Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Polícia
Polícia Civil cumpre mandado em Balneário: operação é focada no combate ao crime ambiental em Florianópolis

Quinta, 5/11/2020 16:48.

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A Polícia Civil de Santa Catarina realiza nesta quinta-feira (5) a operação Mecanismo Verde, que tem como alvo um suposto esquema que favoreceria empresas a construír irregularmente em Florianópolis.

A ação é da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais (DRCA) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). 35 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, entre eles um em Balneário Camboriú, dois em Londrina, no Paraná, e o restante em Florianópolis e São José.

Até o momento duas prisões foram feitas, uma em Florianópolis e outra em Londrina. Participaram da operação 120 policiais civis da DEIC, de Balneário Camboriú, da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis (DPGF) e policiais civis da PC-PR de Londrina.

Foco da operação é em Florianópolis

Segundo a Polícia Civil, em Balneário teriam sido apreendidos documentos. Os alvos se concentram principalmente em Florianópolis, porém houve uma prisão na capital catarinense e outra em Londrina/PR – ambos os presos teriam sido flagrados com armas de fogo.

A investigação começou em 2019 e a polícia apura os crimes de organização criminosa, corrupção, crimes ambientais, parcelamento irregular do solo urbano, crimes contra a economia popular e outros, que ocorreriam desde 2018. A polícia informou que há um secretário municipal de Florianópolis entre os alvos das buscas, além de servidores da prefeitura e um ex-vereador.

Saiba mais

Quem está responsável pela Mecanismo Verde é a Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais (DRCA), que está apurando a suposta atuação de uma organização criminosa que envolveria construtores civis, políticos e servidores públicos municipais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano (SMDU) de Florianópolis, da Secretaria Municipal da Fazenda e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM) – também da capital.

A suspeita é de que funcionários destes departamentos recebiam propinas e então articulavam mecanismos de corrupção que auxiliavam e viabilizavam as construções de loteamentos irregulares e exploração imobiliária irregular, através da obtenção de alvarás e não fiscalização das obras.

Atuação é ilegal e causa prejuízos ambientais e sociais

A Polícia Civil lembra que essa atuação é ilegal, além de causar sérios danos ao meio ambiente, proporciona um crescimento desordenado e um prejuízo imensurável à sociedade, pois o planejamento urbano e os serviços sociais disponíveis não acompanham o crescimento populacional, gerando bolsões de pobreza, ausência de saneamento básico e aumento da criminalidade.

Além disso, quem compra os imóveis irregulares são ludibriados com a falsa promessa de futura regularização e individualização dos imóveis prometidas por corretores de imóveis e construtores, em servidões muitas vezes sequer reconhecidas oficialmente pelo próprio poder público municipal.


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Página 3

Polícia Civil cumpre mandado em Balneário: operação é focada no combate ao crime ambiental em Florianópolis

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Quinta, 5/11/2020 16:48.

A Polícia Civil de Santa Catarina realiza nesta quinta-feira (5) a operação Mecanismo Verde, que tem como alvo um suposto esquema que favoreceria empresas a construír irregularmente em Florianópolis.

A ação é da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais (DRCA) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). 35 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, entre eles um em Balneário Camboriú, dois em Londrina, no Paraná, e o restante em Florianópolis e São José.

Até o momento duas prisões foram feitas, uma em Florianópolis e outra em Londrina. Participaram da operação 120 policiais civis da DEIC, de Balneário Camboriú, da Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis (DPGF) e policiais civis da PC-PR de Londrina.

Foco da operação é em Florianópolis

Segundo a Polícia Civil, em Balneário teriam sido apreendidos documentos. Os alvos se concentram principalmente em Florianópolis, porém houve uma prisão na capital catarinense e outra em Londrina/PR – ambos os presos teriam sido flagrados com armas de fogo.

A investigação começou em 2019 e a polícia apura os crimes de organização criminosa, corrupção, crimes ambientais, parcelamento irregular do solo urbano, crimes contra a economia popular e outros, que ocorreriam desde 2018. A polícia informou que há um secretário municipal de Florianópolis entre os alvos das buscas, além de servidores da prefeitura e um ex-vereador.

Saiba mais

Quem está responsável pela Mecanismo Verde é a Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais (DRCA), que está apurando a suposta atuação de uma organização criminosa que envolveria construtores civis, políticos e servidores públicos municipais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano (SMDU) de Florianópolis, da Secretaria Municipal da Fazenda e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM) – também da capital.

A suspeita é de que funcionários destes departamentos recebiam propinas e então articulavam mecanismos de corrupção que auxiliavam e viabilizavam as construções de loteamentos irregulares e exploração imobiliária irregular, através da obtenção de alvarás e não fiscalização das obras.

Atuação é ilegal e causa prejuízos ambientais e sociais

A Polícia Civil lembra que essa atuação é ilegal, além de causar sérios danos ao meio ambiente, proporciona um crescimento desordenado e um prejuízo imensurável à sociedade, pois o planejamento urbano e os serviços sociais disponíveis não acompanham o crescimento populacional, gerando bolsões de pobreza, ausência de saneamento básico e aumento da criminalidade.

Além disso, quem compra os imóveis irregulares são ludibriados com a falsa promessa de futura regularização e individualização dos imóveis prometidas por corretores de imóveis e construtores, em servidões muitas vezes sequer reconhecidas oficialmente pelo próprio poder público municipal.


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