Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
Ozawa tenta transformar doação à cidade em algo sujo e criminoso

Quarta, 6/3/2019 10:27.
Redes sociais.
Para defender suas ideias Ozawa acusa outras pessoas de desonestas.

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(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - O ex-candidato a prefeito de Balneário Camboriú Luiz Fernando Ozawa postou no Facebook que “PREFEITO É NOTIFICADO POR PROMOTOR DE JUSTIÇA DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA E AS LUZES COMEÇAM A SE ACENDER” sem esclarecer que este é um passo normal sempre que o Ministério Público recebe uma denúncia, no caso formulada pelo próprio Ozawa.

Ele foi à promotoria denunciar que existem irregularidades no projeto de alargamento da praia central de Balneário Camboriú, mas não apresentou provas, apenas suposições.

Com base na denúncia a promotoria abriu investigação sobre a chamada “Notícia de Fato” e intimou os acusados a apresentarem esclarecimentos, como sempre faz.

Entre as insinuações de Ozawa ao Ministério Público consta que a doação do projeto do alargamento da praia central por um grupo de empresários é ilegal.

Não existe ilegalidade, doar projetos ao poder público é relativamente comum no país.

Em outubro passado iniciou a construção do viaduto na BR-277 em Foz do Iguaçu, mais um dos projetos doados pelo Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu, uma organização da sociedade civil interessada no desenvolvimento daquela cidade turística.

Em janeiro o presidente Jair Bolsonaro foi além, sancionou lei que permite mecanismo para doações em dinheiro diretamente ao poder público.

No caso de alargamento mais de uma dezenas dos principais empresários da cidade fizeram doações para pagar um escritório especializado que desenvolveu os estudos. Não houve dinheiro público envolvido.

Esses empresários partem da convicção que o alargamento é bom para a cidade, manterá o desenvolvimento econômico e valorizará o patrimônio de todos, inclusive dos que são contra a obra.

Em suas postagens Ozawa faz correlações como destacar que o promotor que investiga este caso é o mesmo da Operação Trato Feito, que investigou corrupção na prefeitura.

É o mesmo promotor, mas os governos são diferentes e Ozawa sabe disso.

Ozawa acusa também que o valor a ser investido na obra envolve a ideia de futuramente pedir aditivos milionários, mas ele não junta qualquer comprovação à denúncia, ele supõe que seja assim.

Em verdade quando comparado com a dragagem do porto de Itajaí, o alargamento em Balneário Camboriú parece pecar pelo argumento oposto ao de Ozawa, o custo poderia ser menor do que os R$ 85 milhões estimados.

Nos próximos dias o promotor da moralidade administrativa examinará a denúncia de Ozawa, poderá arquivá-la, pedir mais informações ou transformá-la em processo.


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Para defender suas ideias Ozawa acusa outras pessoas de desonestas.
Para defender suas ideias Ozawa acusa outras pessoas de desonestas.

Ozawa tenta transformar doação à cidade em algo sujo e criminoso

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Quarta, 6/3/2019 10:27.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - O ex-candidato a prefeito de Balneário Camboriú Luiz Fernando Ozawa postou no Facebook que “PREFEITO É NOTIFICADO POR PROMOTOR DE JUSTIÇA DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA E AS LUZES COMEÇAM A SE ACENDER” sem esclarecer que este é um passo normal sempre que o Ministério Público recebe uma denúncia, no caso formulada pelo próprio Ozawa.

Ele foi à promotoria denunciar que existem irregularidades no projeto de alargamento da praia central de Balneário Camboriú, mas não apresentou provas, apenas suposições.

Com base na denúncia a promotoria abriu investigação sobre a chamada “Notícia de Fato” e intimou os acusados a apresentarem esclarecimentos, como sempre faz.

Entre as insinuações de Ozawa ao Ministério Público consta que a doação do projeto do alargamento da praia central por um grupo de empresários é ilegal.

Não existe ilegalidade, doar projetos ao poder público é relativamente comum no país.

Em outubro passado iniciou a construção do viaduto na BR-277 em Foz do Iguaçu, mais um dos projetos doados pelo Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu, uma organização da sociedade civil interessada no desenvolvimento daquela cidade turística.

Em janeiro o presidente Jair Bolsonaro foi além, sancionou lei que permite mecanismo para doações em dinheiro diretamente ao poder público.

No caso de alargamento mais de uma dezenas dos principais empresários da cidade fizeram doações para pagar um escritório especializado que desenvolveu os estudos. Não houve dinheiro público envolvido.

Esses empresários partem da convicção que o alargamento é bom para a cidade, manterá o desenvolvimento econômico e valorizará o patrimônio de todos, inclusive dos que são contra a obra.

Em suas postagens Ozawa faz correlações como destacar que o promotor que investiga este caso é o mesmo da Operação Trato Feito, que investigou corrupção na prefeitura.

É o mesmo promotor, mas os governos são diferentes e Ozawa sabe disso.

Ozawa acusa também que o valor a ser investido na obra envolve a ideia de futuramente pedir aditivos milionários, mas ele não junta qualquer comprovação à denúncia, ele supõe que seja assim.

Em verdade quando comparado com a dragagem do porto de Itajaí, o alargamento em Balneário Camboriú parece pecar pelo argumento oposto ao de Ozawa, o custo poderia ser menor do que os R$ 85 milhões estimados.

Nos próximos dias o promotor da moralidade administrativa examinará a denúncia de Ozawa, poderá arquivá-la, pedir mais informações ou transformá-la em processo.


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