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137 foram presos em operação contra pedofilia na internet

Sexta, 29/3/2019 6:00.

DHIEGO MAIA E RICARDO DELLA COLETTA
SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil deflagrou, na manhã de quinta-feira (28), uma megaoperação para prender suspeitos de envolvimento em crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.

A ação, coordenada pelo ministério da Justiça e Segurança Pública, prendeu 137 suspeitos e cumpriu 266 mandados de busca e apreensão de conteúdos digitais ilícitos nos 26 estados, além do Distrito Federal -no estado de São Paulo, foram presas 63 pessoas e cumpridos 92 mandados.

Com os detidos, os policiais encontraram materiais relacionados à pornografia infantil.

"A gente manda um recado claro: este tipo de crime não pode ser tolerado", disse o ministro da Justiça, Sergio Moro. "Esse tipo de crime merece o repúdio e a atenção específica das autoridades policiais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública."

Cerca de 1.500 policiais foram mobilizados para cumprir os mandados. A ação integra a 4ª fase da operação Luz na Infância. Nas três primeiras etapas, 405 pessoas já haviam sido detidas.

Ainda de acordo com Moro, os suspeitos foram identificados após uma varredura na internet feita por técnicos do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas.

"O conteúdo com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva foi repassado às polícias civis ""em especial às delegacias de proteção à criança e ao adolescente e de repressão a crimes informáticos. Por sua vez, as delegacias instauraram inquéritos policiais e solicitaram ao Poder Judiciário a expedição dos mandados de busca e apreensão", disse o ministério.

Um dos detidos no estado de São Paulo na operação foi um estudante da USP (Universidade de São Paulo). O jovem, que não teve a identidade divulgada, foi retirado de uma sala da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) sob forte esquema de segurança.

Segundo a assessoria de imprensa da USP, "policiais civis uniformizados e fortemente armados entraram em salas de aula para buscar um aluno acusado de crime potencialmente grave que choca a comunidade".

A USP questionou a forma como a prisão ocorreu. "Chocou-nos a desproporcionalidade entre os fins e os meios do procedimento policial". Segundo a universidade, os policiais interromperam as aulas. "Para quê mobilizar duas dezenas de policiais uniformizados e com uso de metralhadoras para prender o acusado nos prédios da USP?".

"Não vamos aceitar calados que a imagem da FFLCH e a autonomia da instituição sejam violados por ações injustificáveis. O mais do que necessário combate à criminalidade não pode justificar a agressão às instituições universitárias", disse a universidade.

O delegado-geral da Polícia Civil de SP, Ruy Ferraz Fontes, afirmou que providências cabíveis serão adotadas caso a ação seja considerada abusiva. Ele diz que, pelo que foi apurado até o momento, não há indícios de exageros. "Eles utilizaram a força necessária para conter o indivíduo. Nosso objetivo era prender o indivíduo e preservar a prova, que era o seu celular", afirmou. 

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Sexta, 29/3/2019 6:00.

DHIEGO MAIA E RICARDO DELLA COLETTA
SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil deflagrou, na manhã de quinta-feira (28), uma megaoperação para prender suspeitos de envolvimento em crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.

A ação, coordenada pelo ministério da Justiça e Segurança Pública, prendeu 137 suspeitos e cumpriu 266 mandados de busca e apreensão de conteúdos digitais ilícitos nos 26 estados, além do Distrito Federal -no estado de São Paulo, foram presas 63 pessoas e cumpridos 92 mandados.

Com os detidos, os policiais encontraram materiais relacionados à pornografia infantil.

"A gente manda um recado claro: este tipo de crime não pode ser tolerado", disse o ministro da Justiça, Sergio Moro. "Esse tipo de crime merece o repúdio e a atenção específica das autoridades policiais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública."

Cerca de 1.500 policiais foram mobilizados para cumprir os mandados. A ação integra a 4ª fase da operação Luz na Infância. Nas três primeiras etapas, 405 pessoas já haviam sido detidas.

Ainda de acordo com Moro, os suspeitos foram identificados após uma varredura na internet feita por técnicos do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas.

"O conteúdo com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva foi repassado às polícias civis ""em especial às delegacias de proteção à criança e ao adolescente e de repressão a crimes informáticos. Por sua vez, as delegacias instauraram inquéritos policiais e solicitaram ao Poder Judiciário a expedição dos mandados de busca e apreensão", disse o ministério.

Um dos detidos no estado de São Paulo na operação foi um estudante da USP (Universidade de São Paulo). O jovem, que não teve a identidade divulgada, foi retirado de uma sala da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) sob forte esquema de segurança.

Segundo a assessoria de imprensa da USP, "policiais civis uniformizados e fortemente armados entraram em salas de aula para buscar um aluno acusado de crime potencialmente grave que choca a comunidade".

A USP questionou a forma como a prisão ocorreu. "Chocou-nos a desproporcionalidade entre os fins e os meios do procedimento policial". Segundo a universidade, os policiais interromperam as aulas. "Para quê mobilizar duas dezenas de policiais uniformizados e com uso de metralhadoras para prender o acusado nos prédios da USP?".

"Não vamos aceitar calados que a imagem da FFLCH e a autonomia da instituição sejam violados por ações injustificáveis. O mais do que necessário combate à criminalidade não pode justificar a agressão às instituições universitárias", disse a universidade.

O delegado-geral da Polícia Civil de SP, Ruy Ferraz Fontes, afirmou que providências cabíveis serão adotadas caso a ação seja considerada abusiva. Ele diz que, pelo que foi apurado até o momento, não há indícios de exageros. "Eles utilizaram a força necessária para conter o indivíduo. Nosso objetivo era prender o indivíduo e preservar a prova, que era o seu celular", afirmou. 

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