Jornal Página 3

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Em primeiro discurso como presidente, Bolsonaro pede pacto e acena à base
Pedro Ladeira/Folhapress.
O presidente Jair Bolsonaro recebeu a faixa presidencial das mãos do antecessor, Michel Temer.

Terça, 1/1/2019 17:29.

CAROLINA LINHARESCAROLINA LINHARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seu primeiro discurso como presidente, já empossado, Jair Bolsonaro (PSL) pregou um pacto com a sociedade e fez acenos à sua base eleitoral, ao pregar contra ideologia.

Bolsonaro também pregou união, reconstrução do país, compromisso com uma sociedade sem discriminação e falou em revigorar a democracia.

"Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na busca de novos caminhos para um novo Brasil. Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira com respeito ao Estado Democrático", disse.

"A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso", afirmou o presidente.

"A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história. Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história. Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado."

"Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação e divisão", disse. Também falou em partilhar o poder com estados e municípios.

"Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político, que tornou o estado ineficiente e corrupto", afirmou.
Bolsonaro falou por dez minutos em cerimônia no Congresso Nacional, após assinar o termo de posse. Seu vice, general Hamilton Mourão (PRTB), também foi empossado. Ambos juraram cumprir a Constituição e as leis.

O presidente começou agradecendo a Deus por estar vivo, após ter sofrido um ataque a faca durante campanha em Juiz de Fora (MG).

"Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade, tentaram por fim a minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico. Cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui."

Terminou repetindo o bordão: "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos". "Trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos."

ACENOS

No discurso, Bolsonaro pregou contra a ideologia, colocando-a ao lado de outras mazelas, como corrupção e criminalidade.

"Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudar na missão de restaurar e de reerguer nossa pátria, libertando-a definitivamente do julgo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica."

"Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossas tradições judaico-cristãs. Combater a ideologia de gênero, conservando os nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas", completou.

Ao falar em educação, pregou que as escolas preparem os filhos "para o mercado de trabalho e não para a militância política". Já em relação ao comércio exterior, prometeu não ter viés ideológico.

Também defendeu a posse de armas. "O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005 quando optou nas urnas pelo direito à legítima defesa", disse.

O presidente defendeu ainda as Forças Armadas e os policiais. "Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico para os policiais realizarem o seu trabalho. Eles merecem e devem ser respeitados", afirmou.

ECONOMIA

Bolsonaro prometeu que o país não gastará mais do que arrecada e que fará reformas, mas não mencionou a Previdência.

"Realizaremos reformas estruturantes que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas", afirmou.

"Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. [...] As regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas."

O presidente disse que o setor agropecuário terá harmonia com a preservação do meio ambiente e que o setor produtivo como um todo será mais eficiente com menos regulamentação e burocracia. 

A íntegra do discurso de Bolsonaro na cerimônia de posse no Congresso

Em seu discurso de posse no Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro disse que sua missão é "restaurar e e reerguer nossa pátria, libertando-a definitivamente do julgo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica".

O presidente prometeu unir o povo, valorizar a família, respeitar as tradições e valores brasileiros e combater a ideologia de gênero. Também elencou como uma de suas prioridades revigorar nossa democracia.

Leia a íntegra do discurso:

Excelentíssimo presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira,
Senhoras e senhores chefes de Estado, chefes de Governo, vice-chefes de Estado e vice-chefes de Governo, que me honram com suas presenças.

Vice-presidente da República Federativa do Brasil, Hamilton Mourão, meu contemporâneo de Academia Militar de Agulhas Negras,
Presidente da Câmara dos Deputados, prezado amigo e companheiro, deputado Rodrigo Maia,
Ex-presidentes da República Federativa do Brasil, senhor José Sarney, senhor Fernando Collor de Mello,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli,
Senhoras e senhores ministros de Estado e comandantes das Forças aqui presentes,
Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge,
Senhoras e senhores governadores,
Senhoras e senhores senadores e deputados federais,
Senhoras e senhores chefes de missões estrangeiras acreditados junto ao governo brasileiro,
Minha querida esposa Michelle, da aqui vizinha Ceilândia,
Meus filhos e familiares aqui presentes - a conheci aqui na Câmara.

Brasileiros e brasileiras. Primeiro, quero agradecer a Deus por estar vivo. Que, pelas mãos de profissionais da Santa Casa de Juiz de Fora, operou um verdadeiro milagre. Obrigado, meu Deus!

Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.

Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.

Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido a Deus, pela minha vida, e aos brasileiros, que confiaram a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança. Governar com vocês.

Aproveito este momento solene e convoco cada um dos Congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.

Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir o nosso País e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.

Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um País livre das amarras ideológicas.

Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil; do Poder Central para Estados e Municípios.

Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da Pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.

Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar nossa liberdade e democracia.

Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão.

Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros: que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.

O Pavilhão Nacional nos remete à "Ordem e ao Progresso".

Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.

O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa.

Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.

Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico para os policiais realizarem seu trabalho.

Eles merecem e devem ser respeitados!

Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras.

Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou o Estado ineficiente e corrupto.

Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional.

Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência.

Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.

Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.

Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.

Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente.

Dessa forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.

Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático.

A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.

A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história.

Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.

Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.

A política externa retomará o seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.

Senhoras e senhores Congressistas,

Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.

Com a benção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos.

Muito obrigado a todos vocês.

Brasil acima de tudo!

Deus acima de todos!

 

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Cidade

Seria um negócio imobiliário bastante vantajoso. Cidade continuará recebendo navios de cruzeiro.


Cidade

“Tem que ver se não é um problema de gestão deles”, dispara referindo-se aos hoteleiros  


Opinião


Opinião

"Não tente enrolar um brasileiro divulgando uma coisa e entregando outra" 


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Cidade

Balneário Camboriú adotará entrega voluntária em ponto da prefeitura  


Divulgação

Excelente opção para os micro empreendedores, pequenas empresas e freelancers.


