Jornal Página 3

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Crise econômica na Argentina preocupa turismo de Balneário Camboriú
Divulgação PMBC

Quinta, 6/9/2018 14:53.

Os hoteleiros de Balneário Camboriú só terão uma visão mais clara dos efeitos da crise econômica na Argentina sobre a temporada de verão no final deste mês quando acontecerá em Buenos Aires a Feira Internacional de Turismo (FIT América Latina).

A FIT é a feira mais importante para os empresários catarinenses que vendem turismo para o vizinho país e há anos serve como termômetro para a temporada.

A Argentina está mais uma vez com sérios problemas econômicos, busca a antecipação de um empréstimo de US$ 35 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e sua moeda desvalorizou neste ano cerca de 52% em relação ao dólar.

“Estou bastante preocupada porque poderá haver um impacto muito grande no litoral catarinense onde muitos aluguéis e hotéis dependem dos argentinos” comentou Dirce Fistarol, presidente do Conselho Municipal de Turismo de Balneário Camboriú.

Outros hoteleiros escutados pelo Página 3 acreditam que os argentinos estão “escolados” em crises, mantém reservas em dólares e mesmo que a quantidade de turistas seja menor, muitos não deixarão de viajar.

Também há os que acreditam que a eventual queda de turistas argentinos será compensada por brasileiros num verão esticado com o Carnaval acontecendo só em março.

Alguns agentes de viagens argentinos estão pressionando os hoteleiros a baixar cerca de 10% as diárias, mas há resistência porque isso já foi feito no passado e demorou para recuperar o patamar de preço anterior.

O valor praticado para grupos em alta temporada está em torno de 60 dólares por noite com café e jantar. A pressão é para baixar uns 54 dólares.

O mercado não é unido e os hoteleiros menores temem que numa queda da demanda os maiores baixem os preços.

“Se fosse só o desconto suportaríamos porque o dólar está interessante para nós, mas é mais do que isso, é falta de clientes”, acredita Dirce que enxerga nos mercados chileno e paraguaio algum potencial, mas não o suficiente para suprir uma queda forte de argentinos.

Crise x oportunidade

Margot Rosenbrock Libório, vice-presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, reforça que o argentino tem uma cultura de viagem muito forte. “Eles vão para algum lugar”, destaca. Talvez não fiquem tantos dias, ou viagem de carro, mas para algum lugar eles vão, afirma.

Margot, que está em viagem desde a semana passada divulgando Balneário Camboriú e região pelos países vizinhos, contou que vem conversando muito com o pessoal do trade, e há a perspectiva da questão do peso e da alta do dólar beneficiar a região. Isso porque famílias que viajariam para destinos como Europa ou Estados Unidos podem pensar em rever seus pacotes e optem por viagens nacionais.

Ainda é cedo para ter uma panorama, mas enquanto isso o projeto Visite Balneário Camboriú e Região está fazendo sua parte com visitas e relacionamento com agentes de viagens. Esta é a 7ª etapa do projeto, e passou pelo Chile, Uruguai e Argentina.

“Ontem estivemos em Tucumán (AR) e já conseguimos ver essa situação como uma oportunidade. Estamos aqui no momento certo, divulgar nunca é demais, se não Coca Cola não fazia mais propaganda. Vamos fazer a nossa parte e esperar o que não depende de nós em algum momento nos favoreça um pouco para o destino ficar cada vez mais forte”, concluiu.

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Crise econômica na Argentina preocupa turismo de Balneário Camboriú

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Quinta, 6/9/2018 14:53.

Os hoteleiros de Balneário Camboriú só terão uma visão mais clara dos efeitos da crise econômica na Argentina sobre a temporada de verão no final deste mês quando acontecerá em Buenos Aires a Feira Internacional de Turismo (FIT América Latina).

A FIT é a feira mais importante para os empresários catarinenses que vendem turismo para o vizinho país e há anos serve como termômetro para a temporada.

A Argentina está mais uma vez com sérios problemas econômicos, busca a antecipação de um empréstimo de US$ 35 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e sua moeda desvalorizou neste ano cerca de 52% em relação ao dólar.

“Estou bastante preocupada porque poderá haver um impacto muito grande no litoral catarinense onde muitos aluguéis e hotéis dependem dos argentinos” comentou Dirce Fistarol, presidente do Conselho Municipal de Turismo de Balneário Camboriú.

Outros hoteleiros escutados pelo Página 3 acreditam que os argentinos estão “escolados” em crises, mantém reservas em dólares e mesmo que a quantidade de turistas seja menor, muitos não deixarão de viajar.

Também há os que acreditam que a eventual queda de turistas argentinos será compensada por brasileiros num verão esticado com o Carnaval acontecendo só em março.

Alguns agentes de viagens argentinos estão pressionando os hoteleiros a baixar cerca de 10% as diárias, mas há resistência porque isso já foi feito no passado e demorou para recuperar o patamar de preço anterior.

O valor praticado para grupos em alta temporada está em torno de 60 dólares por noite com café e jantar. A pressão é para baixar uns 54 dólares.

O mercado não é unido e os hoteleiros menores temem que numa queda da demanda os maiores baixem os preços.

“Se fosse só o desconto suportaríamos porque o dólar está interessante para nós, mas é mais do que isso, é falta de clientes”, acredita Dirce que enxerga nos mercados chileno e paraguaio algum potencial, mas não o suficiente para suprir uma queda forte de argentinos.

Crise x oportunidade

Margot Rosenbrock Libório, vice-presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, reforça que o argentino tem uma cultura de viagem muito forte. “Eles vão para algum lugar”, destaca. Talvez não fiquem tantos dias, ou viagem de carro, mas para algum lugar eles vão, afirma.

Margot, que está em viagem desde a semana passada divulgando Balneário Camboriú e região pelos países vizinhos, contou que vem conversando muito com o pessoal do trade, e há a perspectiva da questão do peso e da alta do dólar beneficiar a região. Isso porque famílias que viajariam para destinos como Europa ou Estados Unidos podem pensar em rever seus pacotes e optem por viagens nacionais.

Ainda é cedo para ter uma panorama, mas enquanto isso o projeto Visite Balneário Camboriú e Região está fazendo sua parte com visitas e relacionamento com agentes de viagens. Esta é a 7ª etapa do projeto, e passou pelo Chile, Uruguai e Argentina.

“Ontem estivemos em Tucumán (AR) e já conseguimos ver essa situação como uma oportunidade. Estamos aqui no momento certo, divulgar nunca é demais, se não Coca Cola não fazia mais propaganda. Vamos fazer a nossa parte e esperar o que não depende de nós em algum momento nos favoreça um pouco para o destino ficar cada vez mais forte”, concluiu.

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