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Bolsonaro defende exploração de terra indígena
Wladimir Platonow.

Terça, 18/12/2018 5:16.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu a exploração "de forma racional" da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

A declaração foi a única dada por Bolsonaro aos jornalistas nesta segunda (17) na saída confusa da inauguração de uma escola da Polícia Militar, no Rio.

"É a área mais rica do mundo [a reserva]. Você tem como explorar de forma racional. E no lado do índio, dando royalty e integrando o índio à sociedade", disse o presidente eleito, sem dar detalhes.

Segundo o jornal Valor Econômico, a equipe de transição prepara um decreto que irá rever a demarcação da terra.

Estima-se que vivam na região 17 mil índios. Após a disputa entre agricultores e indígenas, o STF decidiu em 2008 manter a demarcação do território de 1.747.464 hectares, obrigando a retirada de não índios do local.

Bolsonaro é crítico em relação à demarcação de terras e já disse que acabaria com o processo em seu governo.

"Eu tenho falado que, no que depender de mim, não tem mais demarcação de terra indígena", disse Bolsonaro, no início de novembro, ao apresentador José Luiz Datena.

Em entrevista na ocasião ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, afirmou que as reservas existentes foram "superdimensionadas" e "não tem como mexer", mas afirmou que o que vier a fazer é "com o aparato da lei".

E qual a segurança para o campo? Um fazendeiro não pode acordar hoje e, de repente, tomar conhecimento, via portaria, que ele vai perder sua fazenda para uma nova terra indígena", disse na época.

Em Raposa Serra do Sol existem jazidas de nióbio, considerado um recurso estratégico para o presidente eleito. Se misturado ao ferro, cria uma espécie de superliga, mais leve e resistente que o aço comum.

É utilizado em gasodutos, turbinas, chassis de carros e até em foguetes espaciais e reatores nucleares.

Nesta quarta-feira (19), Bolsonaro fará uma reunião, em Brasília, com os 22 ministros nomeados por ele. Segundo sua assessoria, não há uma pauta específica.

Será o primeiro encontro do primeiro escalão completo. Bolsonaro reuniu ministros anteriormente, mas ainda faltavam as últimas indicações.

Sua equipe havia dito antes que a previsão era que o presidente eleito voltaria à capital federal no dia 29, às vésperas da posse, marcada para o dia 1º de janeiro.

Durante o período de transição, Bolsonaro tem optado por passar parte da semana em Brasília e parte no Rio. 

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Seria um negócio imobiliário bastante vantajoso. Cidade continuará recebendo navios de cruzeiro.


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"Não tente enrolar um brasileiro divulgando uma coisa e entregando outra" 


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Balneário Camboriú adotará entrega voluntária em ponto da prefeitura  


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Até embarcações de pequeno porte levantam areia, depende das condições 


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Bolsonaro defende exploração de terra indígena

Wladimir Platonow.
Terça, 18/12/2018 5:16.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu a exploração "de forma racional" da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

A declaração foi a única dada por Bolsonaro aos jornalistas nesta segunda (17) na saída confusa da inauguração de uma escola da Polícia Militar, no Rio.

"É a área mais rica do mundo [a reserva]. Você tem como explorar de forma racional. E no lado do índio, dando royalty e integrando o índio à sociedade", disse o presidente eleito, sem dar detalhes.

Segundo o jornal Valor Econômico, a equipe de transição prepara um decreto que irá rever a demarcação da terra.

Estima-se que vivam na região 17 mil índios. Após a disputa entre agricultores e indígenas, o STF decidiu em 2008 manter a demarcação do território de 1.747.464 hectares, obrigando a retirada de não índios do local.

Bolsonaro é crítico em relação à demarcação de terras e já disse que acabaria com o processo em seu governo.

"Eu tenho falado que, no que depender de mim, não tem mais demarcação de terra indígena", disse Bolsonaro, no início de novembro, ao apresentador José Luiz Datena.

Em entrevista na ocasião ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, afirmou que as reservas existentes foram "superdimensionadas" e "não tem como mexer", mas afirmou que o que vier a fazer é "com o aparato da lei".

E qual a segurança para o campo? Um fazendeiro não pode acordar hoje e, de repente, tomar conhecimento, via portaria, que ele vai perder sua fazenda para uma nova terra indígena", disse na época.

Em Raposa Serra do Sol existem jazidas de nióbio, considerado um recurso estratégico para o presidente eleito. Se misturado ao ferro, cria uma espécie de superliga, mais leve e resistente que o aço comum.

É utilizado em gasodutos, turbinas, chassis de carros e até em foguetes espaciais e reatores nucleares.

Nesta quarta-feira (19), Bolsonaro fará uma reunião, em Brasília, com os 22 ministros nomeados por ele. Segundo sua assessoria, não há uma pauta específica.

Será o primeiro encontro do primeiro escalão completo. Bolsonaro reuniu ministros anteriormente, mas ainda faltavam as últimas indicações.

Sua equipe havia dito antes que a previsão era que o presidente eleito voltaria à capital federal no dia 29, às vésperas da posse, marcada para o dia 1º de janeiro.

Durante o período de transição, Bolsonaro tem optado por passar parte da semana em Brasília e parte no Rio. 

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