

Apostas democratas não conseguem se eleger nos EUA

DANIELLE BRANT (FOLHAPRESS)

Grandes apostas democratas nas eleições de meio mandato presidencial nos EUA esbarraram na força que o republicano Donald Trump mantém em sua base conservadora e rural, em oposição às cidades e subúrbios que votaram contra o presidente.

Três dos nomes democratas mais ouvidos e lidos nas últimas semanas fracassaram na noite desta terça-feira (6) em tentar derrotar rivais republicanos.

O carisma de Beto O'Rourke, congressista de El Paso, não sobreviveu à força do senador conservador Ted Cruz, que manteve o assento republicano no Senado. O democrata recebeu 48,3% dos votos, ante 50,9% do adversário, na disputa no Texas.

Na Geórgia, Stacey Abrams, que tentava ser a primeira mulher negra a governar um estado americano, perdeu para Brian Kemp, que recebeu 50,5% dos votos.

Abrams, porém, ainda não admitiu derrota para o rival. Segundo ela, ainda é preciso aguardar a contagem de votos enviados por correios em alguns condados, além de resultados da votação antecipada por ausência, permitida no estado sulista.

E na Flórida, o democrata Andrew Gillum recebeu 49% dos votos, sendo derrotado por Ron DeSantis, que obteve 49,8% após uma campanha em que tentou ligar sua imagem à de Trump.

Ohio também não trouxe boas notícias para o partido do ex-presidente Barack Obama. O republicano Mike DeWine ganhou com 50,7% dos votos, enquanto o democrata Richard Cordray obteve 46,4%.

Flórida e Ohio são considerados dois estados-pêndulo que podem fazer diferença nas eleições presidenciais de 2020, nas quais Trump deve buscar a reeleição. Ter um governo nesses lugares dará ao presidente força e palanques na disputa.

O resultado das eleições legislativas e para o governo mostrou que a divisão entre os Estados Unidos rural e urbano se aprofundou neste ano.

O racha fica mais evidente quando se analisa a vitória democrata na Câmara dos Deputados, onde o partido obteve pelo menos 26 novos assentos -precisava de 23 para garantir a maioria da Casa.

Essas cadeiras foram conquistadas em distritos metropolitanos e suburbanos que estavam em poder dos republicanos, mas cujos eleitores recuaram diante da retórica agressiva de Trump envolvendo raça e imigração.

Os democratas também atraíram um número maior de eleitores jovens que nas últimas eleições de meio mandato, em 2014.

Pesquisa de boca de urna da CNN mostra que mais eleitores com idades entre 18 e 29 anos disseram apoiar candidatos democratas nessas midterms em relação a 2014.

Quatro anos atrás, 54% deles afirmaram que votaram em democratas, enquanto, neste ano, dois terços disseram que fizeram o mesmo.

No Senado, onde os republicanos ampliaram a maioria, a história é outra. Muitas disputas estaduais se deram em locais amplamente rurais e na base conservadora, branca e de trabalhadores com baixos salários do presidente.

Mas nem todas as notícias foram ruins para os democratas em nível estadual. Em Wisconsin, Tony Evers derrotou o republicano Scott Walker por 49,6% a 48,4%. Os democratas também conquistaram Michigan. Esses dois estados deram em Trump em 2016.

Em nível congressional, outras estrelas democratas confirmaram o favoritismo. Em Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez recebeu 78% dos votos em seu distrito e se tornou a mulher mais jovem a ser eleita para o Congresso americano.

Em um distrito tradicionalmente republicano da Carolina do Sul, os democratas também conseguiram uma cadeira na Câmara, depois que Joe Cunningham derrotou a republicana Katie Arrington.

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