Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Polícia: Operação Mar Azul está ocupando as áreas centrais de Balneário Camboriú

Quarta, 25/11/2020 6:40.
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O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior disse que a Operação Mar Azul, em execução na cidade, tem por objetivo ‘ocupar’ as áreas centrais, reprimindo o tráfico e uso de drogas, o consumo de bebida alcoólica por menores e as situações de perturbação do sossego alheio.

As brigas generalizadas que vem ocorrendo no centro estão repercutindo nos últimos dias nas redes, principalmente um vídeo onde uma jovem leva um ‘golpe’ de cassetete nas costas e um jovem que alega ter sido agredido pela Guarda Municipal. As duas situações integram a Mar Azul.

“Gera sensação de baderna”

Castanheira avisou que a Operação Mar Azul ‘veio para ficar’, com o objetivo de causar uma mudança de cultura, o que estaria sendo ‘difícil’ na região central.

“As pessoas estão com dificuldade de entender que as leis serão cumpridas. Somos intolerantes quanto à venda de bebida para menores de idade e também quanto à venda e uso de drogas, iremos reprimir a perturbação do sossego alheio, como aglomeração e som alto. Tudo isso gera sensação de baderna e não é a imagem que queremos que a nossa cidade passe”, explica.

O secretário salienta que quando pedem para as pessoas ‘desocuparem’ a área central há brigas, porque não estão mais tolerando som alto e grupos permanecendo na praça Tamandaré para consumir bebidas alcoólicas, por exemplo – algo que acontece há muito tempo no local.
“É um costume, sabemos disso, mas não iremos mais aceitar. Não é uma ação contra as pessoas de bem, quem não escuta e obedece, está desrespeitando. A perturbação de sossego alheio pode ter um potencial ofensivo menor, mas mesmo assim a pessoa está descumprindo a lei, está causando problemas. Todas essas práticas em conjunto, estão causando uma desordem muito grande”, pontua.

10 brigas só nesta semana



Segundo o secretário, o setor de Inteligência da Guarda Municipal foi ‘a campo’ e apresentou relatórios, onde são citadas conveniências que ficam nas proximidades da Tamandaré que vendem bebida alcoólica para menores de idade, além de aglomerações, música alta e uso de drogas. “Não estamos mais admitindo isso, e então arremessam garrafas contra nós, e isso gera uma reação proporcional nossa. Os vídeos das redes sociais não mostram tudo o que aconteceu. Só nesta semana ocorreram 10 brigas generalizadas nessa região”, salienta.

Sobre o caso da menina que leva um ‘golpe’ de cassetete nas costas – ocorrido segunda (23), ele diz que o grupo onde ela estava estaria brigando ‘de ponto em ponto’, do Calçadão até a Avenida Brasil, cometendo vandalismos por onde passavam. A Guarda Municipal teria pedido para ela sair, e o ‘bastão’ foi utilizado para ‘sinalizar’.

“Não gerou lesão nenhuma. O bastão é uma arma menos letal e é aplicado em situações de distúrbio civil, e brigas são consideradas distúrbios”, diz.

“Conjunto de coisas que leva ao caos social”

Castanheira afirma que já estavam ‘preparados’ para as denúncias do público por parte da reação mais firme que estão tomando e que realmente brigas do tipo vêm sendo frequentes na região central pela mistura de drogas e álcool e permanência durante muito tempo na rua.

“Há diversas situações que acabam interligadas, como menores consumindo álcool e drogas e também traficando. É um conjunto de coisas que leva ao caos social. Temos um mapeamento que aponta ligação entre tráfico, pequenos furtos, pedintes também. A maioria dos detidos nós já conhecemos, que são presos em um dia e soltos dois dias depois. A comunidade cobra de nós, mas é algo que vai muito além”, descreve.

Segundo o secretário, também é comum a utilização de bicicletas no tráfico, assim como a fragmentação da venda de drogas – uma pessoa recebe o dinheiro, outra busca a droga e uma terceira entrega.

“Há pessoas detidas como usuárias de drogas, porque estão, por exemplo, com poucas pedras de crack, caracterizando consumo próprio, e na verdade são traficantes, porque ficam com poucas unidades exatamente para dificultar o trabalho policial”, acrescenta.

Guarda opta por arma menos letal



Imagens de um jovem que teria sido atingido por uma bala de borracha da Guarda Municipal, na manhã de domingo (22), também repercutiram. Ele ficou ferido perto do olho direito. Castanheira explica que a GM normalmente opta por usar a granilha, que são pequenos flocos de plástico que ‘espalham’ mais e são menos letais.

