Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Opinião
Sobre Enéas Athanázio: de leitor a escritor

"Enéas é, sem dúvida, o escritor memorialista que mais se destaca na visão catarinense.", por Elizabeth Rennó

Sexta, 14/2/2020 16:13.
Divulgação

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O autor deste ensaio Professor Guilherme Queiroz de Macedo vai pontuando o seu estudo analítico com escrita que abrange toda a trajetória literária de Enéas Athanazio, debruçada sobre a memória e a história de uma Santa Catarina revivida através da palavra rememorativa, que a compõe.

Enéas é, sem dúvida, o escritor memorialista que mais se destaca na visão catarinense.

Desenrola a sua criação sem atavios desnecessários, mas pela descrição de tipos e costumes característicos, que a saudade lhe ditou, em minúcias de lembranças de quem quer e consegue perpetuar uma terra através de épocas, fases e acontecimentos que a marcam, com a força da palavra viva. É escrita ditada pelo amor e pela saudade do visto e do vivido.

Com seus personagens e seus atos, repassa a verdade do que lhe completa o coração como testemunha da vivência que preenche sua visão especular.

É este amor a seu rincão que transparece por relatos de fatos, amores, tristezas a assaltarem a obra de focalizada. Esta completude revisada e assimilada por Guilherme Queiroz atesta e autentica o regionalismo de Enéas.

Enéas não pode ser considerado como escritor regionalista apenas: é também o autor realista mas sutil, romântico mas contido, purista mas atualizado, o que se depreende da linguagem estilística de sua lavra.

Na riqueza de seu estilo, navega por mitos, folclore, enfatiza as características psicológicas dos personagens que retratou na totalidade que povoa a diversidade dos habitantes do Planalto dos Campos Gerais.

Neste conjunto humano reflete-se o todo de uma comunidade em comportamento universal.

Enéas é brilhante em sua escrita, na oralidade apresentada nos contos, na descrição dos atuantes, na complexidade dos ensaios, nos artigos jornalísticos. Sua obra, nos mais de 40 anos de percurso literário iniciada com o O Peão Negro, o transforma de persistente leitor em autor de consistente realização.
A multiplicidade de obras de sua autoria, entre contos, romances, ensaios, artigos para jornais, perfaz este grandioso universo literário brasileiro.

O principal ensinamento que Enéas nos transmite afirma-se na importância da leitura, objetivo primeiro para a formação da educação de nossos estudantes, exemplificando este fator como motivador de sua carreira de escritor, hoje, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira.

Esta apresentação- estudo-análise do Professor Guilherme Queiroz de Macedo sobre a obra de Enéas Athanázio merece loas e louvor.

Nesta representação crítica, o autor soube, excelentemente, introduzir-se na metodologia estudada, dela participando como intérprete, analisando e enfatizando com maestria as particularidades de enredo, personagens, desenvolvimento sequencial, diferenciando linguagem oral e culta, separando ficção e realidade, na relatividade do contexto.


Elizabeth Rennó é escritora e poeta, integrante da Academia Mineira de Letras da qual foi presidente


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Sobre Enéas Athanázio: de leitor a escritor

"Enéas é, sem dúvida, o escritor memorialista que mais se destaca na visão catarinense.", por Elizabeth Rennó

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Sexta, 14/2/2020 16:13.

O autor deste ensaio Professor Guilherme Queiroz de Macedo vai pontuando o seu estudo analítico com escrita que abrange toda a trajetória literária de Enéas Athanazio, debruçada sobre a memória e a história de uma Santa Catarina revivida através da palavra rememorativa, que a compõe.

Enéas é, sem dúvida, o escritor memorialista que mais se destaca na visão catarinense.

Desenrola a sua criação sem atavios desnecessários, mas pela descrição de tipos e costumes característicos, que a saudade lhe ditou, em minúcias de lembranças de quem quer e consegue perpetuar uma terra através de épocas, fases e acontecimentos que a marcam, com a força da palavra viva. É escrita ditada pelo amor e pela saudade do visto e do vivido.

Com seus personagens e seus atos, repassa a verdade do que lhe completa o coração como testemunha da vivência que preenche sua visão especular.

É este amor a seu rincão que transparece por relatos de fatos, amores, tristezas a assaltarem a obra de focalizada. Esta completude revisada e assimilada por Guilherme Queiroz atesta e autentica o regionalismo de Enéas.

Enéas não pode ser considerado como escritor regionalista apenas: é também o autor realista mas sutil, romântico mas contido, purista mas atualizado, o que se depreende da linguagem estilística de sua lavra.

Na riqueza de seu estilo, navega por mitos, folclore, enfatiza as características psicológicas dos personagens que retratou na totalidade que povoa a diversidade dos habitantes do Planalto dos Campos Gerais.

Neste conjunto humano reflete-se o todo de uma comunidade em comportamento universal.

Enéas é brilhante em sua escrita, na oralidade apresentada nos contos, na descrição dos atuantes, na complexidade dos ensaios, nos artigos jornalísticos. Sua obra, nos mais de 40 anos de percurso literário iniciada com o O Peão Negro, o transforma de persistente leitor em autor de consistente realização.
A multiplicidade de obras de sua autoria, entre contos, romances, ensaios, artigos para jornais, perfaz este grandioso universo literário brasileiro.

O principal ensinamento que Enéas nos transmite afirma-se na importância da leitura, objetivo primeiro para a formação da educação de nossos estudantes, exemplificando este fator como motivador de sua carreira de escritor, hoje, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira.

Esta apresentação- estudo-análise do Professor Guilherme Queiroz de Macedo sobre a obra de Enéas Athanázio merece loas e louvor.

Nesta representação crítica, o autor soube, excelentemente, introduzir-se na metodologia estudada, dela participando como intérprete, analisando e enfatizando com maestria as particularidades de enredo, personagens, desenvolvimento sequencial, diferenciando linguagem oral e culta, separando ficção e realidade, na relatividade do contexto.


Elizabeth Rennó é escritora e poeta, integrante da Academia Mineira de Letras da qual foi presidente


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