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Gaeco fecha o cerco sobre mandante da morte do engenheiro Sérgio Renato

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Reprodução.
Engenheiro foi morto a sangue frio em sua casa na Praia Brava.
Engenheiro foi morto a sangue frio em sua casa na Praia Brava.

Domingo, 4/2/2018 9:10.

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Itajaí, prendeu três homens, identificou o suposto intermediário do contratante e quem supostamente disparou os tiros que tiraram a vida do engenheiro Sérgio Renato Silva em 22 de fevereiro de 2017.

Sérgio Renato era o responsável pela aprovação de construções na prefeitura municipal de Balneário Camboriú e foi morto quando apurava por conta própria a falsificação da sua assinatura em projetos de edifícios.

Em junho passado alguns acusados foram presos. Eles contaram que o contratante os encontrou em um posto de gasolina, era impossível identificá-lo.

A polícia se esforçou, produziu um retrato-falado, mas a pista era falsa.

Dias atrás um dos presos, Paulo Anderson Morais dos Santos, resolveu contar ao Gaeco o que sabia.

Em 15 de janeiro deste ano ocorreu o depoimento. Paulo Anderson detalhou aos policiais e ao Ministério Público que seu cunhado foi procurado por P.H.F, intermediário do mandante, que desejava cobrar uma dívida do engenheiro Sérgio Renato.

Durante as negociações P.H.F. forneceu um revólver e o que era uma cobrança de dívida se transformou na encomenda de matar o engenheiro.

Paulo Anderson e seu cunhado contrataram mais dois homens, G.K.H (que conduziu a motocicleta usada no crime) e L.R. que teria disparado os dois tiros, um deles fatal.

Paulo Anderson forneceu aos investigadores o endereço exato de onde ele e seus cúmplices se encontraranm várias vezes com P.H.F., a casa da namorada deste.

Também detalhou que algumas etapas da execução do engenheiro foram combinadas por Whatsapp.

É a primeira vez que a polícia trabalha com riqueza de detalhes e o depoimento dos outros presos pode ser decisivo para chegar ao mandante, o topo da empreitada criminosa.

P.H.F, o suposto contratante, está preso, assim como o cunhado de Paulo Anderson e o executor L.R.

P.H.F. era funcionário de um escritório de contabilidade em Balneário Camboriú, pertencente a um cargo de confiança do governo anterior que deixou a administração após indícios de falcatruas na repartição que dirigia.

A reportagem do Página 3 não conseguiu contato com o advogado dos detidos, por isso seus nomes não foram detalhados.


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