Jornal Página 3

Polícia faz nova operação para coibir ataques em Santa Catarina

Sexta, 8/9/2017 14:09.

(FOLHAPRESS) - Pelo segundo dia consecutivo, a Polícia Civil de Santa Catarina realiza, nesta sexta (8), uma operação para prender os responsáveis pela onda de ataques contra prédios públicos e agentes de segurança, que começou na semana passada.

A Operação Hidra de Lerna deve cumprir 72 mandados de prisão e 57 de busca e apreensão, a maioria no litoral norte do Estado. Até o final desta manhã, 20 pessoas haviam sido presas.

O foco, mais uma vez, são os líderes da facção criminosa que teria comandado os ataques no Estado.

"A atuação desta facção também se dá com o surgimento de novas cabeças quando se ataca apenas os executores", informou a Polícia Civil, ao justificar o nome da operação. A prioridade, segundo a polícia, é prender quem dá as ordens de comando, e não quem realiza os ataques.

Na quinta (7), a Polícia Civil cumpriu 47 mandados de prisão em outra operação, batizada de Independência, contra grupos criminosos que teriam organizado os ataques. A maior parte dos mandados era contra pessoas que já estavam detidas no sistema prisional do Estado.

A atual onda de violência em Santa Catarina começou em 31 de agosto. Até esta quinta (7), foram registradas 53 ocorrências em 31 cidades, entre ataques a prédios públicos e a veículos particulares.

Embora formalmente a Polícia Civil não divulgue o nome do grupo suspeito pelos ataques, policiais ouvidos pela reportagem dizem que se trata do PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

O grupo foi criado em 2003, dentro do sistema prisional do Estado. Atua nas ruas e nas prisões, segundo o Ministério Público.

HISTÓRICO

O PGC já foi apontado pela polícia como o responsável por ataques anteriores, semelhantes ao atual, registrados em Santa Catarina em 2012, 2013 e 2014.

Juntas, essas três ondas de violência somaram 297 ocorrências, segundo a Polícia Militar, a maioria contra instalações da segurança pública.

O secretário-adjunto da Segurança Pública, Aldo Pinheiro D´Ávila, afirmou que os ataques "vêm perdendo força". Na terça-feira (5), foram dez. Na quarta, oito. Na quinta, não houve registros.

Neste ano, a maioria dos atos foi contra prédios e agentes da segurança pública. Nas ondas de violência anteriores, até o transporte coletivo virou alvo. Em 2014, criminosos incendiaram 44 ônibus.

À época, as investigações concluíram que os ataques foram uma forma de a organização revidar violência e privações sofridas nas cadeias do Estado, além de demonstrar força para seduzir simpatizantes e intimidar desafetos.

De acordo com um agente prisional ouvido pela reportagem, atualmente, a ordem dos criminosos era "para matar policiais" (as mortes de três policiais e um agente prisional no último mês estão sendo investigadas pela polícia), e não tentar criar pânico na população. 


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