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Atiradores matam seis alunos e dois funcionários em escola em Suzano, na Grande SP
Reprodução
Escola Raul Brasil, em Suzano, grande São Paulo

Quarta, 13/3/2019 11:15.

(ATUALIZADA) THAIZA PAULUZE E DHIEGO MAIA (FOLHAPRESS)

Ao menos seis alunos e dois funcionários foram mortos em um ataque a tiros em uma escola estadual de Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13). Cinco vítimas morreram na hora do ataque e outras duas após serem levadas ao hospital.

Segundo informações da Polícia Militar, dois homens encapuzados, que aparentam ser adolescentes, atiraram contra os alunos e, em seguida, se mataram na escola Professor Raul Brasil, próxima ao centro da cidade.

Há ao menos outras nove pessoas feridas, duas em estado grave, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

A escola oferece ensino fundamental e médio e um centro de estudos de língua, para estudantes de 11 a 18 anos. Mas, no momento dos disparos, havia apenas adolescentes do ensino médio e estudantes de línguas.

A reportagem conversou com Juliano Simões de Santana, vizinho da Raul Brasil. O morador disse que ouviu os disparos próximo ao intervalo das aulas do período matutino, às 9h30.

"Moro ao lado, ouvi um tumulto e fui para lá. Cheguei e vi várias crianças saindo correndo ensanguentadas. Um desespero, professor, funcionário, todos correndo", afirmou.

Pouco depois de participar de coletiva de imprensa sobre as enchentes no estado, o governador João Doria (PSDB) cancelou sua agenda para o resto do dia e decidiu ir para Suzano para acompanhar de perto o ocorrido.

"Estou muito impactado com o que eu vi aqui nesta escola, é uma cena muito triste. A mais triste que vi em toda minha vida. São adolescentes que foram brutalmente assassinados. Aos pais de vítimas e aos feridos, nossa solidariedade", afirmou o governador, que pediu à Secretaria de Saúde que garanta apoio psicológico aos atingidos.

Segundo o coronel Marcelo Salles, comandante da Polícia Militar, os atiradores dispararam em um proprietário de um lava-jato próximo à escola antes de entrar na unidade de ensino. A vítima está sendo operada num hospital da região. Os atiradores levavam um revólver calibre 38, um arco e flechas e artefatos explosivos.

Além de Salles, o general João Camilo de Campos, secretário de Segurança Pública, e Rossieli Soares, secretário de Educação, acompanham o governador no local.

Foram acionadas seis unidades de resgate dos Corpo de Bombeiros, três do Samu, dois de suporte avançado e dois helicópteros águia. A PM também enviou uma equipe do Gate para apurar os artefatos parecidos com bombas.

A polícia isolou a rua que dá acesso à escola. Só a perícia e carros de resgate passam no local. Um gabinete de crise será montado na quadra da instituição de ensino para concentrar as informações sobre o ataque.

OUTROS CASOS

Já houve no país ao menos outros sete casos similares ao de Suzano com atiradores (alunos ou não) dentro de escolas abrindo fogo contra estudantes e outras pessoas.

Em Salvador, um jovem de 17 anos matou duas colegas dentro da sala do colégio particular Sigma e foi preso em flagrante. À época, em 2002, a delegada encarregada do caso afirmou que o revólver calibre.38 utilizado pelo garoto pertencia ao pai, que era perito policial.

Em janeiro de 2003, em Taiúva (a 363 km de São Paulo), Edmar Aparecido Freitas, 18, ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, invadiu o pátio da instituição, atirou em alunos, professores e funcionários e depois se matou.

Em abril de 2011, em Realengo (zona oeste do Rio), doze adolescentes -dez meninas e dois meninos- morreram no massacre da escola municipal Tasso da Silveira. Eles foram vítimas de Wellington Menezes de Oliveira, 23, que atirou contra as vítimas na sala de aula.

No mesmo mês, um adolescente de 14 anos que se disse vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado.

Também em 2011, mas em setembro, um aluno de 10 anos de idade que estava no 4º ano atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e depois se matou na escola Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).

Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos atirou em outras três alunas de escola estadual de Santa Rita (região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba). O objetivo do rapaz era acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido duas vezes.

O último caso foi em outubro de 2017, quando um adolescente de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatro, em Goiânia. O jovem utilizou uma pistola .40 da mãe, que assim como o pai é policial militar. Segundo a Polícia Civil, na época, o adolescente foi motivado por bullying.

