Jornal Página 3

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"Ministro é quem deve responder sobre esquema com laranjas"

Terça, 5/2/2019 5:24.

TALITA FERNANDES (FOLHAPRESS)

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que não cabe ao presidente Jair Bolsonaro se manifestar sobre a revelação de que o ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) patrocinou esquema de candidaturas laranjas que direcionou verbas públicas a empresas ligadas ao seu gabinete.

"Não, ele [Bolsonaro] não comentou e não comentaria porque esse é um assunto que deve estar restrito ao próprio ministro e as respostas a esse tema a ele devem ser direcionadas a ele", afirmou Rêgo Barros ao ser questionado sobre se o presidente comentou o episódio.

A Folha de S.Paulo revelou nesta segunda (4) que Álvaro Antônio utilizou um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais para direcionar verbas públicas de campanhas para empresas ligadas ao seu gabinete.

Após indicação do PSL de Minas Gerais, presidido à época pelo hoje ministro, o comando nacional do partido do presidente Jair Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Apesar de figurar entre os 20 candidatos do PSL no país que mais receberam dinheiro público, essas quatro mulheres tiveram desempenho insignificante. Juntas, receberam pouco mais de 2.000 votos, em um indicativo de candidaturas de fachada, em que há simulação de alguns atos reais de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.

Dos R$ 279 mil repassados, ao menos R$ 85 mil foram parar oficialmente na conta de quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro.

Indagado sobre se Bolsonaro pediu explicações a Álvaro Antônio, o porta-voz também negou.

"Ele não conversou com o ministro sobre isso", disse em entrevista na tarde desta segunda-feira (4) em São Paulo, onde o presidente se recupera de uma cirurgia de reconstrução de trânsito intestinal.

Procurado pela Folha de S.Paulo, Álvaro Antônio negou que tenha se beneficiado de um esquema envolvendo laranjas e disse que "a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei". 

Se for verdadeira, é grave, diz Mourão sobre revelação de esquema

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda (4) que deve ser investigada a revelação de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, patrocinou esquema de candidaturas laranjas que direcionou verba pública para empresas ligadas ao seu gabinete parlamentar.

Segundo Mourão, se os órgãos de investigação confirmarem a existência da irregularidade, trata-se de uma denúncia grave. "Qualquer denúncia tem de ser apurada, a Justiça que faça o seu papel", disse. "Se for verdadeira [a revelação sobre o caso do ministro], é grave. Temos de ver até onde há verdade nisso aí."

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, disse nesta segunda que não cabe ao presidente Jair Bolsonaro, que está internado no hospital Albert Einstein para se recuperar de cirurgia, se manifestar sobre o caso.

"Não, ele [Bolsonaro] não comentou e não comentaria porque esse é um assunto que deve estar restrito ao próprio ministro e as respostas a esse tema a ele devem ser direcionadas a ele", disse Rêgo Barros ao ser questionado se o presidente comentou o episódio.

Indagado sobre se Bolsonaro pediu explicações a Álvaro Antônio, o porta-voz também negou. "Ele não conversou com o ministro sobre isso."

Já o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que a revelação será apurada "se surgir a necessidade".

"Particularmente não sei se esta matéria é totalmente consistente. Se surgir a necessidade de apuração, será apurado", declarou Moro, após apresentar um pacote anticrime que será enviado ao Congresso.

Questionado sobre o esquema revelado sobre o ministro do Turismo, Moro disse, num primeiro momento, que "é coisa do passado" "o tempo em que o ministro da Justiça atuava como advogado de membros do governo federal".

"Não cabe ao ministro da Justiça fazer esse papel de defesa de situações apontadas em relação a membros do governo", afirmou. "Quando fui convidado a assumir essa posição, o presidente [Bolsonaro] disse muito claramente que ele é intolerante em relação a desvios e que os órgãos deveriam ter plena autonomia em realizar essa apuração. É o que vai acontecer em relação a todos os casos", concluiu.

Nesta segunda, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), cobrou manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). "Duplo crime na prática do partido de Bolsonaro: fraudar a cota de mulheres e desviar recursos do Fundo Partidário", afirmou Gleisi nas redes sociais.

O PSOL também pediu uma posição do governo. "Enquanto não explicar com argumentos sólidos, ele deveria no mínimo ser afastado do cargo", disse o líder da legenda na Câmara, Ivan Valente (SP). Segundo ele, o partido estuda ação no conselho de ética para pedir a cassação de Álvaro Antônio, que também é deputado federal.

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"Ministro é quem deve responder sobre esquema com laranjas"

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Terça, 5/2/2019 5:24.

TALITA FERNANDES (FOLHAPRESS)

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que não cabe ao presidente Jair Bolsonaro se manifestar sobre a revelação de que o ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) patrocinou esquema de candidaturas laranjas que direcionou verbas públicas a empresas ligadas ao seu gabinete.

"Não, ele [Bolsonaro] não comentou e não comentaria porque esse é um assunto que deve estar restrito ao próprio ministro e as respostas a esse tema a ele devem ser direcionadas a ele", afirmou Rêgo Barros ao ser questionado sobre se o presidente comentou o episódio.

A Folha de S.Paulo revelou nesta segunda (4) que Álvaro Antônio utilizou um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais para direcionar verbas públicas de campanhas para empresas ligadas ao seu gabinete.

Após indicação do PSL de Minas Gerais, presidido à época pelo hoje ministro, o comando nacional do partido do presidente Jair Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Apesar de figurar entre os 20 candidatos do PSL no país que mais receberam dinheiro público, essas quatro mulheres tiveram desempenho insignificante. Juntas, receberam pouco mais de 2.000 votos, em um indicativo de candidaturas de fachada, em que há simulação de alguns atos reais de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.

Dos R$ 279 mil repassados, ao menos R$ 85 mil foram parar oficialmente na conta de quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro.

Indagado sobre se Bolsonaro pediu explicações a Álvaro Antônio, o porta-voz também negou.

"Ele não conversou com o ministro sobre isso", disse em entrevista na tarde desta segunda-feira (4) em São Paulo, onde o presidente se recupera de uma cirurgia de reconstrução de trânsito intestinal.

Procurado pela Folha de S.Paulo, Álvaro Antônio negou que tenha se beneficiado de um esquema envolvendo laranjas e disse que "a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei". 

Se for verdadeira, é grave, diz Mourão sobre revelação de esquema

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda (4) que deve ser investigada a revelação de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, patrocinou esquema de candidaturas laranjas que direcionou verba pública para empresas ligadas ao seu gabinete parlamentar.

Segundo Mourão, se os órgãos de investigação confirmarem a existência da irregularidade, trata-se de uma denúncia grave. "Qualquer denúncia tem de ser apurada, a Justiça que faça o seu papel", disse. "Se for verdadeira [a revelação sobre o caso do ministro], é grave. Temos de ver até onde há verdade nisso aí."

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, disse nesta segunda que não cabe ao presidente Jair Bolsonaro, que está internado no hospital Albert Einstein para se recuperar de cirurgia, se manifestar sobre o caso.

"Não, ele [Bolsonaro] não comentou e não comentaria porque esse é um assunto que deve estar restrito ao próprio ministro e as respostas a esse tema a ele devem ser direcionadas a ele", disse Rêgo Barros ao ser questionado se o presidente comentou o episódio.

Indagado sobre se Bolsonaro pediu explicações a Álvaro Antônio, o porta-voz também negou. "Ele não conversou com o ministro sobre isso."

Já o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que a revelação será apurada "se surgir a necessidade".

"Particularmente não sei se esta matéria é totalmente consistente. Se surgir a necessidade de apuração, será apurado", declarou Moro, após apresentar um pacote anticrime que será enviado ao Congresso.

Questionado sobre o esquema revelado sobre o ministro do Turismo, Moro disse, num primeiro momento, que "é coisa do passado" "o tempo em que o ministro da Justiça atuava como advogado de membros do governo federal".

"Não cabe ao ministro da Justiça fazer esse papel de defesa de situações apontadas em relação a membros do governo", afirmou. "Quando fui convidado a assumir essa posição, o presidente [Bolsonaro] disse muito claramente que ele é intolerante em relação a desvios e que os órgãos deveriam ter plena autonomia em realizar essa apuração. É o que vai acontecer em relação a todos os casos", concluiu.

Nesta segunda, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), cobrou manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). "Duplo crime na prática do partido de Bolsonaro: fraudar a cota de mulheres e desviar recursos do Fundo Partidário", afirmou Gleisi nas redes sociais.

O PSOL também pediu uma posição do governo. "Enquanto não explicar com argumentos sólidos, ele deveria no mínimo ser afastado do cargo", disse o líder da legenda na Câmara, Ivan Valente (SP). Segundo ele, o partido estuda ação no conselho de ética para pedir a cassação de Álvaro Antônio, que também é deputado federal.

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