“Evitamos o balote (bala de borracha/elastômetro), pois ele tem um dano um pouco maior. No caso desse jovem, ali suspeitamos que foi um tiro de longa distância e que pode ter ricocheteado, porque não atiramos na área dos olhos. Ele disse que havia pedido para pegar a bicicleta para ir embora, mas na realidade estava acontecendo uma briga generalizada. Foram mais de 10 essa semana”, informa, citando que as que mais repercutiram foram três – a da menina golpeada com o cassetete, a desse jovem e a de um skatista (saiba mais abaixo).

“Apuramos tudo, os guardas apresentam relatórios, temos tudo documentado. Final de semana é terrível, acontecem muitas situações complicadas”, acrescenta.

Skate e bike proibidos na Tamandaré

Algo que deu o que falar foi a proibição de skate e bicicleta na praça Tamandaré. A prática de ambos os esportes nos arredores do local, principalmente por jovens, é algo que acontece há anos. Inclusive foi um vídeo de um jovem skatista, gravado na tarde de domingo (22), que causou indignação nas redes sociais.

“Tanto skate quanto bicicleta são proibidos na Tamandaré há algum tempo, mas as pessoas relutam a cumprir porque a prática nunca foi coibida, mas as famílias estão deixando de frequentar a praça por essa desordem e não queremos mais que isso aconteça”, explica Castanheira.

Muitos que andam de skate e bicicleta não tem cuidado e acabam atropelando crianças, por exemplo.

“Vai haver confronto e resistência, pois quando você ‘toma’ algo de alguém que utiliza o espaço há muito tempo, vai ter resposta. Já estávamos prevendo esses vídeos que estão sendo publicados. É complicado, porque se você pede três vezes para a pessoa parar de andar, e ele debocha, você precisa tomar uma atitude. E se preciso, vamos agir com mais energia”, afirma, citando que há pessoas que estão dizendo que a Guarda está ‘mais violenta’, mas que isso não procede. “Estamos agindo como precisamos. E não tem desculpa pra andar de skate ali, na Tamandaré não pode, mas eles têm pista na Barra Sul e agora uma nova na Rua 10”, completa.


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Polícia: Operação Mar Azul está ocupando as áreas centrais de Balneário Camboriú

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Quarta, 25/11/2020 6:40.

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior disse que a Operação Mar Azul, em execução na cidade, tem por objetivo ‘ocupar’ as áreas centrais, reprimindo o tráfico e uso de drogas, o consumo de bebida alcoólica por menores e as situações de perturbação do sossego alheio.

As brigas generalizadas que vem ocorrendo no centro estão repercutindo nos últimos dias nas redes, principalmente um vídeo onde uma jovem leva um ‘golpe’ de cassetete nas costas e um jovem que alega ter sido agredido pela Guarda Municipal. As duas situações integram a Mar Azul.

“Gera sensação de baderna”

Castanheira avisou que a Operação Mar Azul ‘veio para ficar’, com o objetivo de causar uma mudança de cultura, o que estaria sendo ‘difícil’ na região central.

“As pessoas estão com dificuldade de entender que as leis serão cumpridas. Somos intolerantes quanto à venda de bebida para menores de idade e também quanto à venda e uso de drogas, iremos reprimir a perturbação do sossego alheio, como aglomeração e som alto. Tudo isso gera sensação de baderna e não é a imagem que queremos que a nossa cidade passe”, explica.

O secretário salienta que quando pedem para as pessoas ‘desocuparem’ a área central há brigas, porque não estão mais tolerando som alto e grupos permanecendo na praça Tamandaré para consumir bebidas alcoólicas, por exemplo – algo que acontece há muito tempo no local.
“É um costume, sabemos disso, mas não iremos mais aceitar. Não é uma ação contra as pessoas de bem, quem não escuta e obedece, está desrespeitando. A perturbação de sossego alheio pode ter um potencial ofensivo menor, mas mesmo assim a pessoa está descumprindo a lei, está causando problemas. Todas essas práticas em conjunto, estão causando uma desordem muito grande”, pontua.

10 brigas só nesta semana



Segundo o secretário, o setor de Inteligência da Guarda Municipal foi ‘a campo’ e apresentou relatórios, onde são citadas conveniências que ficam nas proximidades da Tamandaré que vendem bebida alcoólica para menores de idade, além de aglomerações, música alta e uso de drogas. “Não estamos mais admitindo isso, e então arremessam garrafas contra nós, e isso gera uma reação proporcional nossa. Os vídeos das redes sociais não mostram tudo o que aconteceu. Só nesta semana ocorreram 10 brigas generalizadas nessa região”, salienta.

Sobre o caso da menina que leva um ‘golpe’ de cassetete nas costas – ocorrido segunda (23), ele diz que o grupo onde ela estava estaria brigando ‘de ponto em ponto’, do Calçadão até a Avenida Brasil, cometendo vandalismos por onde passavam. A Guarda Municipal teria pedido para ela sair, e o ‘bastão’ foi utilizado para ‘sinalizar’.

“Não gerou lesão nenhuma. O bastão é uma arma menos letal e é aplicado em situações de distúrbio civil, e brigas são consideradas distúrbios”, diz.

“Conjunto de coisas que leva ao caos social”

Castanheira afirma que já estavam ‘preparados’ para as denúncias do público por parte da reação mais firme que estão tomando e que realmente brigas do tipo vêm sendo frequentes na região central pela mistura de drogas e álcool e permanência durante muito tempo na rua.

“Há diversas situações que acabam interligadas, como menores consumindo álcool e drogas e também traficando. É um conjunto de coisas que leva ao caos social. Temos um mapeamento que aponta ligação entre tráfico, pequenos furtos, pedintes também. A maioria dos detidos nós já conhecemos, que são presos em um dia e soltos dois dias depois. A comunidade cobra de nós, mas é algo que vai muito além”, descreve.

Segundo o secretário, também é comum a utilização de bicicletas no tráfico, assim como a fragmentação da venda de drogas – uma pessoa recebe o dinheiro, outra busca a droga e uma terceira entrega.

“Há pessoas detidas como usuárias de drogas, porque estão, por exemplo, com poucas pedras de crack, caracterizando consumo próprio, e na verdade são traficantes, porque ficam com poucas unidades exatamente para dificultar o trabalho policial”, acrescenta.

Guarda opta por arma menos letal



Imagens de um jovem que teria sido atingido por uma bala de borracha da Guarda Municipal, na manhã de domingo (22), também repercutiram. Ele ficou ferido perto do olho direito. Castanheira explica que a GM normalmente opta por usar a granilha, que são pequenos flocos de plástico que ‘espalham’ mais e são menos letais.

“Evitamos o balote (bala de borracha/elastômetro), pois ele tem um dano um pouco maior. No caso desse jovem, ali suspeitamos que foi um tiro de longa distância e que pode ter ricocheteado, porque não atiramos na área dos olhos. Ele disse que havia pedido para pegar a bicicleta para ir embora, mas na realidade estava acontecendo uma briga generalizada. Foram mais de 10 essa semana”, informa, citando que as que mais repercutiram foram três – a da menina golpeada com o cassetete, a desse jovem e a de um skatista (saiba mais abaixo).

“Apuramos tudo, os guardas apresentam relatórios, temos tudo documentado. Final de semana é terrível, acontecem muitas situações complicadas”, acrescenta.

Skate e bike proibidos na Tamandaré

Algo que deu o que falar foi a proibição de skate e bicicleta na praça Tamandaré. A prática de ambos os esportes nos arredores do local, principalmente por jovens, é algo que acontece há anos. Inclusive foi um vídeo de um jovem skatista, gravado na tarde de domingo (22), que causou indignação nas redes sociais.

“Tanto skate quanto bicicleta são proibidos na Tamandaré há algum tempo, mas as pessoas relutam a cumprir porque a prática nunca foi coibida, mas as famílias estão deixando de frequentar a praça por essa desordem e não queremos mais que isso aconteça”, explica Castanheira.

Muitos que andam de skate e bicicleta não tem cuidado e acabam atropelando crianças, por exemplo.

“Vai haver confronto e resistência, pois quando você ‘toma’ algo de alguém que utiliza o espaço há muito tempo, vai ter resposta. Já estávamos prevendo esses vídeos que estão sendo publicados. É complicado, porque se você pede três vezes para a pessoa parar de andar, e ele debocha, você precisa tomar uma atitude. E se preciso, vamos agir com mais energia”, afirma, citando que há pessoas que estão dizendo que a Guarda está ‘mais violenta’, mas que isso não procede. “Estamos agindo como precisamos. E não tem desculpa pra andar de skate ali, na Tamandaré não pode, mas eles têm pista na Barra Sul e agora uma nova na Rua 10”, completa.


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