Jornal Página 3

PF cumpre mandado em BC contra quadrilha do golpe do Seguro Desemprego

Sexta, 19/5/2017 9:33.

Mais uma ação da Polícia Federal aconteceu em Balneário Camboriú. Na manhã de ontem (18) foi deflagrada a Operação Stellio, em parceria com o Ministério do Trabalho, a fim de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o programa de Seguro Desemprego e o FGTS, que atuava em diversos estados. Houve uma busca e apreensão em um apartamento em Balneário.

Segundo informações da Polícia Federal, os criminosos inseriam requerimentos fraudulentos em unidades do Sistema Nacional de Empregos (SINE) por agentes credenciados, e em escritórios montados pela organização, mediante a utilização das senhas desses agentes que eram comparsas dos criminosos.

A investigação apurou que com a ação criminosa a quadrilha levantou cerca de R$ 320 milhões – isso somente entre janeiro de 2014 e junho de 2015. A operação faz referência ao nome em latim stellionatu (estelionato, fraude), que veio de stellio, um tipo de camaleão que tem a pele com manchas que parecem estrelas. Stellio ganhou o sentido de trapaceiro, pela capacidade do animal de mudar a cor da pele para se confundir com o ambiente.

Cerca de 250 policiais federais cumpriram 136 mandados judiciais em Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina. Ao todo foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de condução coercitiva, nove prisões preventivas e 61 prisões temporárias.

Em Santa Catarina, o único mandado de busca e apreensão foi em Balneário, em um apartamento na Rua 1.401, no Centro da cidade. O imóvel seria utilizado por dois irmãos. Vale destacar que ambos estão entre os principais envolvidos com a quadrilha.

Em Palmas/TO, a Justiça Federal ordenou a prisão de 14 agentes e ex-agentes do SINE de Tocantins, Goiás e Maranhão. Também foi determinada a prisão de três ex-funcionários da Caixa que facilitavam os saques dos benefícios fraudulentos por integrantes da organização criminosa.

Além disso, a Justiça determinou a indisponibilidade financeira de 96 pessoas integrantes da organização criminosa, visando ressarcir os prejuízos causados.

Os membros da quadrilha respondem por estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, cujas penas somadas ultrapassam 50 anos de prisão.


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