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Quem é Léo Índio, alvo da PF e primo de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro

A Polícia Federal mira nesta quarta-feira (25) 12 investigados pelo atos golpistas de 8 de janeiro na 19 fase da operação Lesa Pátria. Um dos alvos de busca e apreensão é Leonardo Rodrigues de Jesus, que tem o apelido de Leo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele é sobrinho de Rogéria Nantes Braga, primeira mulher de Bolsonaro e mãe dos filhos mais velhos do ex-presidente: o senador Flávio, o vereador Carlos e o deputado federal Eduardo. Ele já foi citado em investigações sobre 8/1, 7 de Setembro, “rachadinha” e uso de funcionários fantasmas.

Léo Índio é um dos investigados no inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República para apurar a organização e financiamento das manifestações de 7 de setembro e os ataques ao Supremo Tribunal Federal.

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Em 31 de agosto, dias antes dos atos, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizasse a tomada de depoimento de Índio.

Moraes acatou o pedido e também ordenou ao Facebook, Instagram, Twitter e Youtube o bloqueio de suas contas e das chaves PIX divulgadas por ele para arrecadar valores a serem utilizados no financiamento das manifestações.

“O quadro probatório demonstra a atuação de Marcos Gomes (Zé Trovão) e Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Leo Índio, na divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições que, na conclusão da Procuradoria-Geral da República, é mais do que suficiente para justificar as medidas cautelares”, diz trecho do pedido da PGR.

O primo dos filhos de Bolsonaro entrou na mira da investigação após postar em suas redes sociais uma campanha de arrecadação de dinheiro para financiar as manifestações do 7 de setembro.

Nos dias que antecederam os atos, Índio divulgou em sua conta no Instagram várias chaves Pix para arrecadação de valores e, também, um QR Code para doações por meio de criptomoedas. Todos foram bloqueados por ordem de Moraes.

No 8 de janeiro, ele participou dos ataques golpistas que aconteceram em Brasília. Em postagem nas redes sociais, Leonardo Índio mostrou uma foto com diversos manifestantes golpistas atrás e disse que os olhos estavam vermelhos devido ao gás lacrimogêneo.

“Quem tem histórico de destruir patrimônio público é a esquerda. [Eles] focarão no vandalismo, certamente. Mas sabemos a verdade. Olhos vermelhos significa gás lacrimogêneo, disparado pelas forças de segurança, que não focaram nos focos [sic] de destruição, jogaram em todos os manifestantes. Busquem os verdadeiros vândalos e também os covardes mascarados e fantasiados de patriotas”, escreveu.

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Ele também postou vídeos em que os golpistas são atingidos por bombas para dispersar a multidão e disse que “patriotas não cometem vandalismo.”

Na eleição de 2022 ele não conseguiu um assento na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O candidato, que saiu na urna com o sobrenome Bolsonaro e foi exonerado em setembro da assessoria da liderança do PL no Senado por não trabalhar desde março, recebeu um total de 1.801 votos, ficando na 187ª posição entre todos os candidatos dessa disputa.

Ele foi deixado à margem pela família do atual presidente nos dias que antecederam o pleito, sobretudo após a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, declarar que o único indicado do clã ao cargo era Eduardo Torres (PL), seu irmão, que também saiu derrotado.

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

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