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Adesão do PSL inviabiliza nosso apoio a Maia, diz presidente do PSB
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB

Quinta, 10/1/2019 18:36.

DANIEL CARVALHO (FOLHAPRESS)

Partido com a sétima maior bancada da Câmara, com 32 deputados, o PSB definiu nesta quinta-feira (10) que a adesão do PSL à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) "inviabiliza completamente" o apoio da legenda à reeleição do presidente da Câmara.

O PSB deve formar um bloco com PP, MDB, PDT, PC do B e, possivelmente, PT, PTB e PSC. A ideia é apresentar várias candidaturas para forçar que a disputa vá para o segundo turno. Já estão lançados os nomes de JHC (PSB-AL), Arthur Lira (PP-AL), Fábio Ramalho (MDB-MG) e Alceu Moreira (MDB-RS).

"Ficou evidente, pela amplíssima maioria, a preferência dos nossos deputados pela formação de um bloco que se opõe à candidatura do Rodrigo Maia", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

O partido reuniu 22 de seus 32 nomes na sede do partido durante quase quatro horas. O líder da sigla, Tadeu Alencar (PE), disse que ainda vai ouvir os que estavam ausentes, mas que não há número suficiente para reverter a tendência contra Maia.

O PSB, assim como os demais partidos do possível bloco, vinham conversando com Maia para apoiá-lo, até que, na semana passada, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, declarou que ingressaria na chapa pela reeleição.

"Houve a adesão, que ele [Maia] aceitou, do PSL, sem que ele tivesse discutido com nenhum de seus apoiadores e isso inviabiliza completamente nosso apoio a ele", afirmou Siqueira.

"A entrada do PSL trazia uma identidade muito grande da candidatura de Rodrigo com o governo. Desde o começo a gente dizia que era importante para este bloco garantir a independência do Poder, que a gente pudesse exercer plenamente este papel de oposição", afirmou Tadeu Alencar que, mais cedo, havia se reunido com Maia.

O PSB já havia formado um bloco com PDT e PC do B. As duas legendas serão as primeiras a serem consultadas. O PDT reúne seus quadros nesta sexta-feira (11), no Rio, e o PC do B tem reunião prevista para a terça-feira (15).

Fechada uma posição deste grupo, serão procurados PP, MDB e PT, com quem já há conversas em curso.

Se conseguir aglomerar em torno de si PT (56), PP (37), MDB (34), PSB (32), PDT (28), PTB (10), PC do B (9) e PSC (8), o bloco chegará a um total de 214 deputados.

Com PSL (52), PSD (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), SD (13), PODE (11) e PPS (8), Maia teria 239 votos para sua reeleição, mas seus adversários dizem acreditar que o atual presidente da Casa tem um teto de 200.

Não há nenhuma garantia de voto em bloco nos partidos porque a eleição é secreta, o que permite traições à orientação do comando das siglas.

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Adesão do PSL inviabiliza nosso apoio a Maia, diz presidente do PSB

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB
Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB
Quinta, 10/1/2019 18:36.

DANIEL CARVALHO (FOLHAPRESS)

Partido com a sétima maior bancada da Câmara, com 32 deputados, o PSB definiu nesta quinta-feira (10) que a adesão do PSL à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) "inviabiliza completamente" o apoio da legenda à reeleição do presidente da Câmara.

O PSB deve formar um bloco com PP, MDB, PDT, PC do B e, possivelmente, PT, PTB e PSC. A ideia é apresentar várias candidaturas para forçar que a disputa vá para o segundo turno. Já estão lançados os nomes de JHC (PSB-AL), Arthur Lira (PP-AL), Fábio Ramalho (MDB-MG) e Alceu Moreira (MDB-RS).

"Ficou evidente, pela amplíssima maioria, a preferência dos nossos deputados pela formação de um bloco que se opõe à candidatura do Rodrigo Maia", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

O partido reuniu 22 de seus 32 nomes na sede do partido durante quase quatro horas. O líder da sigla, Tadeu Alencar (PE), disse que ainda vai ouvir os que estavam ausentes, mas que não há número suficiente para reverter a tendência contra Maia.

O PSB, assim como os demais partidos do possível bloco, vinham conversando com Maia para apoiá-lo, até que, na semana passada, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, declarou que ingressaria na chapa pela reeleição.

"Houve a adesão, que ele [Maia] aceitou, do PSL, sem que ele tivesse discutido com nenhum de seus apoiadores e isso inviabiliza completamente nosso apoio a ele", afirmou Siqueira.

"A entrada do PSL trazia uma identidade muito grande da candidatura de Rodrigo com o governo. Desde o começo a gente dizia que era importante para este bloco garantir a independência do Poder, que a gente pudesse exercer plenamente este papel de oposição", afirmou Tadeu Alencar que, mais cedo, havia se reunido com Maia.

O PSB já havia formado um bloco com PDT e PC do B. As duas legendas serão as primeiras a serem consultadas. O PDT reúne seus quadros nesta sexta-feira (11), no Rio, e o PC do B tem reunião prevista para a terça-feira (15).

Fechada uma posição deste grupo, serão procurados PP, MDB e PT, com quem já há conversas em curso.

Se conseguir aglomerar em torno de si PT (56), PP (37), MDB (34), PSB (32), PDT (28), PTB (10), PC do B (9) e PSC (8), o bloco chegará a um total de 214 deputados.

Com PSL (52), PSD (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), SD (13), PODE (11) e PPS (8), Maia teria 239 votos para sua reeleição, mas seus adversários dizem acreditar que o atual presidente da Casa tem um teto de 200.

Não há nenhuma garantia de voto em bloco nos partidos porque a eleição é secreta, o que permite traições à orientação do comando das siglas.

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