Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Envolvido no escândalo dos laranjas, ministro do Turismo evita imprensa em SP

Ele patrocinou um esquema de quatro candidaturas de laranjas.

Segunda, 25/2/2019 6:35.
Fundecitrus.

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(FOLHAPRESS) - Apontado como patrocinador de um esquema de candidaturas de laranjas dentro do PSL, partido dele e do presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (MG), evitou falar com a imprensa durante viagem a São Paulo, onde realizou visitas técnicas em instalações do Carnaval, neste domingo (24).

Ao divulgar a agenda, na sexta (22), a assessoria do ministro informou que ele atenderia jornalistas em entrevista coletiva após visita à Fábrica do Samba, na região da Barra Funda (zona oeste).

Porém, repórteres não foram autorizados a entrar e o ministro deixou o local sem dar declarações.

Ao ser cobrada, a assessoria do ministro informou que houve um "encavalamento" de agendas.

Reportagem da Folha de S.Paulo revelou, em 4 de fevereiro, que o ministro do Turismo, deputado federal mais votado em Minas Gerais, patrocinou um esquema de quatro candidaturas de laranjas, todas abastecidas com verba pública do PSL, partido de Bolsonaro. O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público em Minas.

O ministro era presidente do PSL em Minas e tinha o poder de decidir quais candidaturas seriam lançadas. As quatro candidatas receberam R$ 279 mil da verba pública de campanha da legenda, ficando entre as 20 candidatas que mais receberam dinheiro do partido no país inteiro.

Desse montante, pelo menos R$ 85 mil foram destinados a quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro.

Não há sinais de que as candidatas tenham feito campanha efetiva durante a eleição. Ao final, juntas, somaram apenas cerca de 2.000 votos, apesar do montante recebido para a campanha.

Na quinta (21), o ministro do Turismo recorreu ao foro especial e pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a investigação sobre candidatas laranjas do PSL aberta em Minas Gerais passe a tramitar perante a corte. O ministro é alvo direto da apuração da Promotoria mineira.

Na sexta, a Folha de S.Paulo mostrou que o Ministério Público em Minas Gerais investiga a atuação da empresa do atual assessor especial de Álvaro Antônio, Mateus Von Rondon.

Aberta em 2013, uma empresa de serviços de internet e marketing direto teve Álvaro Antônio como principal cliente até 2018 por meio de verba da Câmara dos Deputados.

A mesma empresa aparece na prestação eleitoral de contas de quatro candidatas a deputada estadual e federal usadas como laranjas pelo PSL de Minas, partido comandado à época por Marcelo Álvaro Antônio, então deputado e candidato à reeleição.

O escândalo dos laranjas do PSL levou à queda de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência no último dia 18.

Integrantes do PSL têm defendido a mesma medida para o ministro do Turismo.  


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Envolvido no escândalo dos laranjas, ministro do Turismo evita imprensa em SP

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Segunda, 25/2/2019 6:35.

(FOLHAPRESS) - Apontado como patrocinador de um esquema de candidaturas de laranjas dentro do PSL, partido dele e do presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (MG), evitou falar com a imprensa durante viagem a São Paulo, onde realizou visitas técnicas em instalações do Carnaval, neste domingo (24).

Ao divulgar a agenda, na sexta (22), a assessoria do ministro informou que ele atenderia jornalistas em entrevista coletiva após visita à Fábrica do Samba, na região da Barra Funda (zona oeste).

Porém, repórteres não foram autorizados a entrar e o ministro deixou o local sem dar declarações.

Ao ser cobrada, a assessoria do ministro informou que houve um "encavalamento" de agendas.

Reportagem da Folha de S.Paulo revelou, em 4 de fevereiro, que o ministro do Turismo, deputado federal mais votado em Minas Gerais, patrocinou um esquema de quatro candidaturas de laranjas, todas abastecidas com verba pública do PSL, partido de Bolsonaro. O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público em Minas.

O ministro era presidente do PSL em Minas e tinha o poder de decidir quais candidaturas seriam lançadas. As quatro candidatas receberam R$ 279 mil da verba pública de campanha da legenda, ficando entre as 20 candidatas que mais receberam dinheiro do partido no país inteiro.

Desse montante, pelo menos R$ 85 mil foram destinados a quatro empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro de Bolsonaro.

Não há sinais de que as candidatas tenham feito campanha efetiva durante a eleição. Ao final, juntas, somaram apenas cerca de 2.000 votos, apesar do montante recebido para a campanha.

Na quinta (21), o ministro do Turismo recorreu ao foro especial e pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a investigação sobre candidatas laranjas do PSL aberta em Minas Gerais passe a tramitar perante a corte. O ministro é alvo direto da apuração da Promotoria mineira.

Na sexta, a Folha de S.Paulo mostrou que o Ministério Público em Minas Gerais investiga a atuação da empresa do atual assessor especial de Álvaro Antônio, Mateus Von Rondon.

Aberta em 2013, uma empresa de serviços de internet e marketing direto teve Álvaro Antônio como principal cliente até 2018 por meio de verba da Câmara dos Deputados.

A mesma empresa aparece na prestação eleitoral de contas de quatro candidatas a deputada estadual e federal usadas como laranjas pelo PSL de Minas, partido comandado à época por Marcelo Álvaro Antônio, então deputado e candidato à reeleição.

O escândalo dos laranjas do PSL levou à queda de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência no último dia 18.

Integrantes do PSL têm defendido a mesma medida para o ministro do Turismo.  


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