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PÁGINA 3 / Negócios
APLICATIVO - Mensalidade dá acesso livre a carro, ônibus, metrô e bicicletas na Finlândia

Sexta, 27/7/2018 14:10.

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RAFAEL-BALAGO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pagando uma mensalidade, uma pessoa pode ter acesso livre a um carro para dirigir, a viajar de táxi, metrô, bondes e ônibus e a usar bicicletas públicas. É a proposta do aplicativo Whim, que opera em Helsinque, capital da Finlândia.

O serviço tem três pacotes. No primeiro, grátis, o usuário paga por cada viagem, mas faz tudo em apenas um aplicativo. O segundo, por 49 € (R$ 213), permite usar o transporte público de forma ilimitada e fazer viagens de bicicleta de até 30 minutos cada uma.

O combo mais completo custa 499 € (cerca de R$ 2.170) e inclui emprestar um veículo pelo tempo que quiser, andar de táxi (até 5 km por viagem) e de bicicleta (até 30 minutos por vez) e fazer qualquer viagem no transporte público local.

De acordo com a agência Bloomberg, o Whim tem 45 mil usuários ativos em Helsinque, sendo que 5.100 deles pagam pelo pacote completo. A cidade tem cerca de 630 mil habitantes.

Para se tornar financeiramente viável, a start-up busca conquistar entre 3% e 5% da população da região atendida. Ao ter um grande público, a empresa pode comprar serviços de transporte no atacado com preços mais baixos.

O Whim foi lançado há dois anos na Finlândia, mas ganhou força neste ano, após receber investimentos de € 16,5 milhões (R$ 71,8 milhões). O serviço chegou a Birmingham, no Reino Unido, em abril. As próximas cidades a recebê-lo serão Antuérpia, na Bélgica, e Amsterdã, na Holanda.

A empresa quer oferecer uma opção à ideia de ter um carro particular. O modelo é chamado de MaaS (Mobilidade como um Serviço, na sigla em inglês). Em vez de pagar o custo de adquirir e manter um automóvel ou uma bicicleta, o usuário cria uma conta e paga pelo acesso a eles, sem precisar se preocupar com gastos como seguro e manutenção.

A ideia é parecida a de modelos como Netflix e Spotify: abandona-se a ideia de comprar filmes e CDs em troca de uma assinatura que permite consumir conteúdos de um enorme acervo.

Os aplicativos de transporte começaram com foco em um serviço e agora querem diversificar suas opções. Neste ano, o Uber comprou uma empresa de aluguel de bicicletas e o Citymapper, que indica as melhores rotas, lançou um serviço próprio de ônibus, entre outros exemplos.

Para o usuário, ficará mais fácil ter mais serviços em um mesmo canal. No entanto, há risco de que a concentração possa gerar monopólios com superpoderes, algo que não costuma ser vantajoso para compradores e trabalhadores dos serviços.


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Sexta, 27/7/2018 14:10.

RAFAEL-BALAGO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pagando uma mensalidade, uma pessoa pode ter acesso livre a um carro para dirigir, a viajar de táxi, metrô, bondes e ônibus e a usar bicicletas públicas. É a proposta do aplicativo Whim, que opera em Helsinque, capital da Finlândia.

O serviço tem três pacotes. No primeiro, grátis, o usuário paga por cada viagem, mas faz tudo em apenas um aplicativo. O segundo, por 49 € (R$ 213), permite usar o transporte público de forma ilimitada e fazer viagens de bicicleta de até 30 minutos cada uma.

O combo mais completo custa 499 € (cerca de R$ 2.170) e inclui emprestar um veículo pelo tempo que quiser, andar de táxi (até 5 km por viagem) e de bicicleta (até 30 minutos por vez) e fazer qualquer viagem no transporte público local.

De acordo com a agência Bloomberg, o Whim tem 45 mil usuários ativos em Helsinque, sendo que 5.100 deles pagam pelo pacote completo. A cidade tem cerca de 630 mil habitantes.

Para se tornar financeiramente viável, a start-up busca conquistar entre 3% e 5% da população da região atendida. Ao ter um grande público, a empresa pode comprar serviços de transporte no atacado com preços mais baixos.

O Whim foi lançado há dois anos na Finlândia, mas ganhou força neste ano, após receber investimentos de € 16,5 milhões (R$ 71,8 milhões). O serviço chegou a Birmingham, no Reino Unido, em abril. As próximas cidades a recebê-lo serão Antuérpia, na Bélgica, e Amsterdã, na Holanda.

A empresa quer oferecer uma opção à ideia de ter um carro particular. O modelo é chamado de MaaS (Mobilidade como um Serviço, na sigla em inglês). Em vez de pagar o custo de adquirir e manter um automóvel ou uma bicicleta, o usuário cria uma conta e paga pelo acesso a eles, sem precisar se preocupar com gastos como seguro e manutenção.

A ideia é parecida a de modelos como Netflix e Spotify: abandona-se a ideia de comprar filmes e CDs em troca de uma assinatura que permite consumir conteúdos de um enorme acervo.

Os aplicativos de transporte começaram com foco em um serviço e agora querem diversificar suas opções. Neste ano, o Uber comprou uma empresa de aluguel de bicicletas e o Citymapper, que indica as melhores rotas, lançou um serviço próprio de ônibus, entre outros exemplos.

Para o usuário, ficará mais fácil ter mais serviços em um mesmo canal. No entanto, há risco de que a concentração possa gerar monopólios com superpoderes, algo que não costuma ser vantajoso para compradores e trabalhadores dos serviços.


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