Jornal Página 3

Aprovação da Cosip “barata” gera duas crises políticas
Vereadores de oposição e situação assinaram juntos emenda do reajuste da iluminação
Vereadores de oposição e situação assinaram juntos emenda do reajuste da iluminação

Quinta, 7/12/2017 9:29.

A aprovação ontem à noite pela Câmara de Vereadores do projeto da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública, Cosip, gerou crises políticas na base do governo e na oposição.

A proposta da prefeitura previa a cobrança de valores que variavam de R$ 50,90 a R$ 7,90 e a base apresentou uma emenda que reduziu para R$ 19,90 a R$ 9.90, sendo esse último o valor que a maior parte dos contribuintes pagará.

Durante a tarde o prefeito Fabrício Oliveira foi “emparedado”, a base negaria os votos necessários para aprovar o projeto do governo.

Com isso Fabrício optou pelo único caminho possível, deu luz verde à emenda que barateou a cobrança da Cosip.

A Cosip não tem grande importância para o orçamento geral, mas a atitude dos vereadores da base sinalizou que eles não estão dispostos a aprovar aumentos expressivos de tributos, o que impactará a revisão do IPTU, essa sim importante para a receita do município, quando vier para votação em 2018.

Crise também na oposição

Na madrugada de hoje o líder político do PMDB, o ex-prefeito Edson Piriquito, distribuiu mensagem gravada (ouça abaixo) dizendo que levará ao Conselho de Ética os peemedebistas que votaram a favor da Cosip porque o partido teria fechado questão contra o aumento de impostos.

Votaram a favor da Cosip os vereadores peemedebistas Marcos Kurtz e Arlindo Cruz. O presidente da Câmara, Roberto Souza Jr, por regimento não vota, mas teria apoiado o projeto.

Na gravação o ex-prefeito parecia perturbado porque citou números que não são verdadeiros, disse que deixou para o sucessor R$ 243 milhões em caixa.

Essa informação é uma meia verdade já que a maior parte desse dinheiro estava vinculada a compromissos, restando livres apenas R$ 27 milhões que correspondem a apenas 4% do orçamento do ano.

A posição política de Edson Piriquito é fácil de entender: depois de inchar a prefeitura contratando mais de mil funcionários e inflar as despesas fixas, ele tenta asfixiar o sucessor se posicionando contra o aumento da receita.

Isso favorece suas intenções políticas, mas prejudica a cidade, que precisa de receita suficiente para pagar os compromissos e realizar um mínimo de investimentos.


Recado do Piriquito

  

  


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