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Renan faz aceno a governo Bolsonaro e defende 'convergência programática'
Agência Brasil
Renan Calheiros

Terça, 6/11/2018 17:27.

TALITA FERNANDES (FOLHAPRESS)

Reeleito senador pelo MDB de Alagoas, Renan Calheiros (MDB-AL) evitou se posicionar como um opositor ao governo de Jair Bolsonaro, eleito presidente no último dia 28.

"Eu não posso antecipar isso, porque você não pode se colocar indefinidamente num campo político. Você não pode recusar apoios que estão sendo cobrados, especificamente programaticamente", afirmou ao ser questionado pela reportagem sobre se faria oposição a Bolsonaro, a quem se manteve crítico durante as eleições.

Na contramão dos caciques de seu partido no Senado, que foram derrotados nas urnas, Renan conquistou com folga mais oito anos como parlamentar.

Disputaram novos mandatos e perderam senadores do MDB como Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR) e o presidente da Casa, Eunício Oliveira (CE).

Parte do desempenho de Renan nas urnas se deu graças ao papel de oposição ao governo de Michel Temer que assumiu no início de 2017. Desde então, ele foi gradualmente se aproximando da esquerda e do PT e adotou tom de apoio ao ex-presidente Lula, a quem defendeu ao longo da campanha.

Nesta terça-feira (6), após participar de evento no Congresso em homenagem aos 30 anos da promulgação da Constituição, o senador alagoano mudou o tom.

Ele disse ter se reunido na véspera com Temer, no Palácio do Planalto.

"Ontem, o presidente me chamou para que eu tivesse uma conversa com ele, e eu brinquei: 'Nunca imaginei que iria voltar ao Palácio neste governo.'"

Segundo Renan, a conversa foi importante para conversas de união do MDB que passaram sobre apoio a candidaturas para a presidência do Senado em 2019.

"A presidência do Senado não pode ser um fim em si mesmo. É fundamental conversar com o partido e conversar com os outros partidos. Se houver missão a cumprir eu estou disposto [a disputar novo mandato], mas só nessa condição", disse.

O emedebista foi presidente da Casa quatro vezes, a última delas no biênio que se encerrou em 2017.

Sobre o governo de Bolsonaro ele afirmou a existência de pontos de convergência econômica.

"Tem muita coisa que dá para se fazer sem rótulos. Muita coisa. Mas, para que você identifique isso, é fundamental que todo mundo converse. Eu posso colaborar em algumas mudanças na economia, no combate aos privilégios, a definição do papel do Banco Central. Essas coisas podem ser discutidas, os grandes salários", comentou.

Opositor da agenda de reformas do governo Temer, Renan falou que a reforma da Previdência é necessária.

"A reforma da Previdência é inevitável. O que o Congresso vai discutir é qual reforma será, se fundamentalmente será uma reforma definitiva, como queriam, ou se será uma reforma que vai requerer ajustes na sequência."

Ele defendeu ainda que o Brasil saia do que chamou "rame-rame" e disse que é necessária uma conversa entre vitoriosos e derrotados para construção de uma nova agenda.

Questionado sobre uma das principais agendas de Bolsonaro, a revisão do estatuto do desarmamento, Renan se disse contrário ao desarmamento, mas defendeu a discussão no Congresso.

"Eu tenho uma posição contrária, mas assim, cabe ao Executivo uma parte considerável da pauta que vai colocar no Congresso Nacional e o Congresso não pode dar as costas a nenhuma questão. Tem que discutir se houver condições de decidir sobre elas", afirmou.

Crítico da Operação Lava Jato, da qual é alvo, Renan defendeu a escolha do juiz Sergio Moro para ministro da Justiça no governo de Bolsonaro.

"Eu sempre entendi disse para vocês que a Lava Jato vai deixar, sem dúvida nenhuma, avanços civilizatórios. A presença do Moro no governo é muito importante. Sem dúvida que ele qualificará o novo governo", afirmou.

O senador, contudo, defendeu que não haja excesso na operação, sem detalhar a que se referia.

"Que os excessos eventualmente, venham de onde vierem, sejam punidos. Mas nós tivemos com ele [Moro] sempre uma relação. Trouxemos ele aqui para discutir as coisas, fizemos um debate sério, profundo, eu já exerci aquele cargo [ministro da Justiça]. E torço para que dê certo."

