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Bolsonaro usa ameaça de volta do PT para pressionar por apoio no Congresso
Fernando Frazão/AB.

Quarta, 5/12/2018 7:20.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em seu primeiro contato direto com as bancadas partidárias do Congresso, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), usou o discurso antipetista como forma de tentar convencer os parlamentares a apoiar o seu governo.

Em encontros realizados nesta terça (4) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde está montado o governo de transição, Bolsonaro afirmou que eventual fracasso de sua gestão representará a volta ao poder do grupo que comandou o país de 2003 a 2016.

"Conversamos hoje à tarde com o MDB e com o PRB, a conversa foi bastante proveitosa. Temos grande identidade naquilo que vamos propor e grande parte foi dito para eles. O apoio vem por aí, eles sabem que nós não podemos errar. Se nós erramos, vai voltar o governo, aqueles que deixaram uma triste história do nosso Brasil", disse, em referência indireta ao PT, legenda que derrotou na corrida presidencial.

Segundo relatos de deputados, a mensagem foi no sentido de que o barco é um só e que o êxito de sua gestão será o êxito de todos os parlamentares. "[Bolsonaro] Pediu pra gente caminhar juntos, porque se der certo para mim, dá certo para todo mundo. Se der errado, todo mundo perde", afirmou o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (MDB-MG), na saída.

Desde que venceu as eleições, Bolsonaro mudou consideravelmente o modelo de formação do governo. Excluiu das negociações as cúpulas dos partidos políticos, priorizando indicações de bancadas temáticas, como a evangélica e a ruralista.

Desde quando teve início a transição, líderes partidários têm reclamado de não terem sido consultados para a formação de seu ministério, diferentemente do que foi feito em outros governos.

O êxito desse modelo nas votações no Congresso é visto com desconfiança pelas próprias frentes. Com isso, Bolsonaro começou a receber os partidos nesta terça, o que continuará a fazer nesta quarta (5) com PSDB e PR. A rodada de reuniões continuará na quinta e na próxima semana.

Apesar dos encontros, o presidente eleito disse que não busca apoio dos partidos.

"Não, não existe um alinhamento automático de nenhum partido, não é isso que nós buscamos. Nós buscamos é um entendimento, o que eu tenho falado para eles: eu posso não saber a fórmula do sucesso, mas do fracasso é essa que foi usada até o momento, distribuir ministérios, bancos, para partidos políticos. Essa fórmula não deu certo", afirmou Bolsonaro ao ser questionado sobre algum partido já havia declarado que faria parte da base de seu governo.

A primeira bancada recebida foi a do MDB do presidente Michel Temer, atualmente a segunda maior da Câmara.

Entre os presentes estava o deputado Celso Jacob (MDB-RJ), que está cumprindo em regime aberto a pena de 7 anos e dois meses por envolvimento em uma dispensa irregular de licitação.

Apesar de nos bastidores estarem preocupados por serem ignorados, oficialmente têm usado discurso de quem não esperam a política de troca de cargos por apoio.

"Nós estamos vivendo uma nova política. O MDB não reivindicou cargos, não tem pretensão de indicar ninguém no governo, mas tem a responsabilidade de debater uma agenda programática", disse Baleia Rossi (SP), líder do MDB na Câmara.

Além dos encontros no CCBB, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), foi ao Congresso se reunir com as bancadas do PSDB e do PSD.

Bolsonaro tem como prioridade anunciada no Legislativo, em 2019, a aprovação de uma reforma da Previdência, o que, por alterar a Constituição, precisa do apoio de no mínimo 60% dos 513 deputados e 81 senadores, em duas votações em cada Casa.

Com o objetivo de impedir que o governo assuma com força expressiva na Câmara, o que enfraqueceria o poder de barganha das legendas, líderes de vários partidos estão negociando a formação de um bloco para lotear o comando da nova legislatura.

Estão excluídos desse movimento o PT e o PSL do presidente eleito. 

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Cidade

ATUALIZADO às 7h de 15/12/2018.


Cidade

Balneário Camboriú passa a ser a cidade brasileira com mais bandeiras azuis


Justiça

Ele considera ilegal a lei municipal que permitiu o empreendimento 


Rapidinhas


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Bolsonaro usa ameaça de volta do PT para pressionar por apoio no Congresso

Fernando Frazão/AB.
Quarta, 5/12/2018 7:20.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em seu primeiro contato direto com as bancadas partidárias do Congresso, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), usou o discurso antipetista como forma de tentar convencer os parlamentares a apoiar o seu governo.

Em encontros realizados nesta terça (4) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde está montado o governo de transição, Bolsonaro afirmou que eventual fracasso de sua gestão representará a volta ao poder do grupo que comandou o país de 2003 a 2016.

"Conversamos hoje à tarde com o MDB e com o PRB, a conversa foi bastante proveitosa. Temos grande identidade naquilo que vamos propor e grande parte foi dito para eles. O apoio vem por aí, eles sabem que nós não podemos errar. Se nós erramos, vai voltar o governo, aqueles que deixaram uma triste história do nosso Brasil", disse, em referência indireta ao PT, legenda que derrotou na corrida presidencial.

Segundo relatos de deputados, a mensagem foi no sentido de que o barco é um só e que o êxito de sua gestão será o êxito de todos os parlamentares. "[Bolsonaro] Pediu pra gente caminhar juntos, porque se der certo para mim, dá certo para todo mundo. Se der errado, todo mundo perde", afirmou o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (MDB-MG), na saída.

Desde que venceu as eleições, Bolsonaro mudou consideravelmente o modelo de formação do governo. Excluiu das negociações as cúpulas dos partidos políticos, priorizando indicações de bancadas temáticas, como a evangélica e a ruralista.

Desde quando teve início a transição, líderes partidários têm reclamado de não terem sido consultados para a formação de seu ministério, diferentemente do que foi feito em outros governos.

O êxito desse modelo nas votações no Congresso é visto com desconfiança pelas próprias frentes. Com isso, Bolsonaro começou a receber os partidos nesta terça, o que continuará a fazer nesta quarta (5) com PSDB e PR. A rodada de reuniões continuará na quinta e na próxima semana.

Apesar dos encontros, o presidente eleito disse que não busca apoio dos partidos.

"Não, não existe um alinhamento automático de nenhum partido, não é isso que nós buscamos. Nós buscamos é um entendimento, o que eu tenho falado para eles: eu posso não saber a fórmula do sucesso, mas do fracasso é essa que foi usada até o momento, distribuir ministérios, bancos, para partidos políticos. Essa fórmula não deu certo", afirmou Bolsonaro ao ser questionado sobre algum partido já havia declarado que faria parte da base de seu governo.

A primeira bancada recebida foi a do MDB do presidente Michel Temer, atualmente a segunda maior da Câmara.

Entre os presentes estava o deputado Celso Jacob (MDB-RJ), que está cumprindo em regime aberto a pena de 7 anos e dois meses por envolvimento em uma dispensa irregular de licitação.

Apesar de nos bastidores estarem preocupados por serem ignorados, oficialmente têm usado discurso de quem não esperam a política de troca de cargos por apoio.

"Nós estamos vivendo uma nova política. O MDB não reivindicou cargos, não tem pretensão de indicar ninguém no governo, mas tem a responsabilidade de debater uma agenda programática", disse Baleia Rossi (SP), líder do MDB na Câmara.

Além dos encontros no CCBB, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), foi ao Congresso se reunir com as bancadas do PSDB e do PSD.

Bolsonaro tem como prioridade anunciada no Legislativo, em 2019, a aprovação de uma reforma da Previdência, o que, por alterar a Constituição, precisa do apoio de no mínimo 60% dos 513 deputados e 81 senadores, em duas votações em cada Casa.

Com o objetivo de impedir que o governo assuma com força expressiva na Câmara, o que enfraqueceria o poder de barganha das legendas, líderes de vários partidos estão negociando a formação de um bloco para lotear o comando da nova legislatura.

Estão excluídos desse movimento o PT e o PSL do presidente eleito. 

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