Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Na estreia, senadores deixam clara a importância das redes sociais

Segunda, 4/2/2019 5:39.
EBC.

Publicidade

(FOLHAPRESS) - A temperatura só aumentava no plenário do Senado quando o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) pediu a palavra, prometendo ser rápido.

"Eu voto de acordo com o meu eleitor e com o meu seguidor. Fico triste porque eu tive que mudar a enquete três vezes em função de desistências de candidatos. É duro", protestou o parlamentar novato.

A votação para escolher o presidente da Casa foi ilustrativa do lugar que as redes sociais ocuparão nos mandatos.

Além da divulgação que Kajuru fez da enquete em seu Facebook, abundaram menções à internet nos discursos entre sexta-feira (1º) e sábado (2).

Em meio à discussão sobre voto secreto, com parte dos senadores revelando em público sua escolha, Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi ao microfone confirmar que, independentemente de abrir sua decisão ao plenário, já tinha escancarado a opção na internet.

"Muito antes de sair o resultado, eu já tinha declarado nas minhas redes sociais", falou ela, apoiadora de Davi.

Alusões a redes sociais não são uma completa novidade no Congresso, mas tendem a ser mais comuns com as novas legislaturas, numa demonstração do peso da comunicação direta com o eleitor.

Parlamentares que se tornaram conhecidos graças à internet e se elegeram de carona na popularidade virtual deverão ser mais sensíveis à opinião das redes, a exemplo do que aconteceu na votação para o comando do Senado.

Enquanto hashtags como #RenanCalheirosNao e #ForaRenan figuravam na lista de tópicos mais comentados do Twitter, senadores iam ao microfone alertar os colegas.

"Nós estamos, diante da opinião pública, totalmente desacreditados", lamentou Simone Tebet (MDB-MS). "Nós estamos sendo comentário das redes sociais. E, sim, nós temos de dar valor a elas, porque quem ali está tuitando, quem ali está dizendo, é a população brasileira."

Outro tema popular nas redes foi o apelo pelo fim do voto secreto. Eduardo Girão (Pros-CE) comentou em discurso: "Quero parabenizar a população brasileira por estar acompanhando essa sessão e estar fazendo uma grande campanha pelo voto aberto".

No sábado à noite, com o campeão já anunciado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relacionou a vitória de Davi, seu aliado, à mobilização virtual e à campanha contra Renan Calheiros (MDB-AL).

"O resultado daqui não foi um resultado proclamado somente pela vontade dos membros desta Casa. Foi um resultado que veio de fora aqui para dentro, que veio das ruas, das urnas e das redes sociais."

Kajuru, dirigindo-se ao presidente do Senado, tinha razões práticas para dizer que as redes interferiram. Embora apoiasse Reguffe (sem partido-DF), foi de Davi na hora H por influência dos que o seguem.

"O senhor acabou convencendo o meu público, quase 9 milhões de seguidores, e obteve 77% dos votos. Obedeci aos meus eleitores, aos meus seguidores", afirmou.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Publicidade














Página 3
EBC.

Na estreia, senadores deixam clara a importância das redes sociais

Publicidade

Segunda, 4/2/2019 5:39.

(FOLHAPRESS) - A temperatura só aumentava no plenário do Senado quando o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) pediu a palavra, prometendo ser rápido.

"Eu voto de acordo com o meu eleitor e com o meu seguidor. Fico triste porque eu tive que mudar a enquete três vezes em função de desistências de candidatos. É duro", protestou o parlamentar novato.

A votação para escolher o presidente da Casa foi ilustrativa do lugar que as redes sociais ocuparão nos mandatos.

Além da divulgação que Kajuru fez da enquete em seu Facebook, abundaram menções à internet nos discursos entre sexta-feira (1º) e sábado (2).

Em meio à discussão sobre voto secreto, com parte dos senadores revelando em público sua escolha, Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi ao microfone confirmar que, independentemente de abrir sua decisão ao plenário, já tinha escancarado a opção na internet.

"Muito antes de sair o resultado, eu já tinha declarado nas minhas redes sociais", falou ela, apoiadora de Davi.

Alusões a redes sociais não são uma completa novidade no Congresso, mas tendem a ser mais comuns com as novas legislaturas, numa demonstração do peso da comunicação direta com o eleitor.

Parlamentares que se tornaram conhecidos graças à internet e se elegeram de carona na popularidade virtual deverão ser mais sensíveis à opinião das redes, a exemplo do que aconteceu na votação para o comando do Senado.

Enquanto hashtags como #RenanCalheirosNao e #ForaRenan figuravam na lista de tópicos mais comentados do Twitter, senadores iam ao microfone alertar os colegas.

"Nós estamos, diante da opinião pública, totalmente desacreditados", lamentou Simone Tebet (MDB-MS). "Nós estamos sendo comentário das redes sociais. E, sim, nós temos de dar valor a elas, porque quem ali está tuitando, quem ali está dizendo, é a população brasileira."

Outro tema popular nas redes foi o apelo pelo fim do voto secreto. Eduardo Girão (Pros-CE) comentou em discurso: "Quero parabenizar a população brasileira por estar acompanhando essa sessão e estar fazendo uma grande campanha pelo voto aberto".

No sábado à noite, com o campeão já anunciado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relacionou a vitória de Davi, seu aliado, à mobilização virtual e à campanha contra Renan Calheiros (MDB-AL).

"O resultado daqui não foi um resultado proclamado somente pela vontade dos membros desta Casa. Foi um resultado que veio de fora aqui para dentro, que veio das ruas, das urnas e das redes sociais."

Kajuru, dirigindo-se ao presidente do Senado, tinha razões práticas para dizer que as redes interferiram. Embora apoiasse Reguffe (sem partido-DF), foi de Davi na hora H por influência dos que o seguem.

"O senhor acabou convencendo o meu público, quase 9 milhões de seguidores, e obteve 77% dos votos. Obedeci aos meus eleitores, aos meus seguidores", afirmou.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade