Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Comunidade denuncia ‘baderna’ em bar na Quarta Avenida

Quarta, 12/6/2019 9:25.
Divulgação
O bar que os moradores denunciam

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O Página 3 recebeu na manhã de hoje (12) denúncia sobre o bar 4ª Avenida Lounge Bar, que fica na rua 2.970, esquina com a Quarta Avenida. Segundo vizinhos, o local funciona todos os dias até ‘quatro ou cinco da manhã’. Já teria acontecido confusão e brigas por lá, além de denúncias de tráfico de drogas. A PM disse estar ciente e inclusive já atendeu ocorrências no local.

Na denúncia, é relatado que o local abriu há cerca de três meses e que desde então a vida dos moradores do região virou um ‘verdadeiro inferno’, pois todas as noites e madrugadas há pessoas gritando e fazendo festa.

“Se chamamos a atenção nos xingam ou ameaçam, fica aquela batucada de portas (entra e sai), ficam acelerando as motos até cortar o giro, saem com som no último volume, cantam pneu, mijam na frente das nossas casas, deixam lixo pela rua toda (garrafas, latinhas jogadas, bituca..), já foi presenciada por moradores a venda de entorpecentes nas proximidades deste bar. Uma total falta de respeito com os moradores/trabalhadores, que precisam descansar pra acordar cedo e trabalhar (pagar as contas)”, escreveu o denunciante.

Um episódio aconteceu no último sábado (8), por volta das 3h30. Segundo consta na denúncia, uma ‘briga muito feia’ foi registrada e teria acontecido até mesmo disparo de arma de fogo.

“Briga de garrafa quebrada (o chão e as paredes ficaram cheias de sangue). Falaram também que um dos seguranças que trabalha neste bar é policial. A Polícia Militar foi chamada, mas após a chegada de apenas dois policiais, os mesmos se viram em apuros e pediram reforços. Somente com o reforço e muito gás conseguiram acalmar a situação”, relatou o morador. No domingo (9) o bar abriu, mas somente para funcionários limparem o local.

O Comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Balneário Camboriú, tenente-coronel Alexandre Coelho se posicionou sobre o fato em um grupo na rede social WhatsApp, onde o caso estava sendo discutido. Ele disse que com relação ao horário de funcionamento do bar ‘não há muito o que fazer’.

“Estamos tentando junto com o Comitê Integrado de Segurança montar uma lei para disciplinar os horários, mas já sentimos resistências e na verdade existe já uma corrente de fazer uma que torne BC 24 horas”, disse.

O Comandante citou ainda que há inúmeros bares e casas particulares que no período noturno e principalmente finais de semana infringem a lei, perturbando o sossego alheio.

“São dezenas de chamados que temos que atender, prejudicando nosso serviço direcionado a crimes maiores. Vejo que é a "comunidade atrapalhando a comunidade" tirando, com suas atitudes, a PM de sua função principal”, salientou.

Sobre a denúncia, o Comandante disse que atuam quando são chamados, e que antes de um fato como a briga ocorrida no sábado não há o que fazer, já que conversas em tons altos e bate portas não são necessariamente crimes.

“E não temos como destinar uma guarnição para ficar a noite e a madrugada inteira no local para prevenir as saídas ruidosas. Iremos fazer algumas ações de prevenção no local, dentro de nossas possibilidades operacionais”, completou.


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O bar que os moradores denunciam
O bar que os moradores denunciam

Comunidade denuncia ‘baderna’ em bar na Quarta Avenida

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Quarta, 12/6/2019 9:25.

O Página 3 recebeu na manhã de hoje (12) denúncia sobre o bar 4ª Avenida Lounge Bar, que fica na rua 2.970, esquina com a Quarta Avenida. Segundo vizinhos, o local funciona todos os dias até ‘quatro ou cinco da manhã’. Já teria acontecido confusão e brigas por lá, além de denúncias de tráfico de drogas. A PM disse estar ciente e inclusive já atendeu ocorrências no local.

Na denúncia, é relatado que o local abriu há cerca de três meses e que desde então a vida dos moradores do região virou um ‘verdadeiro inferno’, pois todas as noites e madrugadas há pessoas gritando e fazendo festa.

“Se chamamos a atenção nos xingam ou ameaçam, fica aquela batucada de portas (entra e sai), ficam acelerando as motos até cortar o giro, saem com som no último volume, cantam pneu, mijam na frente das nossas casas, deixam lixo pela rua toda (garrafas, latinhas jogadas, bituca..), já foi presenciada por moradores a venda de entorpecentes nas proximidades deste bar. Uma total falta de respeito com os moradores/trabalhadores, que precisam descansar pra acordar cedo e trabalhar (pagar as contas)”, escreveu o denunciante.

Um episódio aconteceu no último sábado (8), por volta das 3h30. Segundo consta na denúncia, uma ‘briga muito feia’ foi registrada e teria acontecido até mesmo disparo de arma de fogo.

“Briga de garrafa quebrada (o chão e as paredes ficaram cheias de sangue). Falaram também que um dos seguranças que trabalha neste bar é policial. A Polícia Militar foi chamada, mas após a chegada de apenas dois policiais, os mesmos se viram em apuros e pediram reforços. Somente com o reforço e muito gás conseguiram acalmar a situação”, relatou o morador. No domingo (9) o bar abriu, mas somente para funcionários limparem o local.

O Comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Balneário Camboriú, tenente-coronel Alexandre Coelho se posicionou sobre o fato em um grupo na rede social WhatsApp, onde o caso estava sendo discutido. Ele disse que com relação ao horário de funcionamento do bar ‘não há muito o que fazer’.

“Estamos tentando junto com o Comitê Integrado de Segurança montar uma lei para disciplinar os horários, mas já sentimos resistências e na verdade existe já uma corrente de fazer uma que torne BC 24 horas”, disse.

O Comandante citou ainda que há inúmeros bares e casas particulares que no período noturno e principalmente finais de semana infringem a lei, perturbando o sossego alheio.

“São dezenas de chamados que temos que atender, prejudicando nosso serviço direcionado a crimes maiores. Vejo que é a "comunidade atrapalhando a comunidade" tirando, com suas atitudes, a PM de sua função principal”, salientou.

Sobre a denúncia, o Comandante disse que atuam quando são chamados, e que antes de um fato como a briga ocorrida no sábado não há o que fazer, já que conversas em tons altos e bate portas não são necessariamente crimes.

“E não temos como destinar uma guarnição para ficar a noite e a madrugada inteira no local para prevenir as saídas ruidosas. Iremos fazer algumas ações de prevenção no local, dentro de nossas possibilidades operacionais”, completou.


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