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Renan faz aceno a governo Bolsonaro e defende 'convergência programática'

Agência Brasil
Renan Calheiros
Renan Calheiros
Terça, 6/11/2018 17:27.

TALITA FERNANDES (FOLHAPRESS)

Reeleito senador pelo MDB de Alagoas, Renan Calheiros (MDB-AL) evitou se posicionar como um opositor ao governo de Jair Bolsonaro, eleito presidente no último dia 28.

"Eu não posso antecipar isso, porque você não pode se colocar indefinidamente num campo político. Você não pode recusar apoios que estão sendo cobrados, especificamente programaticamente", afirmou ao ser questionado pela reportagem sobre se faria oposição a Bolsonaro, a quem se manteve crítico durante as eleições.

Na contramão dos caciques de seu partido no Senado, que foram derrotados nas urnas, Renan conquistou com folga mais oito anos como parlamentar.

Disputaram novos mandatos e perderam senadores do MDB como Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR) e o presidente da Casa, Eunício Oliveira (CE).

Parte do desempenho de Renan nas urnas se deu graças ao papel de oposição ao governo de Michel Temer que assumiu no início de 2017. Desde então, ele foi gradualmente se aproximando da esquerda e do PT e adotou tom de apoio ao ex-presidente Lula, a quem defendeu ao longo da campanha.

Nesta terça-feira (6), após participar de evento no Congresso em homenagem aos 30 anos da promulgação da Constituição, o senador alagoano mudou o tom.

Ele disse ter se reunido na véspera com Temer, no Palácio do Planalto.

"Ontem, o presidente me chamou para que eu tivesse uma conversa com ele, e eu brinquei: 'Nunca imaginei que iria voltar ao Palácio neste governo.'"

Segundo Renan, a conversa foi importante para conversas de união do MDB que passaram sobre apoio a candidaturas para a presidência do Senado em 2019.

"A presidência do Senado não pode ser um fim em si mesmo. É fundamental conversar com o partido e conversar com os outros partidos. Se houver missão a cumprir eu estou disposto [a disputar novo mandato], mas só nessa condição", disse.

O emedebista foi presidente da Casa quatro vezes, a última delas no biênio que se encerrou em 2017.

Sobre o governo de Bolsonaro ele afirmou a existência de pontos de convergência econômica.

"Tem muita coisa que dá para se fazer sem rótulos. Muita coisa. Mas, para que você identifique isso, é fundamental que todo mundo converse. Eu posso colaborar em algumas mudanças na economia, no combate aos privilégios, a definição do papel do Banco Central. Essas coisas podem ser discutidas, os grandes salários", comentou.

Opositor da agenda de reformas do governo Temer, Renan falou que a reforma da Previdência é necessária.

"A reforma da Previdência é inevitável. O que o Congresso vai discutir é qual reforma será, se fundamentalmente será uma reforma definitiva, como queriam, ou se será uma reforma que vai requerer ajustes na sequência."

Ele defendeu ainda que o Brasil saia do que chamou "rame-rame" e disse que é necessária uma conversa entre vitoriosos e derrotados para construção de uma nova agenda.

Questionado sobre uma das principais agendas de Bolsonaro, a revisão do estatuto do desarmamento, Renan se disse contrário ao desarmamento, mas defendeu a discussão no Congresso.

"Eu tenho uma posição contrária, mas assim, cabe ao Executivo uma parte considerável da pauta que vai colocar no Congresso Nacional e o Congresso não pode dar as costas a nenhuma questão. Tem que discutir se houver condições de decidir sobre elas", afirmou.

Crítico da Operação Lava Jato, da qual é alvo, Renan defendeu a escolha do juiz Sergio Moro para ministro da Justiça no governo de Bolsonaro.

"Eu sempre entendi disse para vocês que a Lava Jato vai deixar, sem dúvida nenhuma, avanços civilizatórios. A presença do Moro no governo é muito importante. Sem dúvida que ele qualificará o novo governo", afirmou.

O senador, contudo, defendeu que não haja excesso na operação, sem detalhar a que se referia.

"Que os excessos eventualmente, venham de onde vierem, sejam punidos. Mas nós tivemos com ele [Moro] sempre uma relação. Trouxemos ele aqui para discutir as coisas, fizemos um debate sério, profundo, eu já exerci aquele cargo [ministro da Justiça]. E torço para que dê certo."

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