Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
Os perigos do uso de aparelhos ortodônticos sem acompanhamento: polêmica inicia nos EUA e chega ao Brasil

Segunda, 15/4/2019 15:46.

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Por Gustavo Zanardi*

As inovações tecnológicas avançam na área da saúde e tratamentos modernos são lançados para quem precisa cuidar dos dentes. Aparelhos ortodônticos fixos e móveis são aprimorados de tempos em tempos, a fim de facilitar o tratamento e alcançar os resultados esperados: é o caso dos alinhadores estéticos.

Entretanto, nos Estados Unidos algumas empresas têm oferecido os alinhadores diretamente aos pacientes, que podem fazer a sua própria moldagem e receber o produto em casa, sem acompanhamento de especialistas - e isso têm gerado uma grande polêmica.

No Brasil, felizmente essa prática ainda não foi liberada devido às exigências de regulamentação. Ainda assim, o assunto preocupa. Comprar um alinhador e utilizar o aparelho sem instrução ou acompanhamento profissional pode gerar sérios problemas aos pacientes. E mais do que isso: agravar problemas que existiam antes, e poderiam ser resolvidos com facilidade.

Os alinhadores transparentes são dispositivos plásticos removíveis que, quando trocados sequencialmente são capazes de movimentar os dentes na direção desejada. Funcionam como qualquer outro tipo de aparelho ou dispositivo ortodôntico, mas devido à tecnologia e estética, são praticamente imperceptíveis, diferentes dos tradicionais aparelhos metálicos.

Esta é uma opção que vem crescendo entre os ortodontistas em todo o território nacional. O perigo, porém, está no uso dos aparelhos de forma independente por parte dos pacientes ou, ainda, de forma inadequada por profissionais não especialistas ou por profissionais sem experiência ou treinamento adequado.

A categoria de profissionais está se mobilizando e mostrando os riscos de se realizar um tratamento ortodôntico ‘por conta própria’ ou sem o acompanhamento adequado de um ortodontista experiente na técnica. Vale lembrar que pode haver diversos problemas, tais como: reabsorção radicular, que é a perda de estrutura dentária, reabsorção óssea (ou seja, a perda de osso alveolar), periodontites, aumento na mobilidade dos dentes ou até mesmo perda de dentes, e muitas outras sequelas.

O alinhador é apenas mais uma ferramenta disponível no nosso arsenal de opções de aparelhos ortodônticos e o mais importante continua sendo o profissional ortodontista, que é o grande responsável por diagnosticar, planejar e tratar seus pacientes de forma segura, ética e responsável, independente do tipo de aparelho utilizado.

*Gustavo Zanardi é presidente da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR-SC), mestre e especialista em Ortodontia e trabalha na área há 14 anos. Também é membro da American Association of Orthodontists (AAO) e da World Federation of Orthodontists (WFO) e atua na clínica privada em Balneário Camboriú.


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Página 3

Os perigos do uso de aparelhos ortodônticos sem acompanhamento: polêmica inicia nos EUA e chega ao Brasil

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Segunda, 15/4/2019 15:46.

Por Gustavo Zanardi*

As inovações tecnológicas avançam na área da saúde e tratamentos modernos são lançados para quem precisa cuidar dos dentes. Aparelhos ortodônticos fixos e móveis são aprimorados de tempos em tempos, a fim de facilitar o tratamento e alcançar os resultados esperados: é o caso dos alinhadores estéticos.

Entretanto, nos Estados Unidos algumas empresas têm oferecido os alinhadores diretamente aos pacientes, que podem fazer a sua própria moldagem e receber o produto em casa, sem acompanhamento de especialistas - e isso têm gerado uma grande polêmica.

No Brasil, felizmente essa prática ainda não foi liberada devido às exigências de regulamentação. Ainda assim, o assunto preocupa. Comprar um alinhador e utilizar o aparelho sem instrução ou acompanhamento profissional pode gerar sérios problemas aos pacientes. E mais do que isso: agravar problemas que existiam antes, e poderiam ser resolvidos com facilidade.

Os alinhadores transparentes são dispositivos plásticos removíveis que, quando trocados sequencialmente são capazes de movimentar os dentes na direção desejada. Funcionam como qualquer outro tipo de aparelho ou dispositivo ortodôntico, mas devido à tecnologia e estética, são praticamente imperceptíveis, diferentes dos tradicionais aparelhos metálicos.

Esta é uma opção que vem crescendo entre os ortodontistas em todo o território nacional. O perigo, porém, está no uso dos aparelhos de forma independente por parte dos pacientes ou, ainda, de forma inadequada por profissionais não especialistas ou por profissionais sem experiência ou treinamento adequado.

A categoria de profissionais está se mobilizando e mostrando os riscos de se realizar um tratamento ortodôntico ‘por conta própria’ ou sem o acompanhamento adequado de um ortodontista experiente na técnica. Vale lembrar que pode haver diversos problemas, tais como: reabsorção radicular, que é a perda de estrutura dentária, reabsorção óssea (ou seja, a perda de osso alveolar), periodontites, aumento na mobilidade dos dentes ou até mesmo perda de dentes, e muitas outras sequelas.

O alinhador é apenas mais uma ferramenta disponível no nosso arsenal de opções de aparelhos ortodônticos e o mais importante continua sendo o profissional ortodontista, que é o grande responsável por diagnosticar, planejar e tratar seus pacientes de forma segura, ética e responsável, independente do tipo de aparelho utilizado.

*Gustavo Zanardi é presidente da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR-SC), mestre e especialista em Ortodontia e trabalha na área há 14 anos. Também é membro da American Association of Orthodontists (AAO) e da World Federation of Orthodontists (WFO) e atua na clínica privada em Balneário Camboriú.


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