Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Bailarina do Faustão presa em Balneário diz que irá processar a GM, secretário e comandante opinam

A festa acontecia em Balneário Camboriú quando houve a intervenção

Terça, 21/7/2020 11:49.
Divulgação

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Natacha Horana, 28, modelo e bailarina do programa Domingão do Faustão que virou notícia nacional, porque foi presa na madrugada de domingo (19) em uma festa que acontecia em um apartamento de Balneário Camboriú disse que irá buscar medidas judiciais porque os guardas municipais que a abordaram teriam cometido abusos.

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, e o Comandante da Guarda Municipal da cidade, Antônio Afonso Coutinho Neto, dizem que estão ‘tranquilos’ e que também possuem imagens da abordagem, inclusive de um momento em que Natacha teria 'atacado' um fiscal, pegando o celular dele, que filmava a ocorrência.

O advogado da bailarina

O comunicado emitido pela assessoria de Natacha informou que ela ficou ‘muito abalada’ com a repercussão do caso e que buscará as ‘medidas judiciais cabíveis’ contra os agentes que teriam ‘cometido o abuso contra ela’. O advogado da modelo, Carlos Felipe, em entrevista para a revista Marie Claire, disse que houve abuso na ação da Guarda Municipal alegando que eles não poderiam ter entrado no apartamento, pois nenhum crime estaria acontecendo no local.

“Natacha não cometeu qualquer crime, pois sequer estava reunida com as demais pessoas presentes no local. Ela tomará todas as medidas judiciais cabíveis contra os agentes que cometeram o abuso. Inadmissível a postura dos agentes, pois, não havia situação de flagrante delito que justificasse a invasão do apartamento, bem como detiveram Natacha a força sob fundamentos ilegais, além dos guardas usurparem a função da Polícia Militar, estabelecida na Constituição Federal”, disse o representante da bailarina.

Secretário Castanheira rebate

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, disse ao Jornal Página 3 que estão ‘bem tranquilos’ com a situação, citando que toda a abordagem foi filmada.

“Deixamos ela falar o que quiser, ela está criando provas contra ela mesma. Ela fala que tinham 10 pessoas, e tinham pelo menos 20. O fiscal da prefeitura tem até imagem dela dando um tapa na câmera, policiais militares também têm filmagens”, explica.

Castanheira avalia que a bailarina está querendo ‘o minuto de fama’ dela, e conta que os próprios moradores do prédio onde Natacha alugou o apartamento e o síndico do local que chamaram a equipe da fiscalização, Guarda Municipal e PM. “Temos tudo registrado. Entramos porque os moradores e o síndico do prédio nos chamaram. Que fossem 10 pessoas como ela disse, tinha som alto e até drogas no local (segundo Castanheira, maconha e skunk – droga popularmente conhecida como ‘supermaconha’), sai um pouco do que ela está falando. E ela está negando, mas estava na festa, quando a abordagem chegou ela correu e quis se trancar no quarto”, acrescenta. O secretário afirmou ainda que ‘após a demanda judicial que a modelo diz que vai fazer’ vão apresentar todas as imagens que possuem.

“Estamos bem tranquilos”, completa.

Comandante da GM: guardas agiram da forma correta

O Comandante da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, Antônio Afonso Coutinho Neto, afirma que tanto a bailarina quanto o advogado dela falaram ‘besteiras’ e que ficam ‘repetindo mentiras’ para tentar convencer a população de que a versão deles ‘é a verdadeira ou a correta’.

“Disseram que os guardas agiram fora as suas atribuições. A Guarda Municipal vem atuando junto com a Fiscalização há algumas semanas, fazendo cumprir o decreto municipal que proíbe alugar imóvel para esse tipo de atividade, festas, enfim. Prevendo tanto multa para o proprietário quanto para o locador, e foi o que aconteceu nesse fim de semana”, relembra.

Coutinho salienta que os guardas acompanharam os fiscais de postura e que essa é uma atribuição constitucional da Guarda, salientando que o advogado de Natacha está ‘equivocado’ em falar que os guardas não poderiam estar no local.

“A Guarda estava garantindo o serviço dos fiscais. Em relação da condução da feminina, infelizmente alguns vídeos foram divulgados, e eu acho que não havia necessidade, me desagrada muito. Não fazia sentido irmos até o imóvel e não verificar todos os cômodos porque podia haver outras pessoas escondidas, essa verificação é normal. A porta estava trancada, solicitamos que ela abrisse, e por isso foi aberta (arrombada, no caso)”, salienta.

Assim como Castanheira citou, Coutinho também afirma que Natacha ‘arrancou’ o celular da mão de um fiscal que gravava a ocorrência.

“Não aparece no vídeo dela o momento em que ela ataca o cinegrafista, em que ela arranca da mão dele os equipamentos. Ela não queria devolver o aparelho, ficou uma disputa para tentar reaver, e foi isso que acabou ocasionando a condução dela para a delegacia”, diz.

Segundo o Comandante, a Guarda Municipal fez o encaminhamento, seguindo os procedimentos que consideram padrão, para a segurança dos guardas e também a de Natacha. “Dá para ver que ela estava com o ânimo um pouco alterado. Temos muitas provas, e esperamos resolver isso o quanto antes”, pontua.

O Comandante afirma que entende que a bailarina tem ‘todo o direito de recorrer a medidas judiciais’ quando se sente lesada, mas que o comando da Guarda vê que os guardas municipais executaram o trabalho ‘de maneira tranquila, usando da força necessária para fazer o encaminhamento’.

“Fizeram o procedimento correto. O ocasionador disso tudo não é a Guarda, não é a Fiscalização e nem o município de Balneário, é o cidadão que vem de outra região, aluga aqui, e o proprietário que alugou o apartamento, que talvez não tinha conhecimento que era para esse fim”, acrescenta.

Coutinho opina ainda que é um momento de pandemia e que as pessoas virem para outra cidade para realizar festas ‘mostra que não estão preocupados com o resto da população’.

“Não tem respeito e preocupação ao próximo e é por isso que o poder público está tendo que executar as ações e reprimir essas atividades. A Guarda Municipal está aqui para servir, proteger e algumas vezes restringindo o direito do cidadão de acordo com o poder que o Estado dá para esses agentes. A ação foi legítima, foi verbalizado, ela se opôs, agrediu o servidor, tentou danificar o equipamento. Continuaremos com o nosso trabalho, mesmo recebendo pedradas de quem tentamos proteger. Continuaremos com a nossa missão”, completa.

Repercussão nacional

A prisão de Natacha foi notícia em jornais de alcance nacional. Segundo a Guarda Municipal de Balneário Camboriú, ela participava de uma festa clandestina em um apartamento alugado. No local estavam cerca de 20 pessoas, de diversos estados, entre modelos, jogadores de futebol e até uma médica. Festas do tipo estão proibidas em Balneário Camboriú para tentar conter o avanço do Coronavírus. O caso foi repassado ao Ministério Público por atentado à saúde pública.

No boletim de ocorrência, foi citado que Natacha alugou o imóvel (a assessoria dela confirmou, citando ainda dois amigos) e que ela tentou intimidar a fiscalização para evitar que os guardas fizessem imagens do local – no vídeo que circulou nas redes sociais ela estava com um celular registrando imagens. A bailarina foi encaminhada à delegacia na viatura da Guarda Municipal, assinou um termo circunstanciado e foi liberada. O decreto municipal prevê multa de R$ 5 mil para o organizador do evento e R$ 5 mil para o proprietário do imóvel, que neste caso era alugado.

A assessoria de Natacha confirmou a ‘reunião social’, informando que os dois amigos que teriam alugado o apartamento com ela teriam chamado ‘cerca de dez pessoas’.

“Após receber um chamado, guardas municipais invadiram o apartamento juntamente com fiscais municipais, sem que ninguém da casa permitisse o ingresso dos agentes. A bailarina estava dentro de seu quarto durante todo o período da reunião e por não estar participando, acreditou que não seria necessário abrir a porta do cômodo em que já estava acomodada. Exaltados e sem paciência para explicação, rapidamente os agentes da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, então, arrombaram a porta do cômodo. Deixamos aqui o nosso lamento pela atitude precipitada dos agentes que deveriam causar acalento e acabaram gerando medo invadindo o quarto que uma mulher estava sozinha dentro”, informou a assessoria em nota.


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Bailarina do Faustão presa em Balneário diz que irá processar a GM, secretário e comandante opinam

A festa acontecia em Balneário Camboriú quando houve a intervenção

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Terça, 21/7/2020 11:49.

Natacha Horana, 28, modelo e bailarina do programa Domingão do Faustão que virou notícia nacional, porque foi presa na madrugada de domingo (19) em uma festa que acontecia em um apartamento de Balneário Camboriú disse que irá buscar medidas judiciais porque os guardas municipais que a abordaram teriam cometido abusos.

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, e o Comandante da Guarda Municipal da cidade, Antônio Afonso Coutinho Neto, dizem que estão ‘tranquilos’ e que também possuem imagens da abordagem, inclusive de um momento em que Natacha teria 'atacado' um fiscal, pegando o celular dele, que filmava a ocorrência.

O advogado da bailarina

O comunicado emitido pela assessoria de Natacha informou que ela ficou ‘muito abalada’ com a repercussão do caso e que buscará as ‘medidas judiciais cabíveis’ contra os agentes que teriam ‘cometido o abuso contra ela’. O advogado da modelo, Carlos Felipe, em entrevista para a revista Marie Claire, disse que houve abuso na ação da Guarda Municipal alegando que eles não poderiam ter entrado no apartamento, pois nenhum crime estaria acontecendo no local.

“Natacha não cometeu qualquer crime, pois sequer estava reunida com as demais pessoas presentes no local. Ela tomará todas as medidas judiciais cabíveis contra os agentes que cometeram o abuso. Inadmissível a postura dos agentes, pois, não havia situação de flagrante delito que justificasse a invasão do apartamento, bem como detiveram Natacha a força sob fundamentos ilegais, além dos guardas usurparem a função da Polícia Militar, estabelecida na Constituição Federal”, disse o representante da bailarina.

Secretário Castanheira rebate

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, disse ao Jornal Página 3 que estão ‘bem tranquilos’ com a situação, citando que toda a abordagem foi filmada.

“Deixamos ela falar o que quiser, ela está criando provas contra ela mesma. Ela fala que tinham 10 pessoas, e tinham pelo menos 20. O fiscal da prefeitura tem até imagem dela dando um tapa na câmera, policiais militares também têm filmagens”, explica.

Castanheira avalia que a bailarina está querendo ‘o minuto de fama’ dela, e conta que os próprios moradores do prédio onde Natacha alugou o apartamento e o síndico do local que chamaram a equipe da fiscalização, Guarda Municipal e PM. “Temos tudo registrado. Entramos porque os moradores e o síndico do prédio nos chamaram. Que fossem 10 pessoas como ela disse, tinha som alto e até drogas no local (segundo Castanheira, maconha e skunk – droga popularmente conhecida como ‘supermaconha’), sai um pouco do que ela está falando. E ela está negando, mas estava na festa, quando a abordagem chegou ela correu e quis se trancar no quarto”, acrescenta. O secretário afirmou ainda que ‘após a demanda judicial que a modelo diz que vai fazer’ vão apresentar todas as imagens que possuem.

“Estamos bem tranquilos”, completa.

Comandante da GM: guardas agiram da forma correta

O Comandante da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, Antônio Afonso Coutinho Neto, afirma que tanto a bailarina quanto o advogado dela falaram ‘besteiras’ e que ficam ‘repetindo mentiras’ para tentar convencer a população de que a versão deles ‘é a verdadeira ou a correta’.

“Disseram que os guardas agiram fora as suas atribuições. A Guarda Municipal vem atuando junto com a Fiscalização há algumas semanas, fazendo cumprir o decreto municipal que proíbe alugar imóvel para esse tipo de atividade, festas, enfim. Prevendo tanto multa para o proprietário quanto para o locador, e foi o que aconteceu nesse fim de semana”, relembra.

Coutinho salienta que os guardas acompanharam os fiscais de postura e que essa é uma atribuição constitucional da Guarda, salientando que o advogado de Natacha está ‘equivocado’ em falar que os guardas não poderiam estar no local.

“A Guarda estava garantindo o serviço dos fiscais. Em relação da condução da feminina, infelizmente alguns vídeos foram divulgados, e eu acho que não havia necessidade, me desagrada muito. Não fazia sentido irmos até o imóvel e não verificar todos os cômodos porque podia haver outras pessoas escondidas, essa verificação é normal. A porta estava trancada, solicitamos que ela abrisse, e por isso foi aberta (arrombada, no caso)”, salienta.

Assim como Castanheira citou, Coutinho também afirma que Natacha ‘arrancou’ o celular da mão de um fiscal que gravava a ocorrência.

“Não aparece no vídeo dela o momento em que ela ataca o cinegrafista, em que ela arranca da mão dele os equipamentos. Ela não queria devolver o aparelho, ficou uma disputa para tentar reaver, e foi isso que acabou ocasionando a condução dela para a delegacia”, diz.

Segundo o Comandante, a Guarda Municipal fez o encaminhamento, seguindo os procedimentos que consideram padrão, para a segurança dos guardas e também a de Natacha. “Dá para ver que ela estava com o ânimo um pouco alterado. Temos muitas provas, e esperamos resolver isso o quanto antes”, pontua.

O Comandante afirma que entende que a bailarina tem ‘todo o direito de recorrer a medidas judiciais’ quando se sente lesada, mas que o comando da Guarda vê que os guardas municipais executaram o trabalho ‘de maneira tranquila, usando da força necessária para fazer o encaminhamento’.

“Fizeram o procedimento correto. O ocasionador disso tudo não é a Guarda, não é a Fiscalização e nem o município de Balneário, é o cidadão que vem de outra região, aluga aqui, e o proprietário que alugou o apartamento, que talvez não tinha conhecimento que era para esse fim”, acrescenta.

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“Não tem respeito e preocupação ao próximo e é por isso que o poder público está tendo que executar as ações e reprimir essas atividades. A Guarda Municipal está aqui para servir, proteger e algumas vezes restringindo o direito do cidadão de acordo com o poder que o Estado dá para esses agentes. A ação foi legítima, foi verbalizado, ela se opôs, agrediu o servidor, tentou danificar o equipamento. Continuaremos com o nosso trabalho, mesmo recebendo pedradas de quem tentamos proteger. Continuaremos com a nossa missão”, completa.

Repercussão nacional

A prisão de Natacha foi notícia em jornais de alcance nacional. Segundo a Guarda Municipal de Balneário Camboriú, ela participava de uma festa clandestina em um apartamento alugado. No local estavam cerca de 20 pessoas, de diversos estados, entre modelos, jogadores de futebol e até uma médica. Festas do tipo estão proibidas em Balneário Camboriú para tentar conter o avanço do Coronavírus. O caso foi repassado ao Ministério Público por atentado à saúde pública.

No boletim de ocorrência, foi citado que Natacha alugou o imóvel (a assessoria dela confirmou, citando ainda dois amigos) e que ela tentou intimidar a fiscalização para evitar que os guardas fizessem imagens do local – no vídeo que circulou nas redes sociais ela estava com um celular registrando imagens. A bailarina foi encaminhada à delegacia na viatura da Guarda Municipal, assinou um termo circunstanciado e foi liberada. O decreto municipal prevê multa de R$ 5 mil para o organizador do evento e R$ 5 mil para o proprietário do imóvel, que neste caso era alugado.

A assessoria de Natacha confirmou a ‘reunião social’, informando que os dois amigos que teriam alugado o apartamento com ela teriam chamado ‘cerca de dez pessoas’.

“Após receber um chamado, guardas municipais invadiram o apartamento juntamente com fiscais municipais, sem que ninguém da casa permitisse o ingresso dos agentes. A bailarina estava dentro de seu quarto durante todo o período da reunião e por não estar participando, acreditou que não seria necessário abrir a porta do cômodo em que já estava acomodada. Exaltados e sem paciência para explicação, rapidamente os agentes da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, então, arrombaram a porta do cômodo. Deixamos aqui o nosso lamento pela atitude precipitada dos agentes que deveriam causar acalento e acabaram gerando medo invadindo o quarto que uma mulher estava sozinha dentro”, informou a assessoria em nota.


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