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Polícia sugere reduzir horário limite para bares e casas noturnas em Camboriú
Divulgação

Terça, 15/5/2018 17:20.

A audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira em Camboriú sobre o avanço da criminalidade levantou um ponto que pode dividir opiniões na cidade: limitar os horários de estabelecimentos comerciais.

Camboriú teve no primeiro quadrimestre deste ano 10 homicídios, contra quatro do ano passado no mesmo período. O número alto de assassinatos coloca a cidade entre as mais violentas do Estado e levou a vereadora Jane Steffen (REDE) a convocar a reunião para discutir possíveis reações do poder público.

As forças de segurança, diretamente cobradas por respostas frente à criminalidade, inverteram o jogo e colocaram nas mãos do Legislativo e do Executivo a proposta de limitar através de uma legislação municipal específica o horário de funcionamento de bares e casas noturnas.

Para as polícias, essa seria uma forma de diminuir as condições para o crime, pois esses lugares seriam geradores de tráfego, criminalidade e de aglomeração de pessoas.

Procuradoria

O procurador do município Hélio Cardoso Derenne Filho, que participou da audiência, explicou que o Executivo deve fazer um estudo mais aprofundado de uma lei já existente no município. Ela estabelece horários diversos, alguns casos bem elásticos, como o de uma famosa casa noturna da região que funciona até de manhã.

Segundo Derenne, essa análise deve ser feita juntamente com a presidência do Legislativo. Ainda é cedo para dar um posicionamento sobre o resultado, porque o município não quer interferir na livre iniciativa, porém se houver essa necessidade, mudanças na lei poderão ser novamente debatidas com as forças de segurança e encaminhadas para votação dos vereadores.

O que dizem as polícias

Delegado regional da Polícia Civil, David Queiróz, que representou o secretário de Estado da Segurança Pública durante a audiência: “Temos um problema com relação aos horários, há uma tendência dos estabelecimentos funcionarem até mais tarde, muito tarde. A Polícia Civil coloca o horário no alvará, a Militar está cobrando, fazemos várias incursões em conjunto, mas é por meio de lei municipal a responsabilidade de estabelecer os horários de funcionamento. Valeria a pena ver ou rever essa lei para que isso possa ser regulamentado com uma multa para que a gente possa atuar de maneira mais efetiva. É um pedido, na verdade”.

Comandante da 1ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar, capitão Tiago Ghilardi: “Falando tecnicamente, bares e casas noturnas são focos de conflitos e desentendimento que geram maior trabalho policial. A pessoa sai bêbada dirigindo, quem vai atender essa ocorrência se matar alguém? É a polícia. É preciso dar encaminhamento a uma legislação pautando horário. Até às cinco da manhã, para quê? Se tudo funcionar até uma hora da manhã e vemos uma pessoa na rua às duas, vamos abordar com mais qualidade”, explicou Ghilardi.

Vereadora Jane

A proponente da audiência, Jane Steffen, comentou que a proposta é polêmica e deve ser analisada com cuidado para não ser desigual entre os empresários.

“Muitas vezes, o problema não é o dono do bar que está regularizado, mas sim os comércios ilegais e os bandidos que estão soltos nas ruas e que podem usar ou não de um bar para cometer seus crimes”, lembrou.

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Polícia sugere reduzir horário limite para bares e casas noturnas em Camboriú

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Terça, 15/5/2018 17:20.

A audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira em Camboriú sobre o avanço da criminalidade levantou um ponto que pode dividir opiniões na cidade: limitar os horários de estabelecimentos comerciais.

Camboriú teve no primeiro quadrimestre deste ano 10 homicídios, contra quatro do ano passado no mesmo período. O número alto de assassinatos coloca a cidade entre as mais violentas do Estado e levou a vereadora Jane Steffen (REDE) a convocar a reunião para discutir possíveis reações do poder público.

As forças de segurança, diretamente cobradas por respostas frente à criminalidade, inverteram o jogo e colocaram nas mãos do Legislativo e do Executivo a proposta de limitar através de uma legislação municipal específica o horário de funcionamento de bares e casas noturnas.

Para as polícias, essa seria uma forma de diminuir as condições para o crime, pois esses lugares seriam geradores de tráfego, criminalidade e de aglomeração de pessoas.

Procuradoria

O procurador do município Hélio Cardoso Derenne Filho, que participou da audiência, explicou que o Executivo deve fazer um estudo mais aprofundado de uma lei já existente no município. Ela estabelece horários diversos, alguns casos bem elásticos, como o de uma famosa casa noturna da região que funciona até de manhã.

Segundo Derenne, essa análise deve ser feita juntamente com a presidência do Legislativo. Ainda é cedo para dar um posicionamento sobre o resultado, porque o município não quer interferir na livre iniciativa, porém se houver essa necessidade, mudanças na lei poderão ser novamente debatidas com as forças de segurança e encaminhadas para votação dos vereadores.

O que dizem as polícias

Delegado regional da Polícia Civil, David Queiróz, que representou o secretário de Estado da Segurança Pública durante a audiência: “Temos um problema com relação aos horários, há uma tendência dos estabelecimentos funcionarem até mais tarde, muito tarde. A Polícia Civil coloca o horário no alvará, a Militar está cobrando, fazemos várias incursões em conjunto, mas é por meio de lei municipal a responsabilidade de estabelecer os horários de funcionamento. Valeria a pena ver ou rever essa lei para que isso possa ser regulamentado com uma multa para que a gente possa atuar de maneira mais efetiva. É um pedido, na verdade”.

Comandante da 1ª Companhia do 12º Batalhão da Polícia Militar, capitão Tiago Ghilardi: “Falando tecnicamente, bares e casas noturnas são focos de conflitos e desentendimento que geram maior trabalho policial. A pessoa sai bêbada dirigindo, quem vai atender essa ocorrência se matar alguém? É a polícia. É preciso dar encaminhamento a uma legislação pautando horário. Até às cinco da manhã, para quê? Se tudo funcionar até uma hora da manhã e vemos uma pessoa na rua às duas, vamos abordar com mais qualidade”, explicou Ghilardi.

Vereadora Jane

A proponente da audiência, Jane Steffen, comentou que a proposta é polêmica e deve ser analisada com cuidado para não ser desigual entre os empresários.

“Muitas vezes, o problema não é o dono do bar que está regularizado, mas sim os comércios ilegais e os bandidos que estão soltos nas ruas e que podem usar ou não de um bar para cometer seus crimes”, lembrou.

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