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Atiradores matam seis alunos e dois funcionários em escola em Suzano, na Grande SP

Reprodução
Escola Raul Brasil, em Suzano, grande São Paulo
Escola Raul Brasil, em Suzano, grande São Paulo
Quarta, 13/3/2019 11:15.

(ATUALIZADA) THAIZA PAULUZE E DHIEGO MAIA (FOLHAPRESS)

Ao menos seis alunos e dois funcionários foram mortos em um ataque a tiros em uma escola estadual de Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13). Cinco vítimas morreram na hora do ataque e outras duas após serem levadas ao hospital.

Segundo informações da Polícia Militar, dois homens encapuzados, que aparentam ser adolescentes, atiraram contra os alunos e, em seguida, se mataram na escola Professor Raul Brasil, próxima ao centro da cidade.

Há ao menos outras nove pessoas feridas, duas em estado grave, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

A escola oferece ensino fundamental e médio e um centro de estudos de língua, para estudantes de 11 a 18 anos. Mas, no momento dos disparos, havia apenas adolescentes do ensino médio e estudantes de línguas.

A reportagem conversou com Juliano Simões de Santana, vizinho da Raul Brasil. O morador disse que ouviu os disparos próximo ao intervalo das aulas do período matutino, às 9h30.

"Moro ao lado, ouvi um tumulto e fui para lá. Cheguei e vi várias crianças saindo correndo ensanguentadas. Um desespero, professor, funcionário, todos correndo", afirmou.

Pouco depois de participar de coletiva de imprensa sobre as enchentes no estado, o governador João Doria (PSDB) cancelou sua agenda para o resto do dia e decidiu ir para Suzano para acompanhar de perto o ocorrido.

"Estou muito impactado com o que eu vi aqui nesta escola, é uma cena muito triste. A mais triste que vi em toda minha vida. São adolescentes que foram brutalmente assassinados. Aos pais de vítimas e aos feridos, nossa solidariedade", afirmou o governador, que pediu à Secretaria de Saúde que garanta apoio psicológico aos atingidos.

Segundo o coronel Marcelo Salles, comandante da Polícia Militar, os atiradores dispararam em um proprietário de um lava-jato próximo à escola antes de entrar na unidade de ensino. A vítima está sendo operada num hospital da região. Os atiradores levavam um revólver calibre 38, um arco e flechas e artefatos explosivos.

Além de Salles, o general João Camilo de Campos, secretário de Segurança Pública, e Rossieli Soares, secretário de Educação, acompanham o governador no local.

Foram acionadas seis unidades de resgate dos Corpo de Bombeiros, três do Samu, dois de suporte avançado e dois helicópteros águia. A PM também enviou uma equipe do Gate para apurar os artefatos parecidos com bombas.

A polícia isolou a rua que dá acesso à escola. Só a perícia e carros de resgate passam no local. Um gabinete de crise será montado na quadra da instituição de ensino para concentrar as informações sobre o ataque.

OUTROS CASOS

Já houve no país ao menos outros sete casos similares ao de Suzano com atiradores (alunos ou não) dentro de escolas abrindo fogo contra estudantes e outras pessoas.

Em Salvador, um jovem de 17 anos matou duas colegas dentro da sala do colégio particular Sigma e foi preso em flagrante. À época, em 2002, a delegada encarregada do caso afirmou que o revólver calibre.38 utilizado pelo garoto pertencia ao pai, que era perito policial.

Em janeiro de 2003, em Taiúva (a 363 km de São Paulo), Edmar Aparecido Freitas, 18, ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, invadiu o pátio da instituição, atirou em alunos, professores e funcionários e depois se matou.

Em abril de 2011, em Realengo (zona oeste do Rio), doze adolescentes -dez meninas e dois meninos- morreram no massacre da escola municipal Tasso da Silveira. Eles foram vítimas de Wellington Menezes de Oliveira, 23, que atirou contra as vítimas na sala de aula.

No mesmo mês, um adolescente de 14 anos que se disse vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado.

Também em 2011, mas em setembro, um aluno de 10 anos de idade que estava no 4º ano atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e depois se matou na escola Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).

Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos atirou em outras três alunas de escola estadual de Santa Rita (região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba). O objetivo do rapaz era acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido duas vezes.

O último caso foi em outubro de 2017, quando um adolescente de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatro, em Goiânia. O jovem utilizou uma pistola .40 da mãe, que assim como o pai é policial militar. Segundo a Polícia Civil, na época, o adolescente foi motivado por bullying.

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