Geral

Até embarcações de pequeno porte levantam areia, depende das condições 


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Em primeiro discurso como presidente, Bolsonaro pede pacto e acena à base

Pedro Ladeira/Folhapress.
O presidente Jair Bolsonaro recebeu a faixa presidencial das mãos do antecessor, Michel Temer.
O presidente Jair Bolsonaro recebeu a faixa presidencial das mãos do antecessor, Michel Temer.
Terça, 1/1/2019 17:29.

CAROLINA LINHARESCAROLINA LINHARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seu primeiro discurso como presidente, já empossado, Jair Bolsonaro (PSL) pregou um pacto com a sociedade e fez acenos à sua base eleitoral, ao pregar contra ideologia.

Bolsonaro também pregou união, reconstrução do país, compromisso com uma sociedade sem discriminação e falou em revigorar a democracia.

"Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na busca de novos caminhos para um novo Brasil. Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira com respeito ao Estado Democrático", disse.

"A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso", afirmou o presidente.

"A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história. Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história. Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado."

"Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação e divisão", disse. Também falou em partilhar o poder com estados e municípios.

"Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político, que tornou o estado ineficiente e corrupto", afirmou.
Bolsonaro falou por dez minutos em cerimônia no Congresso Nacional, após assinar o termo de posse. Seu vice, general Hamilton Mourão (PRTB), também foi empossado. Ambos juraram cumprir a Constituição e as leis.

O presidente começou agradecendo a Deus por estar vivo, após ter sofrido um ataque a faca durante campanha em Juiz de Fora (MG).

"Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade, tentaram por fim a minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico. Cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui."

Terminou repetindo o bordão: "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos". "Trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos."

ACENOS

No discurso, Bolsonaro pregou contra a ideologia, colocando-a ao lado de outras mazelas, como corrupção e criminalidade.

"Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudar na missão de restaurar e de reerguer nossa pátria, libertando-a definitivamente do julgo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica."

"Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossas tradições judaico-cristãs. Combater a ideologia de gênero, conservando os nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas", completou.

Ao falar em educação, pregou que as escolas preparem os filhos "para o mercado de trabalho e não para a militância política". Já em relação ao comércio exterior, prometeu não ter viés ideológico.

Também defendeu a posse de armas. "O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005 quando optou nas urnas pelo direito à legítima defesa", disse.

O presidente defendeu ainda as Forças Armadas e os policiais. "Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico para os policiais realizarem o seu trabalho. Eles merecem e devem ser respeitados", afirmou.

ECONOMIA

Bolsonaro prometeu que o país não gastará mais do que arrecada e que fará reformas, mas não mencionou a Previdência.

"Realizaremos reformas estruturantes que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas", afirmou.

"Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. [...] As regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas."

O presidente disse que o setor agropecuário terá harmonia com a preservação do meio ambiente e que o setor produtivo como um todo será mais eficiente com menos regulamentação e burocracia. 

A íntegra do discurso de Bolsonaro na cerimônia de posse no Congresso

Em seu discurso de posse no Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro disse que sua missão é "restaurar e e reerguer nossa pátria, libertando-a definitivamente do julgo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica".

O presidente prometeu unir o povo, valorizar a família, respeitar as tradições e valores brasileiros e combater a ideologia de gênero. Também elencou como uma de suas prioridades revigorar nossa democracia.

Leia a íntegra do discurso:

Excelentíssimo presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira,
Senhoras e senhores chefes de Estado, chefes de Governo, vice-chefes de Estado e vice-chefes de Governo, que me honram com suas presenças.

Vice-presidente da República Federativa do Brasil, Hamilton Mourão, meu contemporâneo de Academia Militar de Agulhas Negras,
Presidente da Câmara dos Deputados, prezado amigo e companheiro, deputado Rodrigo Maia,
Ex-presidentes da República Federativa do Brasil, senhor José Sarney, senhor Fernando Collor de Mello,
Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli,
Senhoras e senhores ministros de Estado e comandantes das Forças aqui presentes,
Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge,
Senhoras e senhores governadores,
Senhoras e senhores senadores e deputados federais,
Senhoras e senhores chefes de missões estrangeiras acreditados junto ao governo brasileiro,
Minha querida esposa Michelle, da aqui vizinha Ceilândia,
Meus filhos e familiares aqui presentes - a conheci aqui na Câmara.

Brasileiros e brasileiras. Primeiro, quero agradecer a Deus por estar vivo. Que, pelas mãos de profissionais da Santa Casa de Juiz de Fora, operou um verdadeiro milagre. Obrigado, meu Deus!

Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.

Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.

Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido a Deus, pela minha vida, e aos brasileiros, que confiaram a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança. Governar com vocês.

Aproveito este momento solene e convoco cada um dos Congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.

Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir o nosso País e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.

Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um País livre das amarras ideológicas.

Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil; do Poder Central para Estados e Municípios.

Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da Pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.

Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar nossa liberdade e democracia.

Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão.

Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros: que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.

O Pavilhão Nacional nos remete à "Ordem e ao Progresso".

Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.

O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa.

Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.

Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico para os policiais realizarem seu trabalho.

Eles merecem e devem ser respeitados!

Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras.

Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou o Estado ineficiente e corrupto.

Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional.

Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência.

Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.

Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.

Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.

Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente.

Dessa forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.

Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático.

A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.

A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história.

Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.

Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.

A política externa retomará o seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.

Senhoras e senhores Congressistas,

Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.

Com a benção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos.

Muito obrigado a todos vocês.

Brasil acima de tudo!

Deus acima de todos!